sexta-feira, 2 de junho de 2017

Tinha um Mano no meio do caminho


            A Chapecoense precisava de apenas um gol para ficar com a vaga no confronto com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. Em um dado momento, Reinaldo, do time anfitrião, se preparava para alçar um lateral na área celeste. Foi quase interrompido por um corpo estranho. Até riu de nervoso quando identificou o objeto.
Drummond ainda pôde dizer que tinha uma pedra no meio do caminho. As pedras que figuravam no sul do país tinham o ardil de se colocar no meio do caminho para conseguir algum benefício. Com alguma surpresa, as retinas fatigadas do atleta de Chapecó acabaram esbarrando não com uma poética rocha, mas sim com um bruto Mano Menezes, que insinuou o bloqueio do itinerário do defensor alviverde. E no meio do caminho tinha um antijogo.

            Réu confesso, o comandante do Cruzeiro afirmou que deu um passo deliberado para o lado a fim de atrapalhar o adversário. E ainda descreveu o lance como se fosse parte do jogo. Um líder se constrói pelos gestos do dia a dia, com exemplos de vivência. Ainda que pareça uma tática pueril, besta, a atitude de Mano exala desonestidade e inspira o elenco pelo lado negativo. Chega a ser bizarro ver o lance. Eu mesmo precisei assistir umas cinco vezes para ter certeza de que o treinador gaúcho havia cometido tamanho gesto grotesco. E pior ainda foi constatar que o próprio técnico não teve pudores em confessar o exótico crime. E eu nunca me esquecerei desse acontecimento.

Para quem não viu a cena: Tinha um Mano no meio do caminho

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Internacional e a Lei do Retorno


Lembro das antigas partidas de bola de gude ou de futebol de botão. Quando alguém saía derrotado, o abatido logo pedia a revanche. Era uma maneira de dizer que a derrota tinha sido um acidente de percurso. Dependendo da ocasião, ainda podia surgir uma nega, a terceira edição do combate. Tudo para tirar a teima e não deixar dúvidas com relação à superioridade dos jogadores.
O futebol não funciona exatamente dessa maneira. Se um time foi abatido por outro, o alvejado não terá a chance de uma revanche imediata. Pode ser que a tabela seja generosa e forneça tal proeza, mas, em grande parte das vezes, o sete a um de hoje jamais apagará um possível sete a um daqui a algum tempo. O rio já não faz correr a mesma água.
O Internacional de Porto Alegre, time tradicionalíssimo e de grandes conquistas, teve 38 chances para mudar o rumo de sua história no Brasileirão da Série A. Não mudou. E lamentar a queda do Colorado é renegar o passado de muitos títulos e futebol vistoso, impecável. Talvez apenas os dirigentes do Inter, preocupados com o legado de carregar um descenso no currículo, tenham discordado. E foi do desespero que nasceu a discordância.
Os dirigentes do Colorado quiseram disputar a 39a rodada do Campeonato, aquela que se disputa em salas com ar e regidas por senhores que pensam que enxergam Deus na altura dos olhos. Os executivos gaúchos foram buscar uma tábua de salvação que atendeu pelo nome de Victor Ramos, um zagueiro que jogou o torneio pelo Vitória. A alegação é que o empréstimo - o atleta havia atuado anteriormente pelo Palmeiras e pertencia ao Monterrey-MEX - não havia sido firmado corretamente pelo time baiano. Sendo assim, o Vitória perderia os pontos e cederia o lugar ao Inter. Segundo os cartolas do Sul, tudo embasado por uma documentação sólida. Os homens dos tribunais não engoliram muito essa história e deixaram o Internacional para ser narrado pelo Silvio Luiz na Rede TV!
Após três​ rodadas da Série B, com o Internacional fazendo o mesmo papel pífio na divisão inferior, chegou a notícia de que representantes do time do sul, teriam utilizado documentos fraudados para provar sua tese no Caso Victor Ramos. Com essa séria comprovação, a justiça deveria aplicar ao clube uma punição de anos sem competições oficiais e uma multa polpuda para que aprendam a deixar a gerência do futebol nas mãos de pessoas mais responsáveis. O STJD já pediu a exclusão dos gaúchos na disputa da série B. No entanto, quando se trata de CBF e afiliados, sabemos que não há nada que não se resolva com o espocar de um bom champanhe. E a torcida é que obrigada a sangrar mais rubro que a sagrada camisa que outrora vestiu Falcão, Galvão, Carpeggiani, Taffarel, Manga e tantos outros vultos do Internacional.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vasco, o novo Lazaro?



O Vasco da quinzena de maio é bem melhor que o Vasco do Campeonato Carioca. Observe que a questão do tempo está bem em evidência por aqui. E por qual motivo? Sabemos que, apesar do esforço e do padrão fornecido pela direção operária de Milton Mendes, o time vascaíno não é um daqueles que são cantados de cabo a rabo pelo mais desinteressado torcedor. O mais pessimista já começa a olhar pelo canto do olho e apostar às escondidas no cruzmaltino naquele bolão da empresa. O fato é que o time melhorou. Com o fator casa, conseguiu duas vitórias muito suadas contra o Bahia e o Fluminense (que por sinal tinha uma campanha 100% e exibe um futebol competitivo). O teste real será quando enfrentar um adversário de peso em seus domínios, uma vez que toda estrutura rachada e carcomida começou a fazer água na primeira rodada, contra o Palmeiras.
Flávio Gomes, da Fox Sports, declarou sabiamente que não há motivo para que a torcida vascaína fique eufórica com esses resultados. Segundo ele, o time, quase o mesmo, não prestava há duas semanas. E ele ainda acrescentou que esse grupo iria continuar brigando para não cair. Uma galera também insistia em derrubar o Botafogo no ano passado. Deu no que deu. O time continua sendo mediano, mas, para a sorte do Vasco, os outros times - com exceção de um Palmeiras, um Atlético-MG ou um Grêmio - não são tão diferentes assim. A segunda página da tabela é o lugar que parece guardar a poltrona macia e a lareira do time de São Januário. Isso se o futebol fosse uma ciência exata. Coisa que passa muito longe de ser. Coração e disciplina podem fazer a diferença em um torneio tão nivelado quanto é o Brasileirão.
Outra questão muito discutida é sobre a barração de Nenê. A verdade é que o meia-atacante estava há muito tempo relegado a uma faixa de campo, de onde tentava algumas bolas alçadas para a área e alguns chutes para o gol adversário. Tudo isso sem muita mobilidade ou a eficácia de 2016. Mas, para um elenco carente de jogadores diferenciados, Nenê faz todo sentido e diferença. Pode ser que a reserva tenha mexido com os seus brios, que o gol decisivo do último jogo tenha devolvido a vibração do camisa 10 da colina e que ele volte a ser a rocha sobre a qual o futebol cruzmaltino será edificado. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O que há com Sassá?




Apesar de ser uma promessa de atalho para a fama e a resolução financeira, o futebol presenteia poucos com essa dádiva. O caminho até a realização de se tornar um atleta renomado leva alguns sóis e privações. Alguns se perdem no meio do caminho. E o problema maior é a caminhada até o topo. Eles precisam ser lembrados diariamente de que não foram as noitadas que deram vitrine a eles, mas sim a bola. E a bola, tadinha, anda tão solitária nos dias de hoje. Não basta somente talento para se firmar como um homem das quatro linhas. A disciplina é a maior arte que um jogador pode desenvolver ao longo de uma carreira. Um Leonardo e um Raí costumam durar bem mais que um Ronaldinho Gaúcho. A jornada no esporte dura o tempo do cuidado com a ferramenta de trabalho, o corpo. Tem Zé Roberto e Adriano para, respectivamente, o positivo e para o negativo. O futebol é pródigo em dar com uma mão e retirar com a outra. Todo ano aparecem Zezinhos, Bernardos, Valdirans e Walters, e eles vão desaparecendo de uma forma agonizante, triste. É muito fácil fazer o caminho de volta do Maracanã para a presença VIP no torneio de várzea.
A bola da vez é Luiz Ricardo Alves ou simplesmente Sassá. Jogador atuante pelo Botafogo, onde se formou e jogou a maior parte de sua carreira de meia década. O atleta estreou pelo clube da estrela solitária no ano de 2012. Sem conseguir se firmar em seu clube de origem, o atleta foi emprestado para o Oeste e para o Náutico, onde começou a ter um certo destaque quando converteu nove gols pela série B do Brasileirão. No entanto, Sassá só conheceu o sucesso com a camisa do Botafogo em 2016, quando se tornou artilheiro. E foi aí que as polêmicas começaram a dar as caras. Teve destempero fora de campo com torcedores, encrenca com Airton em campo (que acabou com a expulsão do volante), acidentes de trânsito, atrasos e ostentação com maços de dinheiro na internet.
Em janeiro, o Botafogo decidiu retirar o jogador da lista para a disputa para a Libertadores 2017, o torneio mais importante a ser disputado pelo clube, e colocá-lo na geladeira. O motivo seria o conjunto de indisciplinas que o jogador não consegue frear. E decerto ainda deve existir mais questões que o clube, para preservar um patrimônio, decidiu não trazer ao conhecimento do público. Ainda assim, meses mais tarde, o clube voltou a dar oportunidade a Sassá.
A nova situação de atrito se deu por um desentendimento na renovação de contrato do atacante. O clube considerou estratosférico o valor pedido por Sassá.  A resposta do jogador foi um novo atraso – que o deixou fora da partida contra o Grêmio - e uma foto controversa com Rodinei, do Flamengo, na balada. 
Sassá tem contrato até dezembro de 2017 com o clube de General Severiano, o que possibilitaria que ele assinasse um pré-contrato com outro clube a partir de julho desse ano. O Botafogo já começa a pensar em negociar o atleta agora. Seria um negócio lógico dentro dos problemas que o atleta vem causando e da previsível decadência que as atitudes negativas e sistemáticas causam a um profissional do futebol. Um dos interessados seria o poderoso Palmeiras.

Quanto ao que diz respeito às questões técnicas, o atacante é oportunista e podia ser uma opção para dar mais mobilidade ao ataque do Botafogo, que fica engessado com Roger. Sassá não é craque, mas seria útil. Muito provavelmente não crescerá mais do que seu 1,74m. O que vimos em 2016 e em parte de 2017 talvez seja seu auge como atleta. E era preciso que alguém o lembrasse que todo ano aparecem Zezinhos, Bernardos, Valdirans e Walters, e eles vão desaparecendo de uma forma agonizante, triste...


terça-feira, 16 de maio de 2017

DROPS



Segundo relatos de Alexandre Oliveira, da ESPN, o técnico Rogério Ceni se destemperou mais uma vez, depois da derrota para o Cruzeiro, e arrumou uma encrenca. O treinador se aborreceu com o resultado e jogou uma prancheta no chão do vestiário, que acertou Cícero. O meia não gostou da atitude e partiu para uma discussão acalorada com Ceni. Cícero teria inclusive ficado de fora da primeira rodada por causa da gravidade do confronto.
Lembrando que já é a segunda ocasião em que Rogério entra em rota de colisão com os subordinados. A primeira teria sido em 16 de abril, quando o São Paulo enfrentou o Corinthians, no jogo que acabou com a derrota do tricolor e ficou marcado pelo Fair Play praticado pelo zagueiro Rodrigo Caio. Ceni também foi agressivo e se exaltou com o ato de jogo limpo de seu atleta e com as falhas gerais do grupo.
Após ter sido eliminado em três competições e com um padrão de jogo abaixo do esperado, os nervos do treinador podem estar o traindo com uma possível demissão, o que não deve ocorrer antes de uma sequência negativa incontestável. O clube certamente não deve querer manchar sua relação com o maior ídolo de sua história. Continuo achando que Ceni deveria ter seguido o exemplo de Zico: jamais ter aceitado um cargo de exposição tão grande em um local sagrado.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Vasco estava verde contra o Palmeiras


Muito por causa dos erros de sua zaga e pela inanição de seus laterais, o Vasco foi facilmente goleado pelo atual campeão brasileiro, o Palmeiras. Uma derrota seria assimilada como normal caso houvesse alguma consistência tática no jogo vascaíno. Não dá para dizer também que o Vasco não teve nenhuma chance, pois o cruzmaltino as teve. O problema foi o que fez dessas oportunidades. O lance em que Douglas – um dos únicos que se pode isentar de culpa - pega uma bola mal recuada da zaga palmeirense, tendo tempo para elaborar um milhão de soluções, e chuta no travessão é a marca registrada desse Vasco. Um time que teve vinte dias para treinar e conseguiu executar um padrão de jogo ainda pior que o do estadual (que já não é referência alguma). Intranquilidade é a palavra-síntese para esse time dirigido por Milton Mendes. E tomar um gol aos cinco minutos de jogo ativa todas as inseguranças possíveis.
Não é equivocado dizer que o jogo teve uns vinte e cinco minutos de algum equilíbrio. Só que esse equilíbrio advinha da falta de apetite do time paulista, que parecia satisfeito com a leve vantagem no placar. O segredo para os alvinegros talvez fosse forçar o jogo pelo lado esquerdo, o setor onde estava Zé Roberto, que já não vem suportando correrias. Apenas uma vez o time carioca tentou esse recurso. E o que veio de concreto foi o segundo gol palmeirense, no fim do segundo tempo.
Com 47 segundos do segundo tempo, o Palmeiras ampliou. E a partir daí o jogo poderia ter virado um massacre. Mais tarde, Jomar cedeu mais um pênalti, e o alviverde deu números de goleada ao confronto. Resumo do jogo: foi pouco. Nem a maior goleada do campeonato, o 6 a 2 do Bahia sobre o Atlético-PR, teve números reais tão contundentes. A derrota inicial do Vasco exibiu uma nudez pública do elenco. Desnuda falhas no preenchimento do elenco vascaíno e das limitações de quem foi escalado. Não dá para começar o torneio pegado com as opções de zaga que o time possui. E também há a necessidade urgente de um lateral-esquerdo. Milton Mendes não pode ser considerado culpado por esse ar de tragédia, pois não se pode fazer uma limonada com maracujás.
Segundo informações do GloboEsporte.com, Eurico Miranda também saiu da prostração e investiu na contratação de dois zagueiros, Paulão e Breno. O primeiro é um zagueiro vigoroso que costuma aparecer muito bem nas bolas altas e jogadas de bola parada; o segundo, um jogador de boa técnica, de jogo sóbrio, que foi incensado no Bayern e já teve convocações para a seleção brasileira em uma época que parece distante. A realidade informa que ambos não estavam tendo ritmo de jogo no Internacional e no São Paulo. Ambos vêm tentar uma aposta no Vasco.
Outra especulação vem do Qatar. O zagueiro Anderson Martins já teria se despedido do Umm Salal, seu clube na temporada passada, e pode aportar em São Januário. O fato é que, caso a transferência se concretize, ele seria a única realidade dentro da trinca de nomes com quem o Vasco vem flertando.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Fios Desencapados


Assim como possui a capacidade de gerar craques para o mundo da bola, o Brasil sempre foi um berço inesgotável para jogadores tarimbados na arte da confusão. Caso seja solicitado que se enumerem alguns nomes, os mais jovens citarão, sem pestanejar, três atletas experientes que agora se encontram, respectivamente, nos elencos da Ponte Preta e do Vasco, Rodrigo, Emerson Sheik e Luis Fabiano. 
O zagueiro Rodrigo se notabilizou pelas provocações que costuma fazer aos adversários, dentro e fora de campo. Além disso, é um jogador que costuma exercer uma influência negativa nos elencos que integra. A verdade é tanta que a primeira providência tomada por Milton Mendes, o técnico novo do Vasco, foi tirar-lhe a faixa de capitão e, muito provavelmente, iniciar o processo de fritura que o faria assinar com a Ponte Preta para a disputa da série A 2017.
Luis Fabiano, em seu período no São Paulo, ganhou a fama por não aceitar passivamente as marcações dos árbitros, por simulações, faltas bizarras e uma briga generalizada contra o River Plate, em 2003, na Copa Sul-Americana. O atacante acumula dezenove cartões vermelhos em sua trajetória como profissional. A ausência de inteligência emocional faz com que sua presença nos noventa minutos seja sempre uma incógnita.
Conhecido no Brasil somente depois dos trinta anos de idade (pois fez a maior parte de sua carreira no Japão e no Qatar), Emerson Sheik também é um atleta marcado por um histórico de confusões grotescas. Sheik já saiu vociferando nos microfones da Globo contra a Confederação Brasileira de Futebol, foi demitido por ter cantado o “Bonde do Mengão sem Freio” no ônibus do Fluminense, xingou acintosamente um juiz, foi desmascarado como um “gato” do futebol e acabou vítima da torcida corintiana quando beijou um amigo. Não há uma única passagem por clubes brasileiros em que Emerson não tenha deixado alguma história de desavença.
E não será nada surpreendente se alguns falarem de Felipe Melo e seus descontroles.
Outros lembrarão de episódios isolados, como o que André Luiz, na época no Botafogo, protagonizou. Em um jogo contra o Estudiantes, em 2008, o zagueiro tirou o cartão amarelo e o aplicou no juiz Carlos Chandía. O motivo da revolta de André tinha sido o erro do juiz, que se equivocou com o verdadeiro culpado e aplicou erroneamente o amarelo nele (que já tinha um por falta).
Talvez lembrem ainda do ringue de batalha aberto pelo volante Dinho e pelo meia Válber, que atuavam por Grêmio e Palmeiras. Na noite do dia 26 de julho de 1995, após uma tentativa de cabeçada do volante gremista, o meia palmeirense ficou rolando no gramado do Estádio Olímpico. O resultado foi a expulsão de ambos. E engana-se quem pensa que a desinteligência acabou aí. Depois da retirada de campo, começou um festival de voadoras e tapas de Dinho e do goleiro Danrlei (outra figurinha carimbada da década de 1990) em cima de Válber. Só a Polícia Militar conseguiu encerrar esse embate paralelo.  
O termo Bad Boy passou a ser utilizado para nomear uma gama de jogadores de difícil trato que se estabeleceram entre o fim da década de 80 e meados de 1990. Viola, Paulo Nunes, Renato Gaúcho, Djalminha, Marcelinho Carioca e outros foram encaixados e fizeram jus ao rótulo. No entanto, quando o termo é evocado, os primeiros exemplos que se manifestam com destaque são Romário e Edmundo, que eram igualmente craques em arranjar tumultos. Teve até funk para representar o movimento que eles abraçaram com gosto. E foram vários entreveros que merecem destaque e são bem maiores que esse texto. Pode ser que um próximo volume desse título dê conta de descrevê-los. Pelo mesmo motivo eu deixarei Serginho Chulapa no banco.
No entanto, o maior encrenqueiro do futebol brasileiro foi réu confesso. Ele não está mais entre os vivos desde 1973. O próprio se classificava como um marginal. Nelson Rodrigues o chamava de “O Divino Delinquente”. Tratava todos os de seu convívio muito bem. Era alguém capaz de tirar a própria roupa do corpo para ajudar alguém necessitado. Até mesmo quem não conhecia. E esse foi o enredo que desembocou em sua morte.
Ele se transformava em outra pessoa quando entrava em campo. Apesar de merecer envergar o uniforme da seleção muito mais vezes, por conta de seu gênio irascível, ele só atuou em sete ocasiões pelo escrete canarinho. O jogador foi conhecido como Pernambuquinho, “Pelé Branco” ou simplesmente Almir.
Almir atuou por Sport, Vasco, Corinthians, Boca, Fiorentina, Genoa, Santos, Flamengo e América-RJ. E arrumou barracos antológicos por todas as equipes anteriores. Jogo com o Pernambuquinho jamais acabava zerado em termos de tumulto.
Ainda em início de carreira, pelo Sport, ele mirou bem um torcedor que o xingava das arquibancadas, esperou o jogo terminar e o perseguiu até surrar o mesmo fora do estádio.
Em 1959, atuando pela seleção brasileira, Almir arranjou uma batalha campal com os jogadores do Uruguai. Uma pancadaria que acabou ficando mais conhecida do que o resultado do jogo e a importância do torneio, que nada mais era do que um Sul-Americano.
Na Taça Intercontinental de 1963, vestindo a camisa do Santos, ele liderou uma verdadeira caçada a Amarildo, o Possesso, que atuando pelo Milan, o adversário daquela final, caiu na besteira de declarar aos jornais italianos que Pelé estava acabado para o futebol. Almir julgaria aquele ato como imperdoável. Só Deus era maior na cabeça do Pernambuquinho. Embora Almir tenha sido a melhor figura do jogo, o certame acabou em um espetáculo recheado de rapapés, tesouras e chegadas mais que viris. E tudo com a conivência do homem de preto.  
E a maior de todas as desordens veio quando Almir atuava pelo Flamengo, em 1966. Com o intuito de evitar que o Bangu, que já vencia por 3 a 0, ampliasse a goleada, Almir partiu para cima dos alvirrubros a fim de evitar que eles dessem a volta olímpica no Maracanã com aquela pompa. O saldo foi de cinco expulsos no Flamengo e quatro para o Bangu, que viu o jogo ser encerrado por falta de material humano e não comemorou como campeão no Mário Filho.
Apesar de toda sua qualidade como atacante, totalizou apenas onze anos como profissional. Por causa de suas jornadas com o álcool, com pouco mais de 30 anos, Almir já tinha a aparência de um velho.
Já aposentado, na Galeria Alaska, em Copacabana, ao defender do deboche um grupo de atores gays do Dzi Croquetes, Almir tomou dois tiros. Faleceu ali uma lenda da época de ouro do futebol brasileiro. Morreu um homem valente que foi muito mais conhecido pelos defeitos do que pelas virtudes.

                                          Flamengo 0 x 3 Bangu - Decisão Campeonato carioca - 1966
                                          Libertadores 1995 - Dinho Vs Valber
                                          Jogador André Luiz da cartão amarelo para juiz
                                          

RECOMENDAÇÕES: “Eu e o Futebol”, de Almir Pernambuquinho, Biblioteca Esportiva Placar (1973)




segunda-feira, 8 de maio de 2017

"A vitória da pressão" ou "Um herói sem coroa"



"O Fla-Flu surgiu quarenta minutos antes do nada"
Nelson Rodrigues

É desnecessário começar com o chavão de que clássico é clássico. Todo mundo sabe que em um encontro de grandes não há vencedor de véspera. Apesar de o Flamengo ter vencido o primeiro jogo com domínio, a vantagem não era larga e nem o adversário parecia fora de condições para revertê-la. E o público esperava avidamente pela reedição do bom espetáculo da final da Taça Guanabara, uma vez que o primeiro jogo dessa decisão nem passou perto da partida que encheu os olhos dos espectadores.
Sem Gustavo Scarpa, o dono do meio-campo tricolor, o Fluminense perdeu o recurso das jogadas que desmontam defesas. E aí vocês podem perguntar: e o Diego? O Flamengo atual tem mais recursos no elenco para superar a perda. Como aconteceu na final da Taça Guanabara, Abel Braga tratou de armar seu time para jogar em velocidade e sufocar o rubro-negro. Era a velocidade sem a engenhosidade. Em um dia bom, a velocidade seria suficiente para superar a lentidão da defesa do Flamengo. No entanto, dois fatores foram determinantes para quebrar a estratégia do treinador das Laranjeiras: Wellington Silva – que poderia ter matado o jogo em duas ocasiões – esteve muito aquém do que pode render e a excelência da defesa do Flamengo por baixo (o mesmo não se pode dizer nas jogadas aéreas).
E o gol aos três minutos de jogo deu ao Fluminense a ilusão de que poderia esperar o Flamengo e se limitar aos contragolpes. Contragolpes que não se concretizaram em gol por conta do erro de Wellington Silva no último passe ou na condução excessiva da bola. Com nove minutos de jogo, o Flamengo já tinha tomado o meio de campo e tentava penetrar de várias maneiras na defesa tricolor. O time da Gávea passou a não deixar o Fluminense respirar em campo. Os setenta por cento de posse de bola na primeira etapa são bem contundentes para embasar essa colocação. Por outro lado, os flamenguistas correram o risco de perder para a própria extenuação. Equipe nenhuma aguenta correr os noventa minutos no mesmo ritmo.
Méritos para a onipresença e versatilidade de Márcio Araújo, a voluntariedade de Willian Arão e a disposição de Renê. É importante abrir uma pausa para elogiar a sequência de jogo de Marcio Araújo. O volante, antes espinafrado por público e crítica, cresceu mais ainda na arte do desarme e agora ainda surge com inversões e passes limpos. Para completar o cardápio, ele quase foi o responsável pelo equilíbrio no jogo da virada rubro-negra. A coroa foi parar na cabeça errada ao término do jogo. É um personagem de atuação irrepreensível dentro da jornada do 34º título do Flamengo. Com o que está jogando, ele não pode jamais esquentar banco para qualquer outro atleta do elenco.
O segundo tempo tornou a apresentar mais chances para Guerrero e Cia. O rubro-negro se fez digno do empate e de uma possível virada, que veio através de Guerrero e Rodinei.
         De forma mais do que justa, os tricolores alegam falta no lance do primeiro gol. Rever realmente cometeu a infração em Henrique. E só resta lamentar pela falta da tecnologia na análise de lances capitais. A falha da arbitragem não diminui a conquista do Flamengo, que foi superior na totalidade da partida. O Fluminense pagou o preço por apostar em um estilo de jogo. Se essa partida fosse decidida por jurados de boxe, o Flamengo teria uma vitória unânime por pontos, porque seu adversário insistiu em lutar contra as cordas e por um golpe que lhe desse o nocaute.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Quem é Felipe Melo?


Felipe Melo foi revelado no ano de 2001, nas categorias de base do Volta Redonda. No entanto, ele só apareceu profissionalmente quando foi contratado pelo Flamengo e promovido aos poucos à condição de titular ao longo de 2002. Naqueles tempos, Melo atuava como terceiro ou quarto homem de meio, o que significava que ele tinha que participar ativamente do processo de criação da equipe. E havia quem acreditasse que ele seria a solução para suprir um time que tinha Petkovic ou Alex nessa função. Acabou revezando a titularidade com o folclórico Fábio Baiano.
Ao longo de sua carreira, a vitalidade do atleta sempre o colocou em uma condição mais de transpiração do que de criatividade. Embora não fosse a tônica de seu repertório, as soluções acima da média podiam surgir de seus pés. Na condição de meia de criação, o jogador teve boas passagens por Flamengo (inclusive o atleta ficou conhecido no cenário nacional por ter feito, contra o Internacional, o gol que salvou o rubro-negro do rebaixamento em 2001) e Cruzeiro e uma não tão boa pelo Grêmio. Melo achou o seu lugar em campo quando, em sua longa trajetória no futebol europeu, foi encaixado para cumprir a função de volante. E fez boas temporadas na Fiorentina, no Juventus e no Galatasaray.
Desde então, o jogador sofre críticas por ser violento em campo. Ele não deixa de ter os seus momentos mais pesados ou excessivos, mas eu enxergo Felipe Melo muito mais violento com as palavras e atitudes extracampo do que nas quatro linhas. Aliás, o jogador é o último dos moicanos na prática do “Talk Trash” futebolístico. Em uma função que já teve Romário, Edmundo, Túlio, Renato Gaúcho, o palmeirense se firma como um criador de polêmicas (ou um promotor de espetáculos, entendam como quiserem) imbatível para a régua dos dias atuais. Só em 2017 ele já espinafrou Neto e Müller, insuflou a Libertadores com um tapa hipotético em um uruguaio (que teve seus reflexos no segundo duelo entre Palmeiras e Peñarol, pela Libertadores) e rebateu pessoalmente as críticas da mídia. Para uma época em que tudo causa choque, Felipe Melo soa como um estrangeiro no mundo do politicamente correto.
Jamais classificarei Melo como um craque do mundo da bola, mas o volante tem muitas qualidades. E poderia perfeitamente ter prestado serviços à seleção por muito mais tempo. Talvez não o tenha feito por causa de sua inconstância emocional. Não fosse o erro contra a Holanda, em 2010, e ele teria sido como um dos melhores jogadores daquela seleção de Dunga. O jogador saiu da Copa com 97,7% de passes certos e foi um dos campeões de desarmes. E isso continua aparecendo no Palmeiras, seu clube atual, onde, só no Paulistão, ele tem 2 gols, 81,6% de desarmes corretos, 5 assistências e um alto índice de lançamentos corretos. Ou seja, é um jogador que tem boas características para se tornar essencial ao padrão de jogo de uma equipe e que enverga com destreza e vibração o manto verde.
Em uma de suas declarações impróprias e sem base, o comentarista e agora humorista (?) Neto disse que Felipe Melo “é um jogador comum para medíocre”. Discordo radicalmente do autointitulado craque. É possível chamar o volante de qualquer coisa, exceto dizer que ele é um jogador comum. Seja no gramado ou nas coletivas, o palmeirense é alguém que passa longe da mesmice vigorante no futebol brasileiro. O politicamente correto só serve para a quermesse da igrejinha de bairro.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

OS OUTROS CLÁSSICOS DO BRASIL: "COME-FOGO"

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FONTE:jornaldaregiaosudeste.com.br

                               




É o clássico disputado na Cidade de Ribeirão Preto entre o Comercial F.C. e o Botafogo F.C. . O cronista esportivo Lúcio Mendes publicou no jornal Diário da Manhã que o jogo entre os dois principais times locais seria "um autêntico Come-Fogo!" no dia  9 de novembro de 1954.


CONFRONTOS:

Clássicos disputados:  167

 - Botafogo: 61 vitórias e 212 gols marcados. Maior goleada: 5x0 em 1955
-  Empates: 57
- Comercial: 52 vitórias e 208 gols marcados. Maior goleada: 8x0 em 1918


 RIBEIRÃO PRETO: “A Califórnia Brasileira”

Localizando-se a noroeste da capital do estado (São Paulo-SP) distante cerca de 315 km. Ocupa uma área de 650,916 km², tem sua população estimada pelo IBGE em 674 405 habitantes em 2016. Ribeirão Preto foi fundada em 1856, neste período a região recebia muitos mineiros que saíam de suas terras já esgotadas para a mineração e procuravam pastagens para a criação de gado. No começo do século XX, a cidade passou a atrair imigrantes, que foram trabalhar na agricultura ou nas indústrias abertas na década de 1910. O café, que foi por algum tempo uma das principais fontes de renda, se desvaloriza a partir de 1929, perdendo espaço para outras culturas e principalmente para o setor industrial. Na segunda metade do século XX foram incrementados investimentos nas áreas de saúde, biotecnologia, bioenergia e tecnologia da informação, sendo declarada em 2010 como "polo tecnológico".


COMERCIAL F.C.: “Leão do Norte”
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FONTE: A Cidade ON 


Fundado em 10 de Outubro de 1911 e de acordo com registros históricos, o grupo de comerciantes iniciou a reunião logo após o expediente comercial da cidade, que se encerrava as 20 horas. Após uma madrugada de debates, os presentes assinaram a Ata da reunião de fundação do novo clube ribeirão-pretano de futebol no amanhecer do dia 11 de outubro, mas, pelo inicio da reunião, os presentes concordaram em manter a fundação do clube e a data da Ata em 10 de outubro de 1911.

Ficou conhecido também como “Leão do Norte” devido uma famosa excursão ao norte e nordeste brasileiro, em maio e junho de 1920, onde permaneceu invicto. 
Centenário e tradicional no futebol paulista, já conquistou importantes feitos, como a quarta colocação no torneio em 1966, rendendo-lhe o título do interior na época, além de participações na elite nacional. 

A Grande Depressão dada pela quebra da Bolsa de New York em 1929, causou grandes danos ao mercado mundial. Os cafeicultores da região de Ribeirão Preto foram diretamente afetados, o que gerou problemas ao Commercial, que dependia do dinheiro dos ‘’Coroneis do Cafe’’. Em 3 de abril de 1953 começou oficialmente a mobilização pelo retorno do Commercial, quando anúncios públicos convocavam os torcedores para causa.
Após várias reuniões, em 8 de abril de 1954 foram eleitos a nova diretoria do Commercial, que mobilizaria o retorno do clube, que era presidida por Oscar de Moura Lacerda. O nome do clube foi atualizado, passando de Commercial Football Club para COMERCIAL FUTEBOL CLUBE. Houve ainda, a fusão com o Paineiras Futebol Clube, para que o Comercial garantisse sua vaga e inscrição na Federação Paulista de Futebol (que ainda não existia quando o Comercial foi paralisado).

GRANDES JOGADORES: Mauricinho, Diego Ribas, Leão, Jair Bala, Alvino Grota, João Plama, Zico, Orestes Moura Pinto, Augusto Bertone, Marcio Ambrósio, Macena, Piter, Marco Antonio e Amaury.


ESTÁDIO 
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FONTE: globoesporte.com


O Estádio Doutor Francisco de Palma Travassos, também conhecido como Estádio Palma Travassos, Jóia de Cimento Armado e mais recentemente como “La Bafonera” (em alusão a 
La Bombonera). Segundo o Cadastro Nacional dos Estádios de Futebol, publicado pela CBF em 2012, a sua capacidade máxima é de 34 400 pessoas (mais a capacidade de 2 mil pessoas dos camarotes), mas atualmente possui capacidade para 17 775 pessoas. Foi também o primeiro grande estádio da região de Ribeirão Preto.


BOTAFOGO: “ORGULHO DE RIBEIRÃO”

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FONTE: Botafogo Futebol Clube

No começo do século XX, a cidade de Ribeirão Preto tinha disputas bastante acirradas entre clubes de futebol. Cada bairro era representado por ao menos um clube. Na Vila Tibério, eram três: União Paulistano, Tiberense e Ideal Futebol Clube. Por conta disso, o bairro nunca conseguia alcançar bons resultados nos campeonatos disputados na cidade. Em 1918, representantes do Ideal, através de reuniões realizadas num local onde hoje encontra-se o "Bar Piranha", propuseram uma fusão dos clubes do bairro. Além dos integrantes das diretorias dos três clubes, participaram também funcionários da antiga Estrada de Ferro Mogiana e da Companhia Antarctica Paulista.
Houve um consenso com relação à formação de uma nova agremiação que iria representar o bairro, mas na hora da escolha do nome não se chegava a uma conclusão. Após acaloradas discussões, um dos membros teria dito: "Ou vocês definem logo o nome ou então 'bota fogo' em tudo e acabem com essa história..." Isto acendeu a ideia de todos e o nome do clube teve uma definição inesperada. A ameaça incendiária do dirigente acabou ajudando na escolha do nome. A proposta foi aceita e, em 1918, surgiu o Botafogo Futebol Clube.

GRANDES JOGADORES: Raí, Sócrates, Zé Mário, Boiadeiro, Geraldão, Baldocchi, Diego Alves, Doni, Palhinha, Chicão, Mario Sergio, Cicinho e Paulo Egídio. 

ESTÁDIO 
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FONTE: Rádio 79


O estádio já chegou a receber 60 mil torcedores em vários jogos. Hoje conta com capacidade para 50 mil pessoas segundo no site do clube, mas teve sua capacidade reduzida por questões de segurança para 29.292 torcedores . O estádio foi inaugurado no dia 
21 de Janeiro de 1968, quando o Botafogo de Ribeirão Preto goleou por 6 a 2 a Romênia. Sicupira, jogador do Botafogo, foi autor do primeiro gol no estádio. O nome Santa Cruz refere-se ao bairro onde o estádio foi construido, o Santa Cruz do José Jacques. É um dos maiores estádios particulares do Brasil, sendo o trigésimo sétimo do mundo, com uma capacidade de 50 mil torcedores.





CURIOSIDADES:

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FONTE: Blog Futebol e Arte















- Em 1974, o Comercial quebrou um tabu de sete anos e nove meses ao vencer o rival Botafogo FC, e pela primeira vez no estádio Santa Cruz. O placar do jogo foi de 2 a 1 para o Comercial, com gols de Davi e Jader para o Leão. Sócrates marcou para o Botafogo. O time ainda realizou outras façanhas naquela década;

- Em 1977, o Comercial conquistou um título em cima de seu maior rival, o Botafogo FC. Na ocasião nenhuma das equipes de Ribeirão Preto disputavam o Campeonato Brasileiro. Garantido na primeira divisão do Campeonato Brasileiro de 1978;
- Diego Ribas ( atual jogador do Flamengo) e Emerson Leão iniciaram suas trajetórias no futebol jogando pelo Comercial;
- Comercial já colocou 3 jogadores na seleção brasileira: Amaury ( atacante), Marco Antônio ( meia) e Piter (defensor). O Botafogo colocou 2 jogadores: Zé Mario e Sócrates;
- O único Come-fogo não disputado em Ribeirão Preto ocorreu a 21 de março de 1965, na cidade de Goiânia, terminando em 1 a 1;
- O Estádio do Botafogo,  Santa Cruz, recebeu duas vezes a final do Campeonato Paulista, em 1995 (Palmeiras x Corinthians) e 2001 (Botafogo x Corinthians );
- A média de jogadores revelados pelo Botafogo que atuaram pela Seleção Brasileira em Copas é superior a muitos clubes grandes, como Palmeiras e Atlético-MG. Ao todo foram sete convocações: Tim (1938), Baldochi (1970), Sócrates (1982-1986), Raí (1994), Cicinho (2006) e Doni (2010);
- Os Jogadores Sócrates, Raí, Zé Mario e recentemente o goleiro Diego Alves, foram convocados para a Seleção Brasileira de futebol ainda jogando pelo Botafogo, sendo que Diego Alves teve sua primeira convocação aos 18 anos em 2005 ainda na base do Botafogo. Zé Mário foi o primeiro jogador de um clube no interior do Brasil a ser convocado para a Seleção Brasileira de Futebol. Em exames de rotina os médicos à serviço da Seleção brasileira, descobriram que estava doente (Leucemia);
- O Botafogo tem a maior torcida da sua região com cerca de três milhões de habitantes, e detém 68% dela comprovadamente (pesquisa realizada pela Brunoro Sports em 1998).


Sergio Henrique Homem