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Fonte: r7.com |
Mesmo quem não é vascaíno tem acompanhado a situação que o
“gigante da colina” vem passando nos últimos 18 anos: crise em cima de crise,
brigas políticas, ações judiciais e até a presente data
foram apenas: 3 títulos estaduais, 1 Copa do Brasil, 1 titulo da série B e três doloridos e vergonhosos rebaixamentos.
O
pior disso tudo é que não é possível ver uma solução de verdade nem a curto e
muito menos em longo prazo. O que mais precisa acontecer para que os
torcedores/sócios tomem uma atitude? Quantas vezes mais será preciso passar
pela vergonha do rebaixamento para que finalmente se aprenda a lição? Qual será
o futuro de uma das torcidas mais exigentes e apaixonadas do Brasil? Até quando
o torcedor vai aceitar que dirigentes façam do clube uma extensão de seus
lares?
Como
presidente, é sempre bom lembrar que Eurico Miranda colocou o time para jogar a decisão do campeonato
brasileiro de 2000 com o logo do SBT. Começou ali o a pior fase a gloriosa
história do nosso clube.
Chega à época das eleições e Roberto Dinamite,
maior artilheiro do clube e antigo aliado de Eurico resolve concorrer contra
ele após ser expulso das cadeiras sociais do estádio de São Januario. Foram
duas tentativas para se eleger: Na primeira a derrota foi apertada e na segunda
eleição, mesmo derrotado ficou comprovada a fraude e depois de um ano de brigas
judiciais ela foi remarcada e o ex-atacante e maior ídolo que representava:
mudança, democracia, time forte e competitivo e patrocinadores foram eleito.
Roberto e seus aliados alem de demonstrarem total
falta de planejamento se viram as voltas com a “herança maldita” sendo esta a
“muleta” usada como desculpa para o fracasso do clube entre 2008 e 2014,
período o qual o clube passou pelos dois rebaixamentos.
Aproveitando que a gestão do ex-jogador foi um
fiasco quase que completo (salvo 2011 quando venceu a Copa BR), Eurico retomou
o poder sem grande esforço. Após um bom inicio de mandato, estragou tudo ao
envolver um dos seus filhos no departamento de futebol, isso sem falar na
contratação e posterior manutenção de Celso Roth no cargo de treinador.
Situações que influenciaram diretamente no fiasco. E após um ano de muitas
promessas e pouquíssimo futebol foi rebaixado mais uma vez em 2015.
E
pelo “andar da carruagem” parece que as lições ainda não foram aprendidas.
Alexandre Campello e seus pares políticos não respeitaram a vontade do sócio do
clube e no apagar das luzes abandonou a chapa e foi apoiado por Eurico Miranda.
Acabou vencendo o chamado segundo turno na sede da Lagoa. O presidente já
entrou dando um “tiro no pé”, pois com as eleições sendo vencidas como foram,
qual a empresa gostaria de ter sua marca atrelada a um clube que os seus dirigentes
não respeitam o sócio? Qual será aceitação do mercado? Como ser competitivo em um campeonato longo
contratando de jogadores de qualidade duvidosa e outros que ficam mais tempo no
DM do que em campo?
Se as coisas irão melhorar ainda é cedo para
saber...Presidente e diretores façam a de vocês e Não deixem o Vasco morrer !
Sergio
Henrique Homem.
Rio de
Janeiro, 10/03/2017.