segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O VERDE QUE DÁ ESPERANÇA!

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O dia 29 de novembro foi um dia muito triste para o futebol mundial. Principalmente para uma cidade de 210.000 habitantes, localizada no estado de Santa Catarina. Setenta e um passageiros foram vitimados naquele que é o pior acidente aéreo envolvendo uma delegação esportiva.
O sonho da Chapecoense foi interrompido pela queda do avião. Dias antes, o time de Chapecó havia conquistado de forma heróica, contra o perigoso San Lorenzo, o direito de buscar o título da Copa Sul-Americana. O time a ser batido passava a ser o Atlético de Medellín, uma das equipes de futebol mais sinuoso e atual campeão da América. A festa foi cancelada antes mesmo da chegada dos convidados. As primeiras notícias chegavam de forma desencontrada. O que aconteceu de fato? Quantas vidas seriam possíveis resgatar daquele dia? E o avançar da manhã de um dia do final de novembro relevou que era a morte do futebol que estava decretada.
No que seria um duelo entre alviverdes, a dignidade e humanidade com que agiram os colombianos é de se aplaudir de pé. Para os que não sabem, o Atlético Nacional (conhecido antigamente como Nacional de Medellín) passou anos com a mancha e a carga de ser atrelado à figura do narcotraficante Pablo Escobar. O mundo deu voltas e permitiu ao clube de Medellín oferecer um gesto magnânimo aos brasileiros. O Atlético abriu mão do título em prol do clube catarinense.
A lógica diria que os colombianos venceriam a decisão, pois eles têm mais time e maior envergadura em competições continentais. No entanto, a importância dos catarinenses estava consolidada depois de derrubar dois gigantes argentinos, o Independiente e o San Lorenzo.
A Chapecoense já não era mais uma mera desconhecida e muito menos entraria para demonstrar algum vestígio de medo. Tudo conspirava para uma grande decisão. Caio Junior aproveitou bem a base montada por Guto Ferreira e alinhou isso ao melhor período de sua carreira, e teve atletas com muito mais gana de jogar do que preocupados com status. A diretoria vinha fazendo um trabalho sério e competente fora das quatro linhas. Arrisco-me a dizer que, caso mantivesse a ordem, poderíamos ter, em menos de uma década, o nascimento de uma quinta força no sul do país. A queda de um transporte aéreo levou embora muito mais do que futebol.

Texto feito em parceria entre: Sergio Henrique Homem e  André Lima - 05 de Dezembro de 2016




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