quinta-feira, 24 de abril de 2014

COLUNISTA CONVIDADO- O Imbróglio Tricolor


Mais uma novidade que o Blog "Turma da Arquibancada" trás para nossos amigos e leitores: "Colunista Convidado" que estreia com o amigo Rafael Esequiel  mandando o seu recado sobre o seu querido Fluminense F.C. Vale e muito uma lida !


Olá,
Atendendo um pedido do amigo Sérgio Henrique é com muito prazer que venho escrever e participar pela primeira vez do Blog “Turma da Arquibancada”.
                                          FONTE: www.canelada.com.br

_______________________________________



O Imbróglio Tricolor

Imbróglio é um substantivo masculino com origem no italiano imbróglio que significa confusão, embrulhada, trapalhada.

Esta palavra é usada com um sentido pejorativo, indicando uma situação complexa ou complicada. Ex: O jogo de futebol terminou no maior imbróglio.

É isso mesmo....
"O jogo de futebol terminou no maior imbróglio”.

Assim podemos resumir o nosso Fluminense dos últimos tempos, depois de um 2012 arrasador com o campeonato Brasileiro nas mãos tendo a melhor defesa e o melhor ataque, inclusive o artilheiro Fred, o Fluminense conseguiu a façanha de ser o primeiro clube campeão e rebaixado no ano seguinte da competição.

Mas eu disse REBAIXADO??

Ai começa O Imbróglio Tricolor...
Entre Viradas, Tapetes e recursos o tricolor das laranjeiras permaneceu na serie A do Campeonato Brasileiro vide flamengo/portuguesa e uma confusão generalizada afetou o futebol brasileiro e principalmente tricolor! feio isso mas...

Então vejamos os fatos:

Um presidente que foi indicado pelo patrocinador e eleito até hoje pelo seu segundo mandato, não consegue assumir o controle do clube e está sempre pondo em cheque suas decisões e atitudes, vide os técnicos que entraram em meio a crise e as atitudes das organizadas no clube.

Vamos os técnicos:

Vanderlei Luxemburgo  31/07/2013 — 11/11/2013    
Dorival Júnior  14/11/2013 — 08/12/2013    
Renato Gaúcho  17/01/2014 — 02/04/2014    

Notem as datas desses técnicos no clube, nenhum deles chegou a 6 meses de trabalho, O Senhor Vanderlei Luxemburgo não era unanimidade do presidente e muito menos da torcida, foi um sonho do Patrocinador, abre aspas " SONHO ".

Todos nos sabemos por que, Dorival Júnior o menos pior entre os três aceitou essa loucura suicida, viu o pote de ouro no fim do arco íris e assumiu toda a cagada deixada pelo seu antecessor, assim, quando já estávamos no fundo do poço o Patrocinador novamente joga a cruz pra toda a torcida abraçar de vez e ser feliz! Renato Gaúcho.

Com status de perigo-te das mulheres chegou dizendo que era tudo nosso...

Tipo:

- "Nós vamos brincar no brasileiro" ha, ha, ha.

O cara ficou em segundo lugar no Brasileiro com o Grêmio e nem assim quiseram ficar com ele por lá...
Pelo menos ele trouxe a filha dele aqui pro Rio!

Um time com cinco jogares de nível de Seleção, não consegui ganhar nem o Campeonato Carioca onde na teoria ele seria o clube a ser batido, pois os outros também na teoria não estavam dando importância ao torneio.

CRISE EM CIMA DE CRISE....
IMBROGLIO EM CIMA DE IMBLOGLIO...

Da noite pro dia um raio de luz corta a cabeça do nosso Presidente, que bate de frente com o Patrocinador, de Frente com as organizadas e fala até em comprar ZAGUEIROS!!!!

E assim entramos na era Cristóvão Borges.
Contra tudo e contra todos.

Um técnico que todos querem e poucos têm, um cara que colocou o Vasco e Bahia pra jogar onde poucos conseguiriam, seria possível fazer isso também com imbróglio Fluminense. 

3 jogos
3 Vitórias
11 gols
e 13 Guerreiros....

- pera ai.... 13?
- não sabe contar?

Sim são 13, pois conseguiu trazer novamente a torcida para o jogo, essa torcida que em 2013 viu esse imbróglio Fluminense e que 2014 nos primeiros meses não via solução em mais nada, voltou a acreditar naquele impossível novamente...

É como dizia Nelson Rodrigues:
"E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos".

Hoje vejo uma luz no fim do túnel, vejo uma distribuição tática que não via desde a era Abel Braga em 2012, e o principal: vejo brilho nos olhos dos jogadores e principalmente da torcida.

Dai você pode me falar:
- Aaaa mais só pegou “molezinha” nesses três jogos!

E eu te diria:
- É verdade, mais será que algum desses outros técnicos citados fariam o mesmo?

Bem houve a mudança e a mudança precisava ser feita, se foi acertada ou não só os números e o tempo irão responder, mas por hora está sendo muito bem vinda!

e assim...
Salve O Imbróglio Tricolor!


Desejo sucesso a todos da “Turma da Arquibancada” e prometo que vou tentar falar abertamente de forma criativa sobre o nosso futebol carioca e em especial pelo meu Fluminense.
Então vamos as aventuras futebolísticas que nos aguarda por esse ano.
Saudações Tricolores,
Rafael Esequiel.

domingo, 20 de abril de 2014

OS OUTROS CLÁSSICOS DO BRASIL - “RE-PA”



                                fonte: www.soupapao.com

A rapaziada de hoje em dia pode até não sabe, mas em Belém, capital do Estado do Pará, existe a maior rivalidade do Norte e uma das maiores do Brasil: o clássico “RE-PA” disputado pelo Clube do Remo e o Paysandu Sport Club.

O "PAPÃO" DA CURUZU


                                fonte: www.paysandu.com.br
                                      
O Paysandu nasceu após uma briga interna do Norte Club, por conta  do resultado  de uma partida da Liga. O clube realizava uma boa campanha e precisava vencer o Guarany para forçar uma partida extra com o Grupo do Remo. Após o empate em 1 a 1, os integrantes do Norte Club, inconformados, solicitaram à Liga Paraense de Foot-Ball a anulação da partida, devido a diversas irregularidades que julgou improcedente o recurso. A decisão não agradou nem um pouco aos integrantes do Norte Club, que decidiram então criar um movimento, sob a liderança de Hugo Manoel de Abreu Leão, para a fundação de uma nova agremiação, mais forte, para poder enfrentar em igualdade de condições os seus adversários.  Em 02 de fevereiro de 1914 o Paysandu é fundado oficialmente.
O clube é conhecido pela expressão “Papão da Curuzu”, criada no ano de 1948 pelo jornalista Everardo Guilhon,. Em uma de suas crônicas, Guilhon explicou que quando era criança, sua mãe, ao botá-lo na cama, amedrontava-o, dizendo: “dorme logo, pois lá vem o bicho-papão!”. O jornalista associou esse fato à grande equipe que o Paysandu possuía na época que metia medo em seus adversários, escrevendo a seguinte manchete no jornal A Vanguarda: “Hoje treina o bicho-papão”. Não demorou muito para o apelido se familiarizar entre os torcedores. A mascote é representada por um lobo, vestindo o uniforme oficial do clube, segurando uma bola de futebol na mão esquerda e fazendo um sinal de “beleza” na mão direita.O Clube atualmente é o maior vencedor do estado com 45 campeonatos paranaenses, 2 brasileiros da série B e uma copa do campeões em sua vasta galeria de troféus. Além de uma boa campanha na Copa Libertadores da América de 2003. Entre os seus maiores ídolos nós temos:  Carlos Germano, Edil “Highlander”, “Robgol”, Iarley, Cacetão, Cacaio, Vandick, Vélber, Sandro Goiano, Quarentinha, etc. 


O “LEÃO AZUL” 


                               fonte: www.osgeraldinos.com.br

O clube nasceu Grupo de Remo, em 05 de fevereiro de 1905, surgiu em um momento de grandes transformações em Belém. Originalmente, o Leão nasceu voltado para a prática do remo, esporte muito praticado principalmente da elite paraense no início do século 20, fazendo com que a agremiação tornar-se a preferência clubística entre as famílias dos chamados “barões da borracha”.A capital paraense vivia um  período marcado por um intenso desenvolvimento da cidade graças às reformas que o prefeito Antônio Lemos, proporcionadas através da grande riqueza gerada pelo Ciclo da Borracha. Foi nessa época, mais precisamente em 1905, que sete rapazes (Victor Engelhard, Raul Engelhard, José Henrique Danin, Eduardo Cruz, Vasco Abreu, Eugênio Soares e Narciso Borges) tiveram a ideia de criar uma nova agremiação náutica, após desentendimentos com outros atletas do Sport Club do Pará, momentos antes da realização de uma regata, provocando a saída desses remadores. Os dissidentes logo ganharam força com o apoio de outros desportistas e fundaram no dia 5 de fevereiro de 1905 o Grupo do Remo. O nome foi sugestão de Raul Engelhard, adaptado de Rowing Club, um clube inglês que conheceu quando estudara na Europa. Em reunião da Assembléia Geral, realizada no dia 14 de fevereiro de 1908, A data de 15 de agosto foi escolhida para marcar a inauguração oficial do novo clube, como forma de prestar homenagem à adesão do Pará à Independência do Brasil. Em 1913 foi criado o departamento de futebol azulino na época em que o clube ainda era chamado de Grupo do Remo. O time foi sendo formado aos poucos com os concursos de atletas vindos de outros clubes, dentre eles o Sport Club do Pará e a União Sportiva, bicampeão estadual (1908 e 1910).
O clube possui 42 títulos estaduais, 1 série C do Campeonato Brasileiro,  1 Copa Norte-Nordeste, 3 copas Norte. Entre os seus maiores ídolos nós temos: Clemer (goleiro multi-campeão no S.C. Internacional), Giovanni, Véliz, Belterra, Chico Monte Alegre, Marquinhos Belém, Nelinho, Rosemiro,  Marinheiro, Rubilar entre outros.

O CLÁSSICO

 
                                         fonte: www.remo100porcento.com.br

O confronto também é conhecido como o Clássico Rei da Amazônia, já que envolve as duas maiores forças do futebol da Região Norte do Brasil. Provavelmente é o clássico mais disputado do futebol mundial com mais de 700 partidas realizadas. Além de terem as maiores torcidas da região, os jogos entre Remo e Paysandu são conhecidos e admirados pelos grandes públicos mesmo quando os times não atravessam boa fase.

Segundo dados do jornalista Ferreira da Costa, autor dos livros "A História do Clássico Re x Pa" e "Remo x Paysandu - O Clássico mais disputado do futebol mundial - 700 jogos", fornecidos ao jornal O Liberal em 2014 e atualizados a partir de então, o clássico tem as seguintes estatísticas gerais:
  • Jogos: 724
  • Vitórias do Remo: 252
  • Empates: 246
  • Vitórias do Paysandu: 226
  • Total de gols: 1 864
  • Gols do Remo: 935
  • Gols do Paysandu: 929
CURIOSIDADES

- Maior goleada do Paysandu: 7 a 0 em 26 de julho de 1945. Maior goleada do Remo: 7 a 2 em 1939;
- Maiores artilheiros do clássico: Hélio (Paysandu): 47 gols, Itaguary (Remo/Paysandu): 30 gols, Quarenta (Paysandu) e Cacetão (Paysandu): 28 gols, Bené (Paysandu): 26 gols, Quiba (Remo): 24 gols, Carlos Alberto (Paysandu): 23 gols, Jaime (Remo/Paysandu): 22 gols, Farias (Paysandu) e Jeju (Remo/Paysandu): 21 gols e Santo Antônio (Remo): 19 gols;

- Maior invencibilidade do Remo: 33 jogos, de 31 de janeiro de 1993 a 7 de maio de 1997. Maior invencibilidade do Paysandu: 13 jogos, de 29 de janeiro de 1970 a 9 de dezembro de 1970.









domingo, 13 de abril de 2014

Por duas polegadas

Eu não levava fé.
A fé me faltou ainda mais quando vi a escalação inicial do Vasco. Um time que precisa erguer uma taça não pode entrar em campo com a escolta de 8000 volantes. Descontando as boas atuações defensivas de Guiñazu, Fellipe Bastos e Pedro Ken, Adilson Batista tinha que dar opções para agredir o adversário em seu campo de defesa. A melhor opção para o lugar do lesionado Everton Costa ficaria entre Bernardo e Montoya. Só o comandante vascaíno não enxergou o óbvio. Batista resolveu entrar com o velocista William Barbio, um jogador que tem apenas a velocidade como característica e esquece da bola quando corre. Não entendo. Para acabar de completar, Edmilson, uma das gratas surpresas vascaínas no carioca, se contundiu antes do apito inicial. Tragédia anunciada.
Por conta do resultado de quarta contra o Leon, o Flamengo entrou com a responsabilidade de fazer valer os vinte e cinco anos de supremacia em relação ao Vasco. A cultura imediatista do futebol e o amadorismo dos dirigentes pediriam algumas cabeças se o resultado fosse negativo. Jayme possivelmente puxaria essa barca com alguns nomes que serviriam de exemplo. Os jogadores rubro-negros entraram na faca nos dentes no início de jogo. Não foram superiores ao time cruzmaltino, que dominou boa parte das ações na primeira etapa, mas exibiram muita vontade.
Apesar de a melhor chance ter sido do Flamengo, o primeiro tempo foi bastante equilibrado. Não houve o lance extremo que fizesse o torcedor quebrar coisas de casa ou xingar o desafortunado que a desperdiçou.
O jogo só começou a tomar ares de decisão nas bisonhas expulsões de André Rocha e Chicão. A partir daí, Vasco e Flamengo tiveram que ajustar posicionamentos ou fazer substituições. E o jogo ficou bem melhor.
O Flamengo saiu perdendo bastante com a saída forçada do veterano zagueiro. Coube ao Vasco somente uma mudança de posicionamento de Fellipe Bastos. O Erazo o substituiu e quase determina diretamente números finais à partida. Foi o equatoriano que cometeu o pênalti sofrido por Pedro Ken e convertido por Douglas. Aliás, o meia Douglas fez uma partida bem aquém do que se espera como principal contratação do time. Perdeu bolas fáceis, não conseguiu dar continuidade aos contra-ataques e foi dominado por Amaral na maior parte do tempo.
A predileção por volantes do comandante vascaíno derrubou o Vasco. Ao invés de tentar prender a bola no campo adversário, no momento crucial, Adilson sacou o garoto Thalles e colocou o truculento Aranda em campo. Prato cheio para os deslocamentos de Paulinho e Everton. Deu no que deu. Após um escanteio conquistado, aos quarenta e cinco do segundo tempo, o Flamengo chegou ao empate. É verdade que Márcio Araújo estava adiantado. É verdade que se Rodrigo, que havia saído contundido após um choque com um jogador adversário, estivesse na área as chances de corte seriam imensas. No entanto, um "se" não levanta taças e nem consagra heróis. Vide as histórias de Cruijff, Zico e Puskas nas copas que disputaram. Apesar da minha descrença, o Vasco conseguiu se impor diante de um Flamengo, que apesar de igualmente limitado, como a maioria dos clubes brasileiros, tem um melhor material humano atualmente.
A derrota vascaína chega como o mito da derrota da miss Martha Rocha para a americana Miriam Stevenson, em 1954: foi apenas por duas polegadas.