segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A INSUPORTÁVEL BIPOLARIDADE DOS TORCEDORES




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veja.abril.com.br


Meus amigos: Se vocês são daqueles que sempre que seu time está mal some, não aceita a forra nas zoações, só aparece quando vence, diz que “não liga para futebol”, “não passam de 22  correndo atrás da bola”, “torço apenas pela seleção brasileira”, “nem sabia que jogava hoje”, “estamos aqui pobres e eles milionários” este texto é um recado muito mais do que direto.

Torcedores de ocasião (também conhecidos como simpatizantes) são dos piores de se aturar, pois é difícil de identificar e desaparecerem quando o time passa por um momento ruim. É o sujeito que repete tudo leu na imprensa, viu na tv ou escutou em rádio e em sua maioria é incapaz de criar um raciocínio próprio e mal diferenciam um impedimento de um escanteio. É como um parasita  que só que sugar as coisas boas e raramente entende o básico. É capaz de você conviver muito tempo com ele e sequer desconfiar qual seu time tamanha cara de pau. De uma forma geral só  aparecem quando o time ganha e nos dias de jogo ficam sentados em frente ao PC aguardando postagens para assim marcar os seus amigos ( os mesmos que ele sempre se esquivam quando não está ganhando) e ainda acham ruim as pessoas não concordarem.

O fanático é aquele mesmo que acha que tudo no time dele é ótimo. Certamente é aquele seu amigo que vai visitar seu filho leva um presente do time dele e não do seu e acha um absurdo você achar ruim.Para ele o elenco é um dos melhores do mundo, sem defeitos e acha injusto não terem pelo menos quatro atletas na seleção brasileira. Apesar de ter um humor instável é infinitamente mais fácil de se identificar e “suportar” do que o de ocasião/simpatizante já que de uma forma geral fica exposto sem a menor vergonha de esconder isto. Para ocultar o pouco conhecimento de outros clubes, sempre responde com ironia e deboche e muito menos aceita ser zoado na mesma proporção que o faz.

Tem também os moderados que ficam “flutuando” entre a racionalidade de saber e entender das limitações do time e o radicalismo dos mais fanáticos para defender seus argumentos. Aturam de uma forma mais natural o fanático e tem horror ao torcedor que mal sabe escalar seu time.Tem dificuldade em reconhecer as qualidades dos rivais e gosta muita de futebol de uma maneira geral. Procura conversar mais com pessoas que pensam sem ufanismo ou exageros.

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estadiovip.com.br


Os indecisos são as pessoas parecem sentir a obrigação de torcer por um time. É muito comum ouvir o seguinte: “odeio futebol, mas eu torço pelo...” como assim torcer por algo que você afirma não gostar? Qual a dificuldade de admitir que não gosta? Fiquem sabendo que a fatia dos “torcedores” afirmam não gostar de futebol é maior dos que os apontam um time para torcer. Assumindo que não gosta, você não estará sozinho nesta. Vá sem medo!

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copadomundo.uol.com.br

Poderíamos ficar aqui semanas falando sobre os tipos de torcedores. Cada um tem a sua forma de torcer e também de definir o quanto isso agrega a sua vida. Só não pode é deixar isso ultrapassar os limites da sanidade e brigar ou até mesmo matar por clubes que sequer sabem o nosso nome ou nossos problemas. Espero que gostem.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PARA NÃO VIRAR ABÓBORA



O Vasco da Gama é o grande clube do Brasil na serie B. Apesar das dificuldades, nem o mais pessimista dos torcedores acredita que o clube não irá retornar em 2017 para série A. Mas nas ultimas quatro rodadas o time foi derrotado em duas oportunidades, disparando o alerta para o restante da temporada.
Já faz um tempo que o time vem jogando com uma certa “preguiça”, achando que a hora que bem entender vencerá. Isso está notório desde o confronto de volta da Copa do Brasil contra o CRB, que por muito pouco não venceu em pleno Estádio de São Januário. A mesma preguiça compareceu em Cariacica, na derrota para o Atlético-GO.
Contra o Náutico foi a mesma a apatia. O adversário não esperou e buscou o jogo. Jogando em casa o Vasco só conseguiu se impor na segunda etapa, após ser “ajudado” pelo técnico Alexandre Gallo que tirou os dois jogadores (Bergson e Taiberson) que mais incomodavam. Desmontou seu ataque.
Ante o Payssandu, tudo conspirava a favor do time da colina: adversários diretos derrotados, adversário na zona de rebaixamento, bom publico e retorno do goleiro titular. Porém, com as adaptações costumeiras de Jorginho não funcionando e o rodízio de faltas em Nenê, o Vasco perdeu deixando escapar a oportunidade de “ganhar gordura”, aumentando a vantagem na tabela.

Nesta ultima rodada contra o Londrina foi preciso um gol “sem querer” para garantir a vitoria. Com um adversário mais preocupado em bater do que em jogar, a equipe administrou o resultado com alguns lampejos de boas jogadas fez o suficiente para vencer.
Há uma série de coisas boas que podemos tirar proveito da perda da invencibilidade:
 1)       O “expresso da vitória” não foi superado por um elenco que não fez metade dos feitos do grande time da década de 1940 e inicio de 1950;
FONTE: imortaisdofutebol.com
2) Está mais do que provado que Jordi ainda não tem competência para substituir Martin Silva;
3) Rodrigo deveria falar menos e jogar mais;
4) Uma hora as “invenções” de Jorginho não iriam dar certo. Já está manjada, por exemplo, a utilização de Jorge Henrique em diversas posições. O elenco possui muito mais transpiração do que inspiração… isto sempre pesa;
5) Reforços… o quanto antes. Se Rafael Vaz como zagueiro não inspirava confiança, o mesmo ocorre com Aislan e Jomar. No ataque Thales não desencanta e Leandrão não tem sequência, isso sem contar a falta de reservas para Andrezinho e Nenê no setor de criação.


Ainda não há motivo para desespero. O elenco é bem treinado, obediente taticamente e vive em sintonia com seus comandantes. Uma boa conversa, alinhada com a chegada de reforços, deve ajudar a resolver estes percalços. A estabilidade e a segurança apresentada nos últimos sete meses dão crédito, mas o alerta é preciso.
Que a carruagem não vire abóbora.

Sergio Henrique Homem







quarta-feira, 22 de junho de 2016

FAÇA O QUE EU DIGO NÃO O QUE EU FAÇO!



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FONTE: https://yndeedked.files.wordpress.com
O futebol vive em um mundo paralelo. Muitas coisas que aceitamos ou fazemos igual  em nossa vida não são digeridas da mesma forma quando se trata da maior paixão do brasileiro. Não estou aqui para defender ninguém, apenas entendo que existem exageros e demagogias de todos os lados tentando compensar em muito mais do que 90 minutos de jogo as coisas  que movem o torcedor.

É comum vermos jornalistas questionando a contratação de parentes para cargos em nossos clubes. Entendo que desde que se tenha competência para exercer o cargo e não receba salários desproporcionais a função, a pessoa pode sim trabalhar com seus parentes sem a menor dor na consciência. Muitos dos que questionam este tipo de contratação “esquecem” que em diversas rádios e tvs temos filhos, irmãos, sobrinhos, netos, afilhados, maridos/esposas de renomados jornalistas, que mesmo sem ter muito talento estão ali trabalhando.
Não seria a mesma coisa? Se no clube não pode, por que nos órgãos de imprensa que tanto criticam tal atitude é aceita? Qual a diferença ?

Quando um clube vai mal na competição a culpa recai sempre nos ombros da mesma pessoa: o técnico. A diretoria em muitos casos demite o profissional com pouco tempo de trabalho sendo desenvolvido e recebe criticas de todos os lados da imprensa que considera um absurdo a mudança com pouco tempo de trabalho, que a culpa não é só dele, faltou planejamento, etc... Só que quando um programa não “decola” na audiência mudanças são feitas até que ele é retirado do ar sem os ouvintes/telespectadores receberem a menor satisfação. Por que não se teve a mesma paciência e planejamento que cobram dos clubes?

Jogador gosta de dinheiro, quem gosta do clube é o TORCEDOR. Sendo assim, não adianta criticar ou questionar o atleta de deseja trocar de clube por estar com uma proposta melhor em mãos, por ter uma queda de rendimento devido aos atrasos constantes de salário ou até mesmo por sair a noite ( pode não parecer, mas jogador tem e precisa de vida social sim!). Em nossas vidas quando recebemos uma excelente proposta para melhorar nossos rendimentos não pensamos em mudar ? Salário em dia não é bom? Claro ! todos queremos! E questionar o atleta que mesmo com atraso ele consegue viver bem é uma justificativa que não convence, pois “o combinado não sai caro” e isso deve ser respeitado.

De uma maneira geral todos nós queremos ter as regalias oferecidas pelo futebol, mas sendo cobrados na vida como se nada estivesse acontecendo. Criticar os outros é fácil e cômodo. É como diz aquele velho ditado: “faça o que digo e não que eu faço”.


                                                                                                  Sergio Henrique Homem

quarta-feira, 11 de maio de 2016

COLUNISTA CONVIDADO- Diogo Simas


                                                       RESPONSABILIDADE X JUSTIFICAÇÃO
                                

Sou Alvinegro. O Botafogo me define. O Botafogo é minha religião.

Faz de mim mais voraz, sanguíneo, apaixonado. É o branco que abraça o negro. É a Estrela

no céu negro e infinito; branco e eterno. O Botafogo é Infinito. O Botafogo é Eterno.

Nasci em 1979, cresci na década de 80. O time era ruim. A torcida era linda. Apoiava, era romanticamente apaixonada. Tinha pegada. Ontem revivi tal sentimento. A torcida alvinegra foi fantástica; antes, durante e após o jogo. Aplaudiu um time muito jovem e de muito talento. Nosso ataque terminou o jogo com dois rapazes de 18anos (Lucas Ribamar e Luiz Henrique) jogando bem, como adultos, como campeões. O que falar do lateral direito Diego, de 19 anos, que apesar da falha (acontece), fez umcruzamento lindo para o gol. Marcação correta, madura, sempre consciente. Nosso camisa10 (Leandro) é um camisa 10, daqueles jogadores que nascem pronto. Sem falar no Carli, Luiz Ricardo e Jeferson. A postura do Jeferson é exatamente o que ele é: Craque e Capitão. Admite sua falha, saúda a vitória adversária e enxerga a realidade: o Botafogo está no Ricardo Gomes, simples, direto e inteligente. Obrigado. Presidente

Carlos Eduardo Pereira, correto, trabalhador, humilde e competente. Muito obrigado.

Ao sair do Estádio dois Alvinegros, claramente contrariados,reclamavam muito. Como companheiros de paixão, dei-me a liberdade de tecer estas considerações, não para afrontar e sim para exaltar. Discordaram frontalmente e um deles

- Se tudo está tão bom, por que não ganhamos?

Simples. Só um podia ganhar. O Vasco fez um gol a mais que oBotafogo. Não mereceu mais nem menos. Só mereceu. Ganhou com méritos e o Clube de Regatas do Vasco Gama é com toda justiça Bicampeão Carioca.

Minha resposta não surtiu o efeito desejado. Pressenti que haviaarranjado um problema. Já não era conversa da parte deles e a discussão começou:

- Discordo de você! O problema foi a arbitragem! O lance do gol não foi falta. O juiz inverteu tudo. Inventou faltas, amarelou o time todo. Fomos roubados!!!!

Não me exaltei, mas retruquei:

- Sou tão Alvinegro quanto você, mas vou tentar explicar o que penso. Erros acontecem. Não vi se foi falta, mas mesmo que não tenha sido, faz parte, é do jogo.

Nosso time jogou bem. Eles também. Botar a culpa no Juiz, no Bandeira...sinceramente, acho feio, acho imaturo. Eles mereceram.

- Você não é Botafoguense! Vai torcer pro Vasco!!! Você deve ser Flamenguista!!!!

- Então pra você ser“chorão” é pré-requisito pra ser Alvinegro!??! Se toca, o Botafogo é muito maior do que isso! Vira sócio-torcedor, ajuda o time e vem pra apoiar. Se não,fica em casa que é melhor. Ninguém é obrigado a te ver chorando! É ridículo culpar sempre a arbitragem!!!

Não ia brigar com o Alvinegro. Não brigo com Alvinegro, Vascaíno, Flamenguista, Tricolor, mas, de toda sorte, a “turma do deixa disso” chegou e cada foi pro seu lado. 
Contudo, a questão permanece: por que os Alvinegros reclamam tanto de

Porque é mais fácil!

Quando se coloca a responsabilidade em outras situações ou pessoas que não em si, evita-se uma análise sincera sobre os próprios problemas. Ao culpar a arbitragem, como infelizmente a maioria dos Alvinegros têm por hábito, nos esquivamos de sermos mais presentes, de contribuirmos sendo sócio-torcedores (o que daria um poderiofinanceiro maior ao clube), de termos uma postura mais firme e constante nos estádios apoiando a equipe. Reclamar da arbitragem é fácil. Reclamar que a culpa é dos outros é muito fácil. Reclamar é sempre mais fácil.

E assim, de reclamação em reclamação, viramos uma torcida de “reclamões”. Mas para onde isso nos levou? Que benefício trouxe ao Botafogo tal postura?Nenhum. Normalmente, quem é bom em reclamar é bom só nisso... em reclamar! Vencedores não são “reclamões”. Vencedores não vivem de desculpas. Vitória não combina com desculpa... combina com responsabilidade! Vencedores vencem! E quando não, reconhecem o mérito adversário. Isso é nobreza, é classe, é elegância. Ganhar ou perder faz parte do jogo. Ter postura faz parte da vida. Culpar a arbitragem, a televisão, o gramado, a superstição, a constelação solar, lunar... para com isso. Já deu.

Times vencedores se fazem com vencedores. Alvinegro, se você quer um Botafogo vencedor, não reclame tanto. Acredite, isso é mais chato do que imagina. Chame a responsabilidade! Faça a sua parte. Seja sócio-torcedor, vá aos jogos, apoie. Você vai ver que sendo um vencedor não há nada que o impeça de vencer. Derrotas virão, mas a vitória só se dá ao vencedor. Tome o destino do Botafogo para si.

Então, venceremos. Então, o Botafogo será vencedor!

Diogo Simas, Mais Alvinegro que nunca.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

AÇÕES DE MARKETING NO FUTEBOL

FONTE:blogs.ne10.uol.com.br




Inicialmente, a imagem do atleta era explorada de forma individual, mas com as principais mudanças ocorridas no cenário esportivo se deram a partir de 1980, com a mudança da lei que proibia publicidade nos times de futebol abaixo mostramos em uma ordem cronológica, ações pioneiras e isoladas para se adequar a situação imposta pelas leis:

1938- A Lacta lança o Chocolate “Diamante Negro” em homenagem a Leônidas da Silva, artilheiro da copa daquele ano;
1950- A copa do mundo do Brasil conta apenas com o apoio do Governo Federal;
1952- É o inicio do patrocínio ao futebol que colocou anúncios em todos os estádios dos clubes da série A da Itália. Logo sendo proibido pela  FIFA ;
Década de 60 – Com os seguidos sucessos da seleção brasileira e da magia que os times do Santos (SP) e Botafogo (RJ), Pelé e Garrincha se tornam garotos-propaganda do IBC (instituto brasileiro de café);
1977- O craque Gérson filma comercial para os cigarros Vila Rica e a marca passa a figurar entre os 10 mais vendidos;
1979- Após uma idéia de Francisco D´attoma, presidente do Perugia, negociou com Pastifício Ponte um apoio nas camisas do time, após a compra de uma indústria têxtil batizada “Ponte”, impossibilitando qualquer proibição. De forma paralela na Alemanha e na Holanda ocorrem algo parecido: O laboratório Alemão Bayer comprou duas agremiações, a Leverkusen e o Uerdigen, transformando os distintivos em logomarcas.  Na Holanda a Philips passou a ter controle do Eindhoven e o transformou em PSV (união esportiva Philips);
1981- A FIFA libera o uso das logomarcas de patrocinadores na camisa dos clubes, mantendo a proibição para as seleções até os dias de hoje;
1983- O Esportivo de Bento Gonçalves e o Flamengo do Rio de Janeiro são os primeiros clubes brasileiros a estampar logomarca de patrocínio após se encerrar a proibição;
1984- O Banco Nacional compra o direito de estampar sua marca nas camisas de Vasco e Fluminense que decidiram o Nacional daquele ano;
1986- Primeira Copa do Mundo (México) em que a FIFA vende direitos de patrocínio para uma empresa e a primeira copa que a seleção brasileira tem uma fornecedora de material esportivo oficial;
1987- Criação do Clube dos 13 após uma briga com a CBF.  O C13 negocia cotas com a TV, patrocínios e em sua primeira competição, teve o apoio da Coca-Cola;
1990- Além do fracasso na copa, a primeira patrocinadora da CBF, a Pepsi, passa por constrangimento histórico.  A insatisfação com o prêmio em caso de título, fez com que os jogadores cobrissem o logo da empresa para posar na foto oficial da equipe;
1993- Após 17 anos “na fila”, o Palmeiras volta a ser campeão logo no primeiro ano de sua parceria com a Parmalat;
1994- A Brahma faz história nos EUA no primeiro grande case nacional de marketing de emboscada;
1996- A CBF fecha com a Nike o maior contrato de patrocínio no marketing esportivo brasileiro;
1998- O Vasco da Gama (RJ) fecha parceria com o Nations Bank dos EUA em busca de acordos comerciais e licenciamentos, iniciando o “sonho olímpico” onde foram contratados diversos atletas de ponta nas mais diversas modalidades, levando o clube a diversos títulos nacionais.   A parceria se encerrou em 2000 devido a conflitos entre diretores do banco e o presidente do clube, deixando-o na maior crise de sua história centenária;
1999- Seguindo o modelo adotado pelo Vasco, Flamengo (RJ) e Grêmio (RS) assinam com os Suíços da ISL, enquanto Corinthians (SP) e Cruzeiro (MG) acertam com os Americanos da Hicks Muse Tate e Fus. A empresa Suíça quebra e os americanos encerram suas parcerias;
 Anos 2000 - 
 No início de 2001, após muita confusão para decidir sobre a realização ou não de um novo jogo, surge outro clássico case de marketing de emboscada: Após insatisfação com a cobertura jornalística ao longo do brasileiro de 2000, o Vasco entra em campo com o logotipo do SBT para enfrentar o São Caetano em meio a transmissão da TV Globo, causando a maior saia-justa na emissora carioca.
Volta no Brasil a “moda” das parcerias com grupos de investimentos, empresas e
 agencias de Marketing esportivo, etc.
Além de se preocupar com o assédio dos grandes clubes europeus, o futebol brasileiro começa a perder, em grande escala, jogadores para novos mercados como: futebol russo, árabe (principalmente Qatar e Emirados Árabes), Ásia e demais países do leste europeu.
Com um time recheado de pratas da casa (entre eles Robinho e Diego), o Santos se torna campeão brasileiro 2 vezes no intervalo de 3 anos. As vendas de camisa batem recordes, o museu do clube é um dos mais visitados do país, além do premio Marketing Best ganho pelo clube.

NO MUNDO- Os grandes clubes da Europa investem pesado para desenvolver novos mercados. Os maiores exemplos são Manchester United, o pioneiro em licenciamento de produtos, e o Real Madrid que com seus “Galácticos” (devido a contratação de diversas estrelas internacionais como Zinedine Zidane, Ronaldo, David Beckham, Robinho, etc.) elevando a venda de seus produtos licenciados e superando o Manchester United como o clube mais rico do mundo pela primeira vez .
Grandes fortunas do mundo começam a entrar no negocio futebol pela Inglaterra. Chelsea e agora o Manchester City ganham evidencia internacional devido aos investimentos feitos por seus proprietários, e devem pintar novas aquisições.



O mundo do futebol não pára.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

COLUNISTA CONVIDADO: Rafael Esequiel

FONTE: www.otricolor.com.br


Olá Amigos da Turma da Arquibancada!
Mais uma vez, é um prazer está com vocês e comentar sobre esse nosso futebol Tupiniquim! Dessa vez estou aqui para abordar o caso Levir Culpi X Frederico Chaves Guedes. Como Tricolor ativo do Clube fico extremamente desapontado com todo o rumo que tomou essa historia. Muito por conta de omissão por parte da diretoria, mas principalmente por conta de egos e birrinhas particulares. Então vamos por partes... Em 2009 Fred chegava ao Fluminense, Vindo do Lyon reserva do Benzema, saindo de uma lesão gravíssima que quase acabou com sua carreira, quase esquecido e praticamente desacreditado. Mais como Bom jogador que é Logo na estreia pelo Flu vez dois gols e começava ali sua belíssima historia pelo clube.


FONTE: www.folhavitoria.com.br
O Fluminense vinha carente de praticamente tudo, assim com o próprio Fred, anos sem um Brasileiro, mal nos estaduais, um vice campeonato engasgado de uma Libertadores em pleno Maracanã e sem moral com os rivais por conta de seus rebaixamentos. Já nesse ano o Flu chegou novamente em uma final de Sul-americana e dessa vez com o Fred, e mais uma vez um outro vice campeonato, até hoje tenho pra mim que expulsão do Fred nessa final acabou prejudicando a equipe, mais isso faz parte do Futebol, ele estava em campo e jogado e assim aconteceu. De 2010 a 2012 veio dois Brasileiros, estaduais e jogos épicos como Flu e Boca no la bombonera ao qual o Flu ganhou com gols de Fred e Deco. Ano a ano o Fred foi conquistando seu espaço dentro do clube, muito disso por méritos próprios, pois sempre era artilheiro dos campeonatos, e com os títulos nas mãos, sua fama seja de pegador ou de jogador só crescia dentro e fora dos gramados. O Fred ajudou o Fluminense novamente ser um grande clube e o Fluminense fez o Fred se tornar um Grande Ídolo. E é ai que eu vejo as falhas nesse relacionamento, Fred se tornando o jogador diferenciado que realmente é, nunca teve uma coordenação ou freio pelos seus atos, se tornou líder de um grupo, o que é absolutamente natural, mais também ficou depois de anos se achando acima do bem e do mal. Vejamos... Quantas reportagens você deve ter visto dos garotos de xerém em que quando perguntados quem era o mais chato do grupo sempre aparecia o nome do FRED. Muito disso pode ser a vontade de vencer, e por que também ele queria o bem dos garotos e do time, mais o fato que ele se tornou onipotente nas suas ações dentro do clube, e isso já vinha de certa forma afetando os próprios garotos, e com a volta do Cícero, abriu-se dois grupos dentro do time. Mais tudo era contornado entre eles mesmos. Com a Chegada do Levir é que o caldo entornou... Acho Levir um cara inteligentíssimo e o que ele fez com o Fluminense em um mês os outros não fizeram em um ano.
FONTE: espn.uol.com.br

e Três frases dele me marcaram... A Primeira frase que me vem na cabeça é: - Preparem as Caixinhas de Remédio que estou chegando... a essa hora as Fredetes estão tomando Litros de Rivotril...rs A Segunda é: - Vim aqui por causa do dinheiro mesmo! Quem nessa vida não trabalho por conta disso? A Terceira é: - Quem tem que sair já saiu e quem não tá satisfeito pode sair também... Diego Souza saiu em disparada e agora Fred vai também. Ou seja... O Cara não tá nem ai pra hora do Brasil!!! Não tem mais nada a perder, tá com grana no bolso e cabeça fresca para fazer o que quiser... Mas é ai que entra a tal da hierarquia que tanto tem se falado... Fred era líder de um grupo bem antes de Levir chegar e tinha seus direitos de falar e fazer, porem Levir é quem manda no time e faz questão de fazer isso onde quer que passe ou tenha passado, "vide caso Atlético mineiro". Na Minha opinião Levir errou em peitar o Fred da forma que fez, porem Fred errou pior ainda por não ter limites no seu ato ego. Muito desse ego é culpa de anos e anos de Presidentes, Diretores e Técnicos que deixaram Fred se achar o dono e o senhor da verdade dentro do clube. É fato que o Fluminense vai perder com isso, vai perder seu ídolo que construiu um bela historia e que poderia sim, um final muito feliz com a união dos dois. Mais Também Fred perde muito mais com sua birrinha do que qualquer outro, vamos lembrar que Fluminense resgatou um Fred execrado após uma pífia Copa do Mundo, onde ganhou o rótulo de vilão pós-7 a 1. Confiou e recuperou ele e nesse mesmo ano ele foi artilheiro do brasileirão. Vale lembrar também que Fred fez o mesmo pelo Fluminense quando o time estava jogado as traças e outros considerados ídolos negociava com o seu maior rival. A Gratidão de Fred para o Fluminense é tão grande quanto a do Fluminense para com Fred, ambos viveram um para o outro, e o que mais me chateia nisso tudo é ver o Fred sai da forma que vai sair, indo praticamente pela porta dos fundos. Assim como a maioria também ficaria com Levir no Clube, mais tentaria a reconciliação deles para o bem de todos e felicidade geral do Fluzão. Depois a entrevista do Peter ficou Claro que para ele tanto faz, Fred ficar ou Fred sair, na verdade para ele é até melhor que saia mesmo, assim os cofres do clube poderá respirar um pouco mais, mas ele não tomou o partido nem que sim nem que não ate mesmo por conta do ano de eleição. Fred já tinha dito que aposentaria no Clube e que futuramente seria treinador e até mesmo presidente do clube. Acho difícil esse ano ele vestir a camisa do Fluminense novamente e também não acho impossível sua volta no ano que vem sem Peter e Levir. Acho que assim essa historia poderia tem um fim mais bonito, tanto para o Fred quanto para o Fluminense, os dois merecem isso. Rafael Esequiel.

PROGRAMA NA WEB RÀDIO CAXIAS NT

Boa tarde meus amigos!

Hoje é dia de estreia da Turma da Arquibancada na Web Rádio Caxias NT hoje 13/04/2016 as 13:30 (antes da transmissão da Champions) eu, André Lima e Rafael Carnevale contamos com nossos amigos e colegas nesta nova empreitada nas ondas da internet.

Para acompanhar a Web Radio é muito facil:

Site: http://caxiasnt.wix.com/webradio
Para ouvir pelo computador: http://www.radios.com.br/aovivo/Web-Radio-Caxias-NT/33957
Pelo celular, só acessar radiosNet ou TuneIn Radio
Página no Facebook da rádio: https://m.facebook.com/caxiasnt

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A VOZ DA EXPERIENCIA

Dona Icleia, 70 anos. Mãe, cozinheira, dona de casa, esposa, torcedora do tradicional América. De fato, nunca foi ligada ao futebol, não entende de tática, de posição e nem sabe o nome dos jogadores, mas me surpreendeu com uma frase: “Como esse Neymar é encrenqueiro”. No inicio não dei bola, falei para ela desencanar.

Neste meio tempo observei o comportamento do jovem capitão da CBF e concordei com minha mãe: começa a ser questionado seu comportamento como capitão ao  “abandonar” o grupo na véspera de um jogo importante. Este tipo de atitude não é a que se espera de um capitão. Mas o que esperar de uma geração que em regra não aceita ser cobrada e assumir responsabilidades?

Thiago Silva, antigo dono do posto, não tinha (e acredito que ainda não tenha) estrutura emocional para comandar o time em campo. Nos momentos mais complicados sentiu o peso da responsabilidade e literalmente “amarelou”. Se tivesse jogado no fatídico 7x1 era provável que teria tentado cortar os pulsos ou algo do tipo. Não aceitou perder a braçadeira e acabou barrado.

Cafu e Dunga foram bem na função. Discretos, “raçudos”, de diálogo aberto com os companheiros de equipe, tiveram suas vidas facilitadas por terem jogado com profissionais mais focados e “rodados”, com maior poder de decisão. Dunga foi campeão em 1994. Cafu em 2002. Deram conta do recado.
O capitão não precisa ser o craque do time. Não precisa ser habilidoso, bonito, bonzinho. E nem ser imposto.

Tem de saber liderar, ser a voz do técnico em campo. Jogador de seleção tem de “vestir a camisa”, abraçar a causa, do contrário, que não jogue.
Experiência enxerga longe e ouvi-la é sempre bom. Dona Icleia não entende de futebol, mas uma coisa ela tem de sobra: experiência!




quarta-feira, 30 de março de 2016

Festa com vela de sete dias


O empate por dois gols entre Brasil e Paraguai serve mais para ocultar fatos do que levá-los à luz de uma discussão mais profunda. A igualdade suada no fim do segundo tempo leva a pensar em garra, superação e que estamos no caminho para um bom trabalho. Não há nem esboço de um bom trabalho. O desenho tático da seleção brasileira mais parece um armário de adolescentes.
O ponto conquistado no Paraguai deu sobrevida a Dunga, que já se via ameaçado no cargo de distribuidor de coletes de titulares e reservas. 
O primeiro tempo de jogo virou com o 1 a 0 a favor do mandante. E poderia ter sido 2, 3, 4, tal era a facilidade para chegar na área do Brasil e bombardear o goleiro Alisson. Os flancos do campo viraram área de passeio para os atacantes paraguaios. O lance do gol mostra Lezcano totalmente livre e com tempo até para fazer pensamentos filosóficos intrincados caso desejasse. 
Com o início da etapa derradeira, veio o segundo gol em uma troca de passes entre Ortiz, Santa Cruz e Benítez, que expôs ainda mais as falhas de posicionamento e ineficiência no combate defensivo brasileiro.
Pela primeira vez na história das eliminatórias, o Brasil é avistado em uma posição tão pífia na classificação. Estamos em sexto lugar nesse momento. E foi curioso ver que tinha gente comemorando o fato de que, ao evitar a derrota, não desceríamos ao sétimo lugar. Talvez a derrota e a pressão da opinião ensinassem mais a Dunga e à CBF.  
O resgate da seleção brasileira passaria por um trabalho de reconstrução do futebol a longo prazo. E isso envolve novos nomes no comando da seleção e no campo de jogo. O modelo desse tipo de reengenharia é a seleção alemã de Klinsmann, em 2004, que se fez uma autocrítica e retrabalhou desde as categorias de base. Os frutos foram visíveis na Copa do Mundo de 2014. Não adianta demitir Dunga e vir, por exemplo somente ilustrativo, com um Carlos Alberto Parreira requentado. É hora de transição para o novo.

terça-feira, 29 de março de 2016

“Pitacos”



Já que a tabela de classificação das Eliminatórias Sul-Americanas anda tão embolada até a sétima colocação, eu me arrisco a dar alguns palpites sobre a quinta rodada que será disputada hoje.
O primeiro jogo da rodada é entre o líder Equador e a Colômbia. No momento em que escrevo estas linhas, a seleção da Colômbia vai aplicando um 3 a 0 e quebrando a invencibilidade do time equatoriano. Seria desonesto cravar a vitória do time de James Rodriguez e Ospina com 25 minutos do segundo tempo. Fiquemos por aqui quanto ao que diz respeito a esse certame.
O estádio Centenário recebe a partida entre Uruguai e Peru. Na segunda colocação das eliminatórias, com dez pontos ganhos, a seleção de Suarez e Cavani joga para tentar uma vitória e ultrapassar o Equador. A defesa atual do time alviceleste não é nenhuma garantia de segurança como observamos na partida contra o Brasil, mas figuras essenciais como Carlos Sanchéz, Luis Suárez e Edinson Cavani fazem com que o prognóstico mais lógico seja uma vitória segura do selecionado uruguaio. Já pelo lado peruano, o empate frustrante em casa, contra a Venezuela, fez com que Ricardo Gareca barrasse Fárfan e Pizarro.
A Argentina encara a frágil Bolívia em Córdoba. O visitante não deverá ser nenhum obstáculo para o time de Messi, Higuaín e Di Maria, que vem embalado por duas vitorias fora de casa contra a sempre complicada Colômbia e o indigesto Chile, atual pedra no sapato dos argentinos. É o jogo de uma só seleção. Marco Argentina sem qualquer crise de consciência.
O atual campeão da Copa América, o Chile, encara a Venezuela fora de casa. Por conta das duas derrotas anteriores (Argentina e Uruguai), a situação de pressão e de maior qualidade no elenco faz com o que Chile seja o favorito para essa partida. Apesar de alguns desfalques como Bravo, Fernandez e Díaz, e ainda que a partida aconteça nos domínios venezuelanos, o time chileno tem todas as condições para bater a atual lanterninha das eliminatórias.
A última nota vai para Brasil x Paraguai. Em outros tempos, não seria difícil apontar uma vitória fácil da seleção brasileira, mas acontece que o atual Brasil é um time de pouco equilíbrio emocional, de escolhas equivocadas por parte do técnico e  muito longe de um padrão tático. Quando alguém aqui viu o Brasil correr o risco de cair para o sétimo lugar de um torneio continental. Pois bem, se acontecer uma derrota, o que não seria nada anormal, pois se trata de uma partida em solo paraguaio, o time de Dunga cairia para essa faixa da tabela. Muitos podem argumentar que são apenas seis rodadas do torneio, mas já serão onze pontos perdidos por conta de teimosias e conceitos muito arcaicos para se colocar à frente de um selecionado brasileiro.

Além de não assustar os adversários, a defesa do Brasil vem se tornando um convite para novos vexames. Sem Neymar, o time brasileiro costuma fazer um futebol previsível e sem maiores atrativos. Caso o Brasil retorne com um ponto do Paraguai, será considerado um excelente resultado. Devido às circunstâncias, eu apostaria em uma vitória do mandante e na queda de Dunga.