terça-feira, 21 de março de 2017

Queridos, encolhemos o Vasco!


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Fonte: r7.com

Mesmo quem não é vascaíno tem acompanhado a situação que o “gigante da colina” vem passando nos últimos 18 anos: crise em cima de crise, brigas políticas, ações judiciais e até a presente data foram apenas: 3 títulos estaduais, 1 Copa do Brasil, 1 titulo da série B e  três doloridos e vergonhosos rebaixamentos.

O pior disso tudo é que não é possível ver uma solução de verdade nem a curto e muito menos em longo prazo. O que mais precisa acontecer para que os torcedores/sócios tomem uma atitude? Quantas vezes mais será preciso passar pela vergonha do rebaixamento para que finalmente se aprenda a lição? Qual será o futuro de uma das torcidas mais exigentes e apaixonadas do Brasil? Até quando o torcedor vai aceitar que dirigentes façam do clube uma extensão de seus lares?

Como presidente, é sempre bom lembrar que Eurico Miranda colocou o time para jogar a decisão do campeonato brasileiro de 2000 com o logo do SBT. Começou ali o a pior fase a gloriosa história do nosso clube.

Chega à época das eleições e Roberto Dinamite, maior artilheiro do clube e antigo aliado de Eurico resolve concorrer contra ele após ser expulso das cadeiras sociais do estádio de São Januario. Foram duas tentativas para se eleger: Na primeira a derrota foi apertada e na segunda eleição, mesmo derrotado ficou comprovada a fraude e depois de um ano de brigas judiciais ela foi remarcada e o ex-atacante e maior ídolo que representava: mudança, democracia, time forte e competitivo e patrocinadores foram eleito. Roberto e seus aliados alem de demonstrarem total falta de planejamento se viram as voltas com a “herança maldita” sendo esta a “muleta” usada como desculpa para o fracasso do clube entre 2008 e 2014, período o qual o clube passou pelos dois rebaixamentos.

 Aproveitando que a gestão do ex-jogador foi um fiasco quase que completo (salvo 2011 quando venceu a Copa BR), Eurico retomou o poder sem grande esforço. Após um bom inicio de mandato, estragou tudo ao envolver um dos seus filhos no departamento de futebol, isso sem falar na contratação e posterior manutenção de Celso Roth no cargo de treinador. Situações que influenciaram diretamente no fiasco. E após um ano de muitas promessas e pouquíssimo futebol foi rebaixado mais uma vez em 2015.

E pelo “andar da carruagem” parece que as lições ainda não foram aprendidas. Alexandre Campello e seus pares políticos não respeitaram a vontade do sócio do clube e no apagar das luzes abandonou a chapa e foi apoiado por Eurico Miranda. Acabou vencendo o chamado segundo turno na sede da Lagoa. O presidente já entrou dando um “tiro no pé”, pois com as eleições sendo vencidas como foram, qual a empresa gostaria de ter sua marca atrelada a um clube que os seus dirigentes não respeitam o sócio? Qual será aceitação do mercado?  Como ser competitivo em um campeonato longo contratando de jogadores de qualidade duvidosa e outros que ficam mais tempo no DM do que em campo?
 Se as coisas irão melhorar ainda é cedo para saber...Presidente e diretores façam a de vocês e Não deixem o Vasco morrer !
Sergio Henrique Homem.

Rio de Janeiro, 10/03/2017. 

terça-feira, 7 de março de 2017

VALORIZE O MÉRITO DO RIVAL!

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FONTE: UOL Esporte

        No meio do futebol existe ainda um péssimo hábito: O de justificar a derrota sem valorizar a atuação do rival. No FlaxFlu deste ultimo domingo, dia 05/03/2017, tivemos uma grande atuação do Fluminense que com a marcação adiantada e grande atuação de Wellington e Richarlison  ( Que foram bem assessorados pelos equatorianos além de : Lucas, Pierre e Cia.) Poderia até mesmo ter vencido o confronto no tempo normal.

         Dito isto, vamos esquecer o imbróglio na justiça. Esquece também que o campeonato Carioca a cada ano que passa é mais desvalorizado e mal organizado. Neste dia  cinco de março de 2017 tivemos um bom jogo de futebol aqui no Rio de Janeiro. E que jogo hein?

         Um primeiro tempo eletrizante com oportunidades para ambos os lados. Wellington Silva puxou excelente contra ataque e se aproveitando do buraco que ficou na defesa do Flamengo abriu o placar.  Mancuello  cobrou falta, Guerrero cabeceou e no “bate-rebate” Aarão empatou o clássico aproveitando de uma falha conjunta dos jogadores de defesa e o goleiro Julio Cesar. O jogo seguiu com diversas alternativas, só que o time rubro-negro aproveitou melhore no cruzamento de Pará, Julio Cesar deu rebote após o cabeceio  e Everton virou o jogo. Com a mania de sempre que fica na frente do placar, o Flamengo se encolheu e o Flu voltou a crescer no jogo. Depois de muito pressionar, pênalti bem marcado para o tricolor e Henrique “Ceifador” deixou tudo igual. O Fluminense ainda queria mais e com mais um belo contra ataque Wellington encontrou Lucas que entrou na área e fuzilou Muralha. No segundo tempo, o Fluminense encaixou bem a marcação e tinha o jogo sob controle. O Flamengo pouco ameaçava. O panorama mudou com saída de um dos principais jogadores do clássico: Wellington e com o cansaço de Richarlison. Nos minutos finais Guerrero empatou e levou o jogo para os pênaltis.

         Nas cobranças de pênaltis, após Diego e Guerrero converterem suas cobranças, Julio Cesar pegou o de Rever e Rafael Vaz bateu para fora. Lucas, Henrique, Marquinho e Marcos Junior garantiram a conquista da Taça Guanabara e uma vaga nas finais do estadual do Rio de Janeiro.

DETALHES DO CLÁSSICO

         Foi a primeira partida do ano que time de Zé Ricardo teve um adversário organizado e atacando com velocidade e categoria. Por muitas vezes a marcação não foi eficiente o que atrapalhou o jogo do time. Mesmo muito bem marcado, Diego nas poucas oportunidades que teve liberdade deu trabalho. No sistema defensivo apenas Pará conseguiu se destacar de forma positiva ( só isso prova que tem algo de errado) muito mais pela vontade do que pela habilidade. Trauco pouco foi notado em campo e a dupla de zagueiros acabou sendo decisiva para o clássico. As entradas de Gabriel e Berrío não surtiram o efeito esperado apesar da correria que causaram na reta final da partida.
O torcedor goste ou não, Márcio Araújo era o único capaz de correr e marcar. Está fazendo muita falta no time. Em breve deve retomar a posição de titular.
Não adianta colocar a culpa no treinador. Ele não vai “obrigar” aos jogadores a marcar, tirará a lentidão da dupla de zaga e nem terá como ensinar a serem criativos nesta altura da carreira. O fato é que o Flamengo não é a seleção que muitos apostavam e os 3 clássicos deixaram isto bem claro.
         O Fluminense foi melhor em grande parte do jogo. Abel Braga estudou muito bem o adversário e assim identificou os principais pontos, tratando de ajustar os seus e assim dificultar as investidas do rival. O time quase saiu de campo vitorioso no tempo normal, Os grande destaques foram a aplicação do time e a excelente partida que a dupla Wellington Silva e Richarlison fizeram. A velocidade e troca constante de posicionamento em campo levaram à defesa adversária a loucura em diversos momentos no jogo.
O meio campo ditou o ritmo da partida mesmo com a ausência de Gustavo Scarpa. E diversas jogadas foram criadas pelo lado esquerdo do Flamengo, setor este mais aberto e aonde surgiram as principais jogadas do Fluminense.
Já goleiro Julio Cesar por diversas vezes causou calafrios na torcida tricolor compensou ao pegar a penalidade de Réver. O time tricolor ainda tem muito o que melhorar...mas já deixa uma esperança no torcedor de que o ano não será tão ruim quanto o esperado.


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FONTE: Folha de São Paulo 
                           



                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     Sergio Henrique Homem (SERGINHO) -06/03/2017