quinta-feira, 9 de maio de 2019

COLUNISTA CONVIDADO- DIOGO SIMAS

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 Crédito:© AP Informações extraídas do IPTC Photo Metadata

Sou fã do Barcelona.
Sou fã de Messi.
Melhor jogador que vi, não o comparo a ninguém.
Dribla, passa, define, resolve.
Nunca vi alguém decidir tantos jogos, tantas vezes, por tanto tempo.
Mas o Barcelona não é o mesmo.
Por quê?
Sim, Messi é o Gênio, mas Xavi era o Arquiteto.
Iniesta foi fantástico, mas por jogar mais próximo ao ataque, não era tão essencial quanto Xavi.
Xavi a partir quase que da zaga criava e organizava toda jogada a ponto do time ter a posse de bola quase integralmente e não permitir ataques adversários.
Com Xavi, Messi não precisava driblar mais que um adversário, pois Xavi deixava tudo mais fácil.
Não, Xavi não foi melhor que Messi e creio que não verei alguém melhor que Messi.
Mas Xavi era essencial...
E isso o Barcelona terá de reencontrar.

Diogo Simas.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

"VARias" Mudanças


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FONTE: www.terra.com.br
                                   

Finalmente ele chegou ao Brasil ! Ainda sofrendo com a incompetência que assola a turma do apito por aqui o VAR (Vídeo Assistant Referee) agora faz parte da rotina dos jogos do campeonato brasileiro.

Não tem como questionar ou reclamar de sua presença, pois agora erros escandalosos não irão passar despercebidos, os resultados irão ser mais justos e o “fator bola” irá prevalecer nos campos de futebol. 

Ainda existem erros de interpretação e uma grande má vontade com a nova tecnologia. Também pudera...faziam muitos anos que não se tinha uma mudança grande e importante nas regras do futebol !

Esse papo de que “vai tirar a graça do jogo” não deve ser aceito como argumento. O futebol é um esporte muito caro e prejuízos causados por conta de erros são cada vez mais inaceitáveis nas competições. Imaginem o que seria da “mão de dios” de Maradona em 1986? ou do gol da Inglaterra na final da copa de 1966?  E toda “polêmica” que rola nos estaduais pelo Brasil afora ? Sem falar em jogos pelos campeonatos continentais e nacionais....

Será preciso uma mudança de hábitos e cultura. Em algumas situações os jogos irão ser paralisados por um período acima do esperado, porém será importante para que finalmente o slogan do “jogo limpo” seja totalmente colocado em prática. E quando as redes de televisão irão parar de reclamar do VAR? Assim que descobrirem uma forma de ganhar ainda mais dinheiro com ele.

PAPO RETO COM O SERGINHO

- A briga para ser campeão terá menos candidatos do que para não cair no BR 2019;

- O que fazem Henrique e Felipe Bastos no Vasco ?

- Quando voltaremos a ter noticias sobre Neymar  relacionadas a seu futebol ?

- Messi esta na mesma prateleira de Pelé e outros "extreterrestres" do Futebol.


Sergio Henrique Homem ( SERGINHO)

terça-feira, 5 de março de 2019

E O FUTEBOL DÁ SAMBA


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FONTE: www.ultimadivisao.com.br   
Ao longo dos anos samba e futebol sempre tiveram dificuldades de caminhar juntos. Unir duas grandes paixões cariocas jamais surtiram o efeito esperado nos desfiles das Escolas de Samba da cidade. Por um capricho dos deuses duas das maiores paixões populares sempre atravessam o ritmo (homenagens a clubes ou jogadores nunca surtiram o efeito esperado nos jurados). Se na passarela a química não bateu, o destino uniu os dois de outras formas.



MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL

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FONTE: Site da Escola
"...Eu em paz no verde da esperança / Tive sonhos de criança / Comecei no futebol..."

                      
                             (Trecho do Samba campeão do Carnaval carioca 1990)

Uma equipe de várzea fundada como Independente Futebol Clube no Bairro de Padre Miguel localizada na zona oeste da capital fluminense.  Alguns jogadores e o técnico fizeram parte da fundação da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel. A sintonia com o clube era tão grande que antes da criação foram pedir autorização para incluir o nome do time na escola recém criada.
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FONTE: www.globoesporte.com

SÃO CLEMENTE

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FONTE: Site da Escola

Fundada no bairro de Botafogo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, a São Clemente também teve sua origem como time de futebol. As cores originais eram azul e branco.  Só que após assistir uma partida do Peñarol (Uruguai) o presidente gostou da combinação de cores (preto e amarelo) e propôs a mudança.



SPORT CLUB MANGUEIRA

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A título de curiosidade, o time não tem nenhuma ligação com a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Fundado em 1906 (e já extinto) o clube (ligado a uma fábrica de chapéus de mesmo nome) é considerado uma dos maiores “saco de pancadas” da história o futebol carioca, sendo o time que sofreu a maior goleada da história dos campeonatos regionais do Brasil ao perder por 24x0 para o Botafogo em 1909.

DESFILE DE CARNAVAL NO ESTÁDIO VASCO DA GAMA (SÃO JANUÁRIO)

Desfile das escolas de samba em São Januário em 1943

Devido a obras na praça XI (demolida para a construção da Av. Presidente Vargas) e participação brasileira na segunda guerra mundial, população e imprensa estavam contra a realização do desfiles das escolas de samba na cidade. Na década de 1940 as escolas de samba ainda estavam em busca da popularização (seu auge foi alcançado no final da década de 1970 início de 1980) e ainda lutavam pelo seu reconhecimento e legitimidade na sociedade. Em 1943, a primeira dama do Brasil (Darcy Vargas) organizou um desfile não-oficial no estádio.
Sobre o desfile oficial no ano de 1945, viabilizado pela Liga de Defesa Nacional (LDN) São Januário foi escolhido por sua capacidade de receber grandes públicos e ser palco de diversos eventos do presidente Getúlio Vargas. Ainda assim é complicado encontrar detalhes devido a imprensa ser contra a realização do evento e assim não deu o devido destaque. Mesmo com tudo isso sabe-se que oito escolas participaram e a Portela foi a vencedora.




Sergio Henrique Homem ( SERGINHO)

sexta-feira, 1 de março de 2019

ENSAIO DE MESTRE 1


Mundo do futebol parte 1 - a Copa de 1970



Bate-papo de amigos no dia da decisão do Campeonato Estadual do RJ em 2011 (por opção, prefiro não lembrar o resultado...), e um colega meu citou uma característica que cultivo desde a adolescência: minha paixão por futebol, onde sempre quis aprender e conhecer mais do assunto. Para tanto, eu gostava de estudar casos de campeonatos antigos aqui no Brasil, ou em outras partes do mundo. Sendo que esse colega sempre me pergunta sobre um assunto clássico: as Copas do Mundo de Futebol. Ele sempre me pergunta da escalação da seleção inglesa da Copa de 1966, do técnico da Itália na Copa de 1938, entre outras peculiaridades. E gosto de responder não para me gabar, mas porque é nesse tipo de momento em que percebemos o quanto a história pode ser fascinante, embora manipulável...

Resolvi então juntar algumas historinhas colhidas aqui e ali sobre o assunto, e junto com o “meus jogos inesquecíveis”, vou citar fatos (quando não jogos), ora sobre as Copas, ora sobre outros campeonatos mundo afora que eu tenha acesso, mas que de forma geral, nem sempre estão na pauta do bate-papo de botequim, ou na roda de amigos. Se julgarem necessário alguma correção, acréscimo ou comentário, é só me escrever, certo?

E para começar o papo, vou falar hoje da Copa do Mundo de 1970.

Talvez venham a perguntar: que novidade tem isso Diogo? Todos sabemos que foi a Copa que o Brasil levou dando show, a última de Pelé, a melhor seleção brasileira de todos os tempos (eleita recentemente também o melhor time de futebol da história), etc... Sim, disso todos sabemos. Mas essa Copa ficou marcada na história dos mundiais (não só para o Brasil, mas para o mundo) por motivos ainda mais diversos...

Um deles: foi a Copa do Mundo que, por assim dizer, marcou o fim do futebol dito "romântico", aquele em que o profissionalismo, embora existisse, não caracterizava rentabilidade, nem para o atleta, nem para os demais envolvidos. Os jogadores se doavam quase que rigorosamente pela exaltação da pátria, ou em nível particular, pelo amor a camisa dos clubes em que jogavam. A partir de 1974, com a presença cada vez mais atuante da televisão e dos patrocinadores, o evento começou a ganhar o caráter comercial hoje mais vigente, com premiações polpudas por título ou por participação, placas de publicidade nas laterais do gramado, jogadores cada vez mais visados em seus clubes fora da Europa para jogarem no velho continente... Enfim, o orgulho nacional ainda estava em jogo, mas depois de 1970, impondo milhões em dinheiro na cara do gol...

Outro fato interessante: foi a primeira Copa realizada fora do eixo Europa-América do Sul. O México havia sediado com sucesso as Olímpiadas de 1968, e com isso, apesar do cunho de ser país de "terceiro mundo", tinha ganho respaldo internacional. Soma-se a isso o fato de que a FIFA, entidade máxima do futebol, desejava embutir cada vez mais ao torneio o âmbito global, primitivamente desejado por seu fundador, o francês Jules Rimet. E por outro lado, a Argentina (que disputou de forma acirrada com o México o direito de sediar o torneio) tivera, de outras anos, uma série de atritos com a entidade máxima do futebol (em 1938 e 1950, divergências sérias com a FIFA levaram a Argentina a boicotar esses Mundiais), o que a tornara ainda pouco amistosa para pleitos como esse. Some-se ainda o fato da Argentina estar em situação delicada em relação a situação política, uma vez que um golpe de estado militar afetou a democracia do país, com o afastamento do presidente Arturo Ilia, e a posse do general Juan Carlos Onganía no ano de 1966. Todo esse quadro fez a candidatura do México ganhar força, e assim, o país foi escolhido como sede da Copa do Mundo de Futebol em 1970.

Mas não há como negar: o terceiro, principal e o mais sedutor dos motivos dessa Copa ser marcante, é o fato de ela ser eleita a melhor de todos os tempos. E foi mesmo!!! Nunca se verá talvez uma Copa em que se possa dizer que "a nata" do futebol se revelou tão presente. O Brasil, claro, dispensa comentários, com Pelé, Rivellino, Gérson, Tostão, Jairzinho, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres. A Inglaterra, então campeã mundial (e que armou polêmica desastrosa com os mexicanos acerca das águas a serem consumidas), estava melhor do que quando ganhou a Copa anterior (1966), tendo em suas linhas o legendário craque Bobby Charlton, o grande Bobby Moore, o artilheiro Hurst, os velozes Bell e Ball, além de outra lenda, o grande goleiro Gordon Banks. A Alemanha vinha com mais da metade do futuro time campeão da Copa de 1974, um grande time. Destaques absolutos para o grandioso goleiro Sepp Maier, a fera e artilheiro da Copa de 1970 Gerd Muller, o ponteiro Grabowski, o incansável Berti Vogts, o tanque goleador Uwe Seller, além de outra lenda do futebol: Franz Beckenbauer, eleito recentemente o melhor defensor da história do futebol. A Itália vinha com aquela que é considerada a última grande seleção de futebol já revelada pelo país (e também a última seleção amada por seus torcedores), tendo no time dois dos ex-melhores jogadores da Europa da década de 60 (Luigi Riva e Gianni Rivera), e ainda talentos natos do futebol como o goleiro Albertosi, o raçudo Tarcisio Burgnich, o lateral zagueiro Giacinto Facchetti, o talentoso Giancarlo de Sisti, o veloz e habilidoso Roberto Boninsegna, e mais uma lenda do futebol, Alessandro Mazzola (esse último, filho de outra lenda do futebol, de triste história, o grande Valentino Mazzola). E isso para não falar de grandes times que passaram pelo México, como o Uruguai, de Luis Cubilla e de Ladislao Mazurkiewicz (esse eleito o melhor goleiro da Copa). Como o Peru, dirigido pelo ex-craque brasileiro Didi, uma das gratas surpresas da Copa, de futebol vistoso, e que tinha como destaque outro Cubilla (o Teófilo). Além da Tchecoslováquia do artilheiro Petras, da Romênia (que segundo alguns críticos, fez o melhor jogo da Copa na derrota para o Brasil)... Enfim, uma literal constelação, que talvez só não tenha sido perfeita pela ausência da sempre talentosa Argentina (eliminada nas Eliminatórias justamente pelo Peru...).

Com uma constelação dessas, todos no melhor nível de seus talentos, não seriam poucos os jogos a lembrar: a inesquecível semifinal da Copa entre Itália e Alemanha Ocidental (4 x 3 para os italianos, outra hora nós falamos...), as quartas de final entre Alemanha Ocidental e Inglaterra (3 x 2 para os alemães), praticamente todos os jogos do Brasil (especialmente o 1 x 0 na Inglaterra na primeira fase), enfim sob esses e outros aspectos, foi a Copa de melhor nível técnico (até porque todos esses craques estavam no melhor de suas formas), cujas estrelas desfilaram o melhor futebol até então visto num Mundial, e que por isso, marcou para sempre a história das Copas. Até porque a melhor seleção desse inesquecível Mundial, venceu com autoridade todos os seus jogos, tendo feito jogadas de pura plástica em alguns deles (especialmente através de Pelé, o Rei do Futebol), e assim, deliciando-nos com mais do que títulos, com assombroso futebol, tendo quatro camisas 10 de seus clubes de origem no time principal, e já antevendo assim em parte, a modernização do futebol pioneirizada pela Holanda quatro anos depois, e marcando por assim dizer, o fim de uma era.

Hoje, dado esse excesso de esquemas táticos, esse excesso de jogadores pouco técnicos e de muito fôlego, essa globalização por vezes excessiva, que transforma cada vez mais os craques em robôs, cada vez mais estratégicos e menos criativos, e que empobrecem as grandes competições, como por exemplo os Mundiais, enfim, será possível voltar a se ver uma Copa do Mundo (ou mesmo uma grande competição) ao nível daquele inesquecível 1970? Apostas na mesa, por favor, rsrsrs...

E para finalizar, resumindo a beleza daquele singelo Mundial, três lances: acima, na primeira foto, o gol de Overath, na disputa do terceiro lugar entre Alemanha Ocidental e Uruguai (1 x 0 Alemanha). Em seguida, a maior defesa da história das Copas, realizada por Gordon Banks, no jogo em que o Brasil venceu a Inglaterra por 1 x 0. E por fim, abaixo, o vídeo daquele que foi considerado, segundo especialistas, o gol mais bonito da história das Copas (e claro, o mais bonito daquele Mundial). E importante, quando foram escrever a história desse gol, o filme oficial dessa Copa foi taxativo: "isso que os senhores estão vendo não é montagem de cinema, isso é real!!!". E em seguida, a BBC de Londres declarou o futebol brasileiro como sendo "de outro mundo"!!!

Abraços para os rapazes, beijos para as meninas, fui...

Diogo Jerônimo

Sou amigo, gosto de conversar, descontrair, relaxar. Se necessário, compartilho meu pouco conhecimento. Procuro mudar do mundo o que posso. Tento auxiliar, ser prestativo. Meus gostos são ecléticos, mas compreensíveis. Sou católico por definição, e vascaíno de coração. Curto passeios tranquilos. Amo minha família, mas gosto de tranqüilidade. Sou romântico, carente e sonhador, mas que prefere a solidão à loucura. Tenho fé em Deus, na verdade, no amor, na paz e no bem comum...

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Domingo de futebol

Botafogo x America MG pelo Campeonato Brasileiro no Estadio Nilton Santos. 16 de Setembro de 2018, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo
Esse horário matinal de jogos ainda causa certa estranheza, principalmente nos dias de grande calor, mas não dá pra negar que é um horário prazeroso pra assistir futebol. Foi assim nesse domingo com o morno Botafogo 1 x 0 América-MG. Um jogo frio na técnica mas com o calor de 25 mil alvinegros que puderam curtir enfim um domingo feliz com uma vitória logo cedo. A Turma da Arquibancada esteve presente e conta como foi a experiência da visita ao Estádio Nilton Santos.
Muitas crianças e famílias inteiras ajudaram a encher as arquibancadas do estádio alvinegro neste domingo. Eles não puderam ver um espetáculo do time de coração mas viram um time com vontade e empurrado pela torcida para chegar à vitória.
O clima no estádio era leve como uma manhã de domingo pede e em meio a tímidos xingamentos a um e outro, se ouviam aplausos a jogadores como Igor Rabello, Luiz Fernando, Moisés e Rodrigo Pimpão. Este  último entrou no fim do jogo e mais uma vez exibiu muita confiança para armar dribles ousados e arrancar sorrisos de satisfação dos torcedores.
Dentro do Nilton Santos tudo funcionava. Não era difícil comprar um copo d'água e nem mesmo uma cervejinha. Isso mesmo, a galera alvinegra começou a beber cedo.
A temperatura também ajudava. Não fazia um calor escaldante e até dava para curtir um ventinho refrescante na sombra das arquibancadas. Dentro de campo não era possível dizer o mesmo. Jogar no sol de meio-dia não pode ser agradável nem mesmo no inferno carioca. Talvez por isso o segundo tempo tenha sido com menos emoção, mas nada que afastasse a alegria do torcedor do Botafogo.
Entrada confusa e com enormes filas no Estádio Nilton Santos. Foto: Serginho
Do lado de fora um problema crônico. Entrar no Estádio está sendo uma dor de cabeça. Chegamos em cima da hora do jogo e haviam filas gigantescas apenas para chegar à uma das entradas. Furamos a fila com pressa para não perder o jogo entretanto ainda perdemos pelo menos 8 minutos na revista de entrada. Um absurdo o clube não se preparar para receber 25 mil torcedores em um estádio com capacidade para 45 mil. O jogo já se aproximava do final do 1° tempo e ainda se notava torcedores preenchendo os espaços das arquibancadas. Um ponto recorrente em outros jogos e que precisa ser revisto.
Ao fim do jogo, para completar o passeio, os torcedores ainda podiam aproveitar as atividades no entorno do Estádio, que parecia seguir com a mesma movimentação de todo domingo, apenas um pouco mais preto e branco.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Obrigado Amarildo ! Obrigado Vává !


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Por muitos anos o brasileiro foi acusado de ter “memória curta” principalmente em relação aos ídolos no esporte de uma forma em geral, principalmente relacionado ao esporte mais popular do país: O futebol. Os jogadores de 1950 ficaram mais de 50 anos carregando a alcunha de fracassados, injusto principalmente por seus críticos desmerecerem o elenco Uruguaio.  Os brasileiros levaram ainda oito anos para desconstruir esta imagem.  Com o passar dos anos isso começou a ser desmistificado... Afinidades e outros interesses ficaram mais expostos e a badalada seleção de 1982 é mais respeitada do que o elenco campeão de 1994.
Falei disto tudo para poder citar dois jogadores que em minha opinião não recebem o merecido destaque e idolatria: Amarildo e Vavá.   Explico: Ambos substituíram jogadores importantes na copa do mundo e foram decisivos nos títulos de 1958 e 1962 com gols e brilhantes atuações.
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Foto: Agência Folhapress
Amarildo jogou no Botafogo, Milan, Roma, Fiorentina e Vasco. Durante a copa de 1962 substituiu de forma brilhante Pelé e se destacou com grandes atuações e gols decisivos. Recebeu o apelido de "Possesso" depois da excelente participação na Copa do Mundo de 1962. Pelo Brasil fez 9 gols em 24 partidas. Autor de gol na decisão do mundial, o Possesso é desconhecido de muitos nas ruas do Rio de Janeiro e até mesmo no Maracanã aonde o pôster relacionado ao Bicampeonato não constava a sua foto junto ao time, Pelé estava em seu lugar. É importante lembrar que  ele não queria que o Pelé fosse tirado, mas que, pelo menos, o colocassem como o décimo segundo jogador. Atualmente, isso já foi consertado e Amarildo está na foto, no lugar de Pelé, mas a tristeza por seu esquecimento ainda está presente.

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Fonte: noesotroblogdefutbol.blogspot.com
Mesmo sendo muito mais oportunista do que técnico, Vavá ( Edvaldo Izidio Neto)  foi autor de 9 gols brasileiros em apenas duas copas disputadas. Na final de 1958, na Suécia, primeiro título do Brasil, os donos da casa saíram na frente. Mas dois gols do atacante, em cruzamentos de Garrincha, viraram o jogo e abriram as portas para a goleada por 5 a 2. Na semifinal, contra a França, ele já havia deixado o dele na vitória também por 5 a 2.
Quatro anos mais tarde, no bicampeonato, lá estava Vavá. Na semifinal contra o os anfitriões chilenos, fez dois dos quatro gols brasileiros na vitória por 4 a 2. Na decisão contra os tchecos, mais um gol. 3 a 1 Brasil. Em tempos de Pelé e Garrincha, Vavá encontrou o seu espaço para brilhar.

Dois jogadores que em qualquer lugar do mundo seriam muito mais lembrados, exaltados e badalados do que são aqui no Brasil. Os títulos de 1958 e 1962 poderiam não ter sido conquistados sem a importante atuação de ambos. Falta de memória? Não...o brasileiro sofre mesmo é de memória seletiva.


Sergio Henrique Homem- 28/06/2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O CLÁSSICO ETERNO


 “O Clássico Eterno”
FONTE: europediafc.blogspot.com
.Estrela Vermelha x Partizan são as duas principais equipes da  cidade de Belgrado, são rivais históricos no futebol da Sérvia  desde época da Segunda Guerra mundial, quando o país ainda fazia parte da Iugoslávia. Para se entender o tamanho di confronto é preciso mergulhar a fundo na história do país. A região foi marcada nas últimas décadas por diversas guerras que influenciaram na personalidade dos povos.  E o futebol se tornou, como quase sempre acontece nestes casos, é uma das principais formas de manifestação cultural e política dos torcedores. Nos dias atuais, o clássico é a maior rivalidade do leste europeu que já inclusive passou para outros esporte como o Basquetebol por exemplo.
O primeiro clássico foi disputado em 1947 com vitória do Estrela Vermelha pelo placar de 4x3.
 
Cidade de Belgrado
É a capital e maior cidade da Sérvia, e está localizada entre dois cursos de água internacionais, na confluência dos rios Danúbio e Sava, no norte da Sérvia, onde a planície da Panônia se limita com a região da península balcânica. Com uma população de 1 710 000 habitantes (2007), Belgrado é a maior cidade no território da ex-Iugoslávia, a segunda maior cidade sobre o rio Danúbio, bem como a quarta maior do Sudeste da Europa.

Os Imbatíveis
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Fonte: Trivela
Fundando em 4 de Março de 1945 pela juventude Iugoslava e nos moldes soviéticos, O FK Estrela Vermelha de Belgrado é um dos clubes de futebol mais populares da República da Sérvia. Foi o último campeão do Campeonato Iugoslavo de Futebol, antes da dissolução do país (temporada 1990/91), assim como o primeiro campeão do campeonato na nova Iugoslávia (1991/92). Anos depois, foi também o último campeão do Campeonato Servio-Montenegrino antes da separação das Repúblicas (temporada 2005/06) - ano em que fez a dobradinha vencendo a Copa da Sérvia e Montenegro - e o primeiro campeão do recém-criado Campeonato Sérvio (2006/07), fazendo outra dobradinha, conquistando também a Copa da Sérvia. Seu período áureo foi em 1991, ano em que conquistou tanto o Campeonato Iugoslavo quanto a Liga dos Campeões da UEFA (sobre o Olimpique de Marseille da França) e a Taça Intercontinental (Sobre o Colo Colo do Chile). A equipe era a base da seleção de seu país, considerada a melhor de sua história.

Os Coveiros
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Fonte: www.b92.net
O Partizan foi fundado em 4 de Outubro de 1945 como time militar do Exército Popular Iugoslavo (JNA). Partisan era o nome do Exército Popular da Libertação da Iugoslávia, que lutou na Segunda Guerra Mundial contra as forças do Eixo nos Bálcãs. As cores do clube são preto e branco, e por causa disso seus torcedores são conhecidos como Coveiros (Grobari, em sérvio). Porém, nos primeiros treze anos, quando fazia parte do Exército, utilizava as cores azul e vermelho (seu uniforme reserva atual). Desde quando o campeonato sérvio passou a ser disputado, o Partizan é o seu maior vencedor.

Confrontos:
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FONTE: http://www.nedeljnik.rs
 Até hoje foram disputadas 233 partidas com 104 vitórias do Estrela Vermelha contra 74 do Partizan e 56 empates. Os alvirrubros anotaram 358 gols contra 308 dos alvinegros.


Sergio Henrique de Oliveira Homem- 26/06/2018