terça-feira, 21 de julho de 2020

Os Outros Clássicos- O "CLÁSSICO DE OURO"

ypiranga-x-galícia – Resenha na Rede | Se tem esporte tem resenha!
FONTE: resenhanarede.com.br


É meus amigos...vocês podem não saber, mas existe algo de bom no futebol baiano além do tradicional BA-VI. A capital baiana ainda tem mais dois clubes que já disputaram em pé de igualdade no campo e na preferência dos torcedores com a dupla famosa.
Estamos falando do confronto entre E.C. Ypiranga x Galícia E.C. que disputam o “Clássico de Ouro” desde 1934 e até a ascensão de tricolores e rubro-negros. E com isso foi considerado o principal confronto do Estado até a segunda metade do século XX. O confronto já foi considerado o principal da capital baiana). Já tivemos a disputa de 141 clássicos com: 37 empates, 59 vitórias do Galícia ( 218 gols) e 49 vitórias do Ypiranga ( 201 gols). Nos dias atuais os dois clubes se tornaram o “segundo time” dos soteropolitanos e por conta disso ainda se mantém acesa a chama da rivalidade.


O MAIS QUERIDO

Esporte Clube Ypiranga
FONTE: futeboldabahia.com.br
                                            
Fundado originalmente como Sport Club Sete de Setembro o em 17 de Abril de 1904, o clube foi renomeado em 07 de setembro de 1906 como E.C. Ypiranga. Em sua origem, o aurinegro era formado por jovens excluídos da sociedade soteropolitana por motivos, étnicos, sociais e econômicos e com isso a ideia de fundação de um clube para o povo pobre e que pudessem jogar futebol sem preconceitos. Rapidamente o clube se tornou popular e conquistou o coração de torcedores ilustres como: Jorge Amado, Irmã Dulce e João Gilberto. Ao longo de sua história centenária, o clube conquistou 1 copa norte-nordeste, 10 estaduais (sendo 7 de forma invicta) e dois títulos da segunda divisão. A partir da segunda metade do século, o clube perdeu força e consequentemente a popularidade para Bahia e Vitoria. O Ypiranga hoje se encontra licenciado do futebol profissional.
O Estádio Dep. Galdino Leite (Vila Canária) foi inaugurado em 1906 e possui capacidade para 4.000 pessoas. Atualmente o Ypiranga manda seus jogos no estádio Pituaçu.


DEMOLIDOR DE CAMPEÕES

Galícia vence e garante retorno à elite do futebol baiano
FONTE: A Tarde-UOL
                                       
O Galícia E.C. foi fundado por imigrantes galegos residentes em Salvador que em 01 de janeiro de 1933 resolveram fundar clube com nome e as cores e símbolos da “Galiza”. A origem do apelido de “demolidor de campeões” surgiu em meados da década de 1930 quando o clube venceu em sequência os principais times baianos da época. Detentor de cinco campeonatos estaduais, o clube foi o primeiro tricampeão baiano de futebol e ainda possui três conquistas da segunda divisão local.
O Estádio Parque Santiago de Compostela (Parque Santiago) com capacidade para 2.000 pessoas teve sua finalização em 1995. Mas em 1989 serviu de campo de treinamento para a seleção brasileira de futebol durante a copa américa. Atualmente o clube manda os seus jogos no Pituaçu.

CURIOSIDADES

- Sete entre dez títulos conquistados pelo Ypiranga foram de forma invicta;
- O Galícia ficou entre as duas primeiras colocações do campeonato baiano de forma consecutiva entre os anos de 1935 até 1945;
- Popó (Apolinário Santana), grande ídolo do futebol baiano nas décadas de 1920 e 1930, é o grande ídolo do Ypiranga. É considerado até hoje como o maior jogador da história do futebol baiano;
- MAIORES GOLEADAS:  Galícia 6x2 Ypiranga em 1940
                                           Ypiranga 7x0 Galícia  em 1947
- As duas equipes já decidiram os estaduais de 1937 (Galícia) e 1939 (Ypiranga).



sábado, 18 de julho de 2020

COLUNISTA CONVIDADO- Gustavo Bezerra Sá



         

Fala Turma ! Hoje nosso colunista convidado é Gustavo Sá. Torcedor apaixonado do Fortaleza, nosso amigo elaborou uma proposta de calendário que gostaríamos de debater por aqui!  Compartilhe e texto com seus amigos e vamos trocar uma ideia legal nos cometários? Essa resenha promete ser boa. 

CBF: Brasileirão 2020 terá sua fórmula mantida e clubes dão férias ...
FONTE: minhatorcida.com.br
                      
            No Brasil a grande maioria dos clubes não tem calendário o ano todo, então pensei em sugestões para o campeonato Brasileiro, com as atuais 4 divisões nacionais (séries A, B, C e D) e uma divisão regional. Entretanto a primeira divisão continuaria da mesma forma, nada mudaria, minhas sugestões são para as demais.
            Torço por um time, o Fortaleza, que agora está na primeira divisão, sendo bem administrado e melhorando sua estrutura, mas nem por isso deixo de olhar o esporte como um todo, quero o crescimento do futebol brasileiro e isso passa por olhar para os times que estão nas divisões inferiores e até mesmo os sem divisão.
Muitos dirigentes pensam pequeno e não estão ligando para os clubes menores, prefiro olhar macro, por isso acho muito importante a existência dos mesmos, pois com mais times em atividade haverá mais atletas jogando (será uma boa opção para todos, surgirão bons jogadores nesses times menores que irão migrar para os maiores), gerará mais empregos diretos e indiretos e isso é bom para a economia, irá movimentar atletas de várias categorias e isso é bom para o social, e será também mais uma opção de entretenimento.
Sei que para melhorar o nosso futebol não basta só termos calendário, esse crescimento e desenvolvimento está diretamente ligado a termos dirigentes esportivos de melhor qualidade, é preciso evoluir nesse sentido também. Mas os times em atividade o ano todo já é algo importante, ajudará bastante.
            Vejo que em outros países existem campeonatos que preenche todo o calendário, os times jogam em várias divisões, nacionais e regionais. Tá certo, eu sei que podem ser países mais estruturados, mas há também países que são mais a nossa realidade, que possuem um calendário mais completo que o nosso. Penso que SE houver interesse e boa vontade dá pra fazer algo melhor, pensando em todos. O que complica é o “SE” eheheh, mas vamos lá, vamos tentar.
            Atualmente são 124 clubes nas 4 divisões nacionais (não estou contando a fase preliminar da série D). Minha sugestão seria 180 clubes divididos nas 4 divisões. Imagine uma pirâmide, no topo tem a série A com 20, depois a B com 32, C com 48 e na base a série D com 80. Teríamos aí já o aumento em 56 clubes (45%).
            Ainda assim ficariam muitos times de fora, mas aí entraria uma divisão regional, explico mais a frente.
            Sobre a fórmula de disputa seria:
A: Como falei anteriormente, a primeira divisão nada muda. Ela é a cereja do bolo, os times das camadas mais baixas na “pirâmide” do Brasileirão tentam alcança-la, então ela tem de ser diferenciada das demais mesmo.
B: (32 clubes, sendo 2 x 16). Os times jogariam dentro do grupo em ida e volta, passando 4 para a próxima fase, quartas de final, enfrentando o outro grupo no modelo tradicional, (1º x 4º, 2º x 3º), depois semi e posteriormente a final.  
Sobem 4, os que chegarem a semifinal. Caem 4 para a terceira divisão, os dois últimos de cada grupo.
Os 32 integrantes seriam divididos em dois grupos por proximidade geográfica, com isso os times iriam se deslocar menos, ou seja, menor desgaste físico e financeiro, e isso é importante.
Outro ponto que considero positivo é que jogariam menos: A maioria dos times (24 / 75%) passariam dos atuais 38 jogos para 30, 4 times (12,5%) teriam 32 jogos, 2 times jogariam 34 vezes e os finalistas 36 jogos. Para um calendário apertado, mesmo na B, onde em algumas rodadas jogam duas vezes por semana, viajando muito num País continental, acredito ser um benefício.
C: (48 clubes, sendo 4 x 12): Divididos também por proximidade geográfica, seriam 4 grupos de 12 times. Com o mesmo formato, jogariam dentro do grupo em ida e volta, saindo 4 de cada grupo para a fase seguinte, as oitavas de final, por conseguinte quartas de final, semi e final.
Na série C atual já acho que acontece o inverso da B. Na segunda divisão tem jogos demais e na terceira jogos de menos. No formato que proponho, os times sairiam de 18 jogos na fase de grupos para 22 jogos, os times que ficarem nas oitavas jogariam 24 partidas, os que chegarem às quartas 26 jogos, os da semi 28 e os finalistas 30 jogos. Considero bom número.
Sobem 4 pra B, os que chegarem às semis. Cairão 4 para a D, o último de cada grupo.
Os times 48 seriam: 4 que caíram da B, 4 que subiram da D e 40 indicados pelas federações, dividindo a quantidade de vagas de acordo o ranking da CBF para as federações estaduais.
D: (80 clubes, sendo 8x10). Em 2019 foram 68 clubes, divididos em 17 grupos de 4, nesse caso os times que não passaram de fase entraram em campo apenas 6 vezes. Agora me diga: é viável um clube pequeno formar time para jogar apenas 6 partidas? Acho que não. Menos mal que esse ano farão (se não houver mudanças) 8 grupos de 8, tendo uma fase preliminar antes onde 8 times jogarão mata-mata e 4 cairão fora, ou seja, esses irão jogar apenas duas partidas. No total serão 68 times.
Na minha sugestão seriam 8 grupos de 10 times, da mesma maneira das outras duas divisões acima, grupos de times com proximidade geográfica , saindo 4 de cada grupo para a segunda fase. Os 32 times que passam de fase, jogariam os tradicionais duelos mata-mata em ida e volta, passando depois para oitavas, quartas, semi e final. Subiriam os 4 semifinalistas.
Nesta divisão os 80 times seriam: 4 que desceram da C, 4 que viriam da divisão regional, 67 indicados pelas federações (algumas federações teriam mais vagas que outras, obedecendo ao ranking de federações da CBF), e 5 viriam do ranking da CBF, times que ficaram sem divisão. Apesar de eu ser defensor da meritocracia, têm que ganhar a vaga em campo, acho essas 5 vagas importantes para alguns times tradicionais não afundarem ainda mais, mesmo sabendo que essa decadência se deve a má gestão de seus dirigentes, mas de toda forma seria uma ajuda para esses clubes que tem história no futebol nacional.
No início falei sobre movimentar os clubes, com essas minhas sugestões já aumentou a quantidade de 124 para 180, mas ainda assim muitos clubes ficariam sem calendário.
Pra isso seria criada uma divisão regional, onde a primeira fase seria torneios dentro de cada Estado, organizados pelas federações estaduais, e isso é bom porque a CBF não teria esse trabalho inicial. Explicando melhor:
            Algumas federações já possuem competições no segundo semestre, torneios que em alguns casos valem até vaga para a Copa do Brasil, como exemplo Taça Fares Lopes, Copa Estado da Bahia, Copa Santa Catarina, Copa Paulista de Futebol etc. Então já iríamos aproveitar esses torneios estaduais, a federação que não tiver terá que criar, e assim pegaria o campeão de cada um dos 27 campeonatos + 5 vices da melhores federações no ranking, fazendo um total de 32 times.
Aí entra a CBF pra organizar o mata-mata, pra se saber o campeão, sendo que os 4 primeiros iriam para a quarta divisão, assim sendo seria mais um atrativo para os clubes menores e iria movimentar muitos mais times.
Voltando a série B, tem-se um detalhe a ser estudado ainda, seria a formação dos 32 da times da segundona, pois viriam 4 da A, 12 são da própria B que não subiram e nem caíram, e aí teriam de subir 16 da C. Assim sendo existem 2 opções, fazer isso de uma vez ou gradativo.
Particularmente prefiro de uma vez logo, mas acho que a CBF não permite mudar um regulamento somente para um ano, tem que ser no mínimo dois.
Enfim, todas as propostas aqui sugeridas são um pontapé inicial, conversas com o intuito de melhorar devem ser feitas, com o foco de aumentar a quantidade de clubes com calendário o ano todo no Brasil.

Gustavo Sá – gustavobsa@gmail.com

segunda-feira, 6 de julho de 2020

NUNCA FOI DO POVO !


Para torcer “em paz” direita quer o povo fora dos estádios ...
FONTE: IG ESPORTES 
                                

O povo foi quem se intrometeu na rotina dos ricos que praticavam futebol. O projeto era “vencer sem fazer esforço”, da forma que eles, as elites, achassem conveniente. Quem pensava diferente, era isolado e posto de fora, algumas vezes escorraçados.

Ninguém convidou o povo. Ele entrou sem ser convidado. Quase pela porta dos fundos. Sempre era preterido ou isolado para os piores locais nos estádios. E nos dias atuais com a chegadas das “arenas” nem os piores lugares mais são possíveis de se aproximarem. 

O futebol é um reflexo da sociedade: ninguém se preocupa com o povo. Ele só é aceito em uma relação de interesse simples: se você pode pagar será bem-vindo, senão tiver está fora.

Saudades, futebol do povo! | HTE Sports
FONTE: HTE SPORTS 
                            

Interesses políticos aproximaram os menos abastados do esporte. E isso nunca foi bem digerido até os dias de hoje. Confundem ser do povo com ser alienado ou teleguiado (e algumas vezes infelizmente são) e sendo mais fácil de manipular a base desta pirâmide. 

O povo é “teimoso”. Entrou e fez sucesso no futebol. Desbancou as elites e os destaques individuais e coletivos das competições. Começou a ganhar seu espaço...mas é bom que se diga: são tolerados e não amados !


Sergio Henrique Homem ( Serginho)