terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"Que a mão esquerda não saiba o que a direita faz"


Por conta de toda comoção com o drama enfrentado pela Chapecoense, muitas ofertas de ajuda estão chegando pelas portas da Arena Condá. A grande questão parece ser aceitar o que é necessário ao clube e saber refutar o que não lhe acrescentará nada a longo prazo. Sim, porque a Chapecoense precisa de um planejamento a longo prazo, não de uma caridade que se evapora tão logo os olhares da mídia se distanciem.
Os atacantes Ronaldinho e Gudjohnsen (Ex-Barcelona, Ex-Chelsea e Pune City), respectivamente, por meio de empresário ou de forma pessoal, ofereceram seus préstimos ao time de Chapecó. Ainda que no campo da boataria, outro nome surgido é o do argentino Román Riquelme, que também teria se mostrado disposto a interromper sua aposentadoria e atuar em Santa Catarina. Apesar do gesto de aparente boa vontade, o que se pode notar é que os três jogadores, com idade muito superior a trinta e em franca decadência (ou hibernação), nada acrescentariam em termos de reconstrução.
                Atualmente sem clube, o treinador Levir Culpi ofereceu trabalho voluntário até o fim do Campeonato Catarinense. Embora a proposta seja muito generosa, a atuação pelo período de 180 dias não ajudaria na reconstrução de um padrão tático e a colocação nos trilhos de um time que saltará do papel nas próximas semanas. O mínimo de contrato que se poderia aceitar de um técnico, para que realmente uma missão seja deflagrada, é o espaço de um ano.
                Ivan Tozzi, o presidente em exercício do clube, é rápido em afirmar que busca profissionais que tenham comprometimento com as cores do time. Faz isso de maneira grata, mas de forma que fica claro o objetivo de retrabalhar com dignidade, sem a necessidade de um marketing exagerado para levantar um castelo de cartas ou de areia que cairá ao dissabor dos primeiros ventos ou dos ataques das ondas vindouras.
                Lembrando que a Chapecoense, quando iniciou sua projeção na elite do futebol brasileiro, era um clube com investimento modesto. Em 2014, sua folha salarial batia na casa de R$ 1, 3 milhão e um teto salarial de R$ 70 mil. Ainda ressaltando que Conca e Fred, jogadores do Fluminense na mesma época, embolsavam cerca de R$ 1 milhão cada um. E isso não mudou muito durante o período que antecedeu a fatalidade com o elenco do clube. Em 2016, a média salarial era de R$ 30 mil. Contrariando a filosofia dos sheiks árabes ou dos russos obscuros, esse valor formou um grupo coeso e disposto a fazer história com suor e com gana.

Uma solução lógica é aceitar a entrada das doações (jogos beneficentes, o leilão capitaneado por Felipe Melo na Internazionale, doações avulsas de jogadores e ex-jogadores, etc) e pinçar jogadores jovens que não venham sendo aproveitados nos times de grande porte da série A. Atlético-MG e Corinthians foram clubes que ofereceram suporte por meio de seu plantel, e ainda há rumores de outros que fizeram o mesmo tipo de oferecimento. E assim haveria material humano para moldar um time com o mesmo tipo de pensamento que norteou a caminhada da Chapecoense nesses últimos três anos. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O VERDE QUE DÁ ESPERANÇA!

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O dia 29 de novembro foi um dia muito triste para o futebol mundial. Principalmente para uma cidade de 210.000 habitantes, localizada no estado de Santa Catarina. Setenta e um passageiros foram vitimados naquele que é o pior acidente aéreo envolvendo uma delegação esportiva.
O sonho da Chapecoense foi interrompido pela queda do avião. Dias antes, o time de Chapecó havia conquistado de forma heróica, contra o perigoso San Lorenzo, o direito de buscar o título da Copa Sul-Americana. O time a ser batido passava a ser o Atlético de Medellín, uma das equipes de futebol mais sinuoso e atual campeão da América. A festa foi cancelada antes mesmo da chegada dos convidados. As primeiras notícias chegavam de forma desencontrada. O que aconteceu de fato? Quantas vidas seriam possíveis resgatar daquele dia? E o avançar da manhã de um dia do final de novembro relevou que era a morte do futebol que estava decretada.
No que seria um duelo entre alviverdes, a dignidade e humanidade com que agiram os colombianos é de se aplaudir de pé. Para os que não sabem, o Atlético Nacional (conhecido antigamente como Nacional de Medellín) passou anos com a mancha e a carga de ser atrelado à figura do narcotraficante Pablo Escobar. O mundo deu voltas e permitiu ao clube de Medellín oferecer um gesto magnânimo aos brasileiros. O Atlético abriu mão do título em prol do clube catarinense.
A lógica diria que os colombianos venceriam a decisão, pois eles têm mais time e maior envergadura em competições continentais. No entanto, a importância dos catarinenses estava consolidada depois de derrubar dois gigantes argentinos, o Independiente e o San Lorenzo.
A Chapecoense já não era mais uma mera desconhecida e muito menos entraria para demonstrar algum vestígio de medo. Tudo conspirava para uma grande decisão. Caio Junior aproveitou bem a base montada por Guto Ferreira e alinhou isso ao melhor período de sua carreira, e teve atletas com muito mais gana de jogar do que preocupados com status. A diretoria vinha fazendo um trabalho sério e competente fora das quatro linhas. Arrisco-me a dizer que, caso mantivesse a ordem, poderíamos ter, em menos de uma década, o nascimento de uma quinta força no sul do país. A queda de um transporte aéreo levou embora muito mais do que futebol.

Texto feito em parceria entre: Sergio Henrique Homem e  André Lima - 05 de Dezembro de 2016




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

COLUNISTA CONVIDADO: Diogo Simas

Pinta de…
- Você acertou na mosca!
Minha mãe me acordou com esta mensagem após a eleição do Trump. Muitos davam como certa a eleição de Hillary. Para mim, era certa a eleição do Trump!
Vou muito aos Estados Unidos. Gosto dos Estados Unidos. País decidido, toma iniciativa, faz sua vontade. Acerta e erra, mas quando decide faz. O Trump é a cara do “Norte-americano”. Fala o que pensa sem pensar, não é um primor de educação e deixa claro que adora dinheiro.
Não identificá-lo com seu povo? Impossível.
Tanto aqui como lá, muitos acreditavam que era impossível sua eleição.
Acreditavam? Torciam!
Acreditar. Torcer.
Sou Alvinegro. Não sou Vascaíno. Mas quero que o Vasco suba. Não há rivalidade que me faça crer que um time do tamanho do Vasco deva permanecer na Série B. Mas há problemas. Hoje, haverá problemas.
Problema… O Vasco está jogando mal!
Quando começa a Série B damos como certo o acesso. Ano passado foi assim. No outro também. E no outro… Mas o que leva ao acesso é jogar bem e o Vasco está jogando mal. Vai jogar bem hoje?
Problema… O time é fraco!
Essa é a verdade. Tendemos a enxergar jogadores de times grandes como melhores do que dos demais. Tendemos a enxergá-los melhores do que são. O time do Vasco é melhor do que os outros? Talvez. Mas é muito melhor? Esse time é incapaz de vencer por inspiração. Que vença por transpiração! Isso não sinto, não vejo, não percebo. Vai haver transpiração hoje?
Mas, como no início, acreditamos que o Vasco subirá. Afinal, é o Vasco. Subirá sim! Eu acredito! Todos acreditam!
Está definido: o Vasco subirá!
Nos Estados Unidos, muitos acreditavam que daria Hillary e, contra todos os prognósticos, deu Trump.
Problema… o Vasco está com uma pinta de Hillary… 

Diogo Simas
Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2016.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

OS OUTROS CLÁSSICOS DO MUNDO: "OLD FIRM"

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Old Firm ("velha firma", em inglês) é o nome popularmente dado ao maior clássico do futebol escocês,  protagonizado por Celtic x Rangers. É um dos clássicos de futebol mais antigos do mundo e para muitos especialistas esta é a maior rivalidade do futebol mundial devido às divergências culturais e religiosas envolvidas.
No segundo jogo da final da Copa da Escócia de 1909, com 60.000 espectadores no Estádio de Hampden Park, uma briga de enormes proporções entre torcedores dos dois clubes e também com a polícia, suspendeu a decisão e inaugurou a fase violenta deste confronto.
A confusão iniciou-se por rumores de que os dois clubes, que já haviam empatado a primeira partida, teriam combinado nova igualdade no placar, pois haveria interesse de ambos em realizar um terceiro jogo para definir o campeão por interesses econômicos, com a venda de mais ingressos. O clássico receberia então o apelido de "The Old Firm", uma insinuação que ambos os clubes se beneficiariam financeiramente da antipatia mútua.


Católicos x Protestantes
                   

Em 1900, instalava-se em Glasgow um estaleiro, de nome Harland & Wolf, que tinha como norma não contratar católicos. Este fato trouxe à tona o problema religioso escocês, que imediatamente foi transferido para o futebol, já que ambos os clubes tinham identidades com as partes envolvidas, o Celtic, católico e Rangers, protestante.
O Rangers é um clube no qual boa parte de seus torcedores é devota do Anglicanismo, ou seja, seguidores político-religiosos da Rainha do Reino Unido. Sua torcida traz uma grande bandeira, onde está pintado o rosto da Rainha Elizabeth II, a atual líder anglicana, além de venerarem o UVF (grupo terrorista protestante do Ulster) e costumamente portarem bandeiras do Reino Unido nos jogos.Embora no início fosse uma equipe aberta, resolveu adotar a política de aceitar apenas protestantes ainda em 1890.
Já o Celtic, apesar de sua identificação com os católicos, entretanto, nunca se restringiu a eles, sempre tendo aceitado jogadores de todas as religiões, possui milhares de torcedores entre os católicos das duas Irlandas. Sua torcida exibe uma bandeira alviverde com o retrato do falecido papa João Paulo II, costumando portar bandeiras da República da Irlanda e da Escócia. Os mais extremistas também exaltam o IRA (grupo terrorista católico).
Estes são os números do clássico escocês:
  • Número de partidas: 572
  • Vitórias do Rangers : 241
  • Vitórias do Celtic : 199
  • Empates : 132

A Cidade de Glasgow


Capital e  maior cidade da Escócia. É a terceira mais populosa do Reino Unido, depois da capital Londres e de Birmingham, e a mais populosa cidade britânica fora da Inglaterra.
A cidade oferece vários museus e inúmeros e extensos parques. A cidade tem três catedrais; a Catedral de Glasgow, hoje uma igreja da Igreja da Escócia; a Catedral Santa Maria de Glasgow, da Igreja Episcopal; e a Catedral Santo André de Glasgow, da Igreja Católica. Alem do turismo, comércio, indústria e serviços financeiros também movimentam a economia local..

Rangers 
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Os quatro fundadores do Rangers, os irmãos Moses Mcneil e Peter McNeil, Peter Campbell e William McBeath encontraram-se em março de 1872 e deram o nome depois de vê-lo numa revista de rugby. A fundação oficial do Rangers é reconhecida como tendo sido em 1873, quando o clube se reuniu pela primeira vez e todo o time. Os dados dessa temporada, como os registos dos jogos amisotos e os registros da época em que entrou na Federação Escocesa de Futebol foram perdidos. .
Em 2012 o Glasgow Rangers que devia mais de 26 milhões acabou por declarar falência e  foi comprado por um empresário e passou a chamar-se The Rangers FC recomeçando a sua escalada no futebol na Quarta Divisão da Escócia. Venceu todas as divisões e agora, cinco temporadas depois, retorna para a primeira divisão na temporada 2016/ 2017.
O Ibrox Stadium Fica no bairro de Ibrox. Foi inaugurado em 1899, com capacidade para 4.500 torcedores. Em mais de 100 anos, o estádio passou por várias reformas. A mais recente, em 2006, aumentou a capacidade para 50,817 torcedores, sendo um dos maiores da Grã-Bretanha.
O Rangers conquistou 54 campeonatos escoceses, e detém o maior número de troféus domésticos do mundo.

Celtic

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O Celtic Football Club foi formalmente constituído na Igreja de St. Mary, na East Rose Street (atual Forbes Street), Calton, Glasgow, pelo irmão Marista Walfrid Kerins em 6 de novembro de 1887, com o propósito de aliviar a pobreza no leste de Glasgow. O projeto de caridade chamava-se The Poor Children's Dinner Table.
A população da região era formada, em sua maioria, por imigrantes irlandeses, vistos na época como cidadãos de segunda classe. Discriminados na condição de estrangeiros, eles recebiam salários inferiores à média. A escolha do nome Celtic foi uma maneira de propagar o orgulho que os integrantes tinham de suas origens.
O novo clube alugou um terreno, e um grupo de voluntários trabalhou para transformá-lo em um campo de jogo.
O primeiro jogo oficial do Celtic foi um amistoso jogado no velho Celtic Park, em 28 de maio de 1888 contra o Rangers. O clube vestia camisas brancas com uma gola verde e uma Cruz Céltica verde e vermelha no peito. As camisas foram doadas ao clube. Os calções eram pretos e as meias verde-esmeralda.
Seu estádio é o Celtic Park, localizado em Parkhead, suburbio de Glasgow. O estádio é conhecido por Parkhead, devido à região onde está o estádio, e foi apelidado de Paradise pelos torcedores do Celtic. É o segundo maior estádio da Escócia (depois do Murrayfield) e é o segundo maior estádio de clube do Reino Unido (depois do Old Trafford).Foi inaugurado em 1892 e em 1995, após esforços para sua modernização, teve a capacidade reduzida para 60 832 espectadores.
O Celtic conquistou 47 campeonatos escoceses e uma Copa dos Campeões da Europa.


Curiosidades

- . Kenny Dalglish é um exemplo famoso de protestante que atuou no Celtic na época em que o Rangers, clube que torcia, continuava restrito;
- . Jock Stein, mítico treinador do Celtic, inclusive incentivava os seus olheiros a, caso encontrassem jovens protestantes e católicos de talentos similares, a investirem nos protestantes e os convencerem a atuar no alviverde, uma vez que os católicos não seriam em nenhuma hipótese usados pelo Rangers;
- Os recordes de público deste clássico são os confrontos de 1º de janeiro de 1938 com 92.000 espectadores no Celtic Park e de 118.567 espectadores no Ibroux Park (Rangers) em 1º de janeiro de 1939;
- O Ibrox Stadium é um dos 27 estádios 5 Estrelas segundo a UEFA e um dos dois da Escócia (o outro é o Hampden Park), podendo receber finais da Liga dos Campeões da UEFA e da Copa da UEFA.
- Em 1876 o Rangers teve o seu primeiro convocado com Moses McNeil a representar a Escócia numa partida contra o País de Gales;
- A primeira Old Firm de todas teve lugar em 1888, data da criação oficial do Celtic. O Rangers perdeu por 5-2 para o Celtic que tinha praticamente todos os jogadores emprestados pelo Hibernian F.C;
- A maior goleada do clássico foi: Celtic 7x1 Rangers;
- O Celtic é o único clube na história a conquistar uma Copa Européia com um time completamente formado de jogadores pratas-da-casa e o único escocês a chegar na final.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

DE TRÊS ! ( Por Marcos César da Silva)

Estadual do Rio x NBA, o contraste


Que nós amamos o basquete, não é novidade, mas é difícil manter esse amor pelo esporte aqui no Brasil, quando quem "organiza" o nosso minguado Campeonato Estadual esforça-se de maneira absurda para que desistamos de torcer.

A final do Campeonato Estadual, que já teve apenas quatro clubes, foi, como se esperava, disputada por Flamengo e por Vasco da Gama. Em razão da estúpida briga entre suas próprias torcidas, o Flamengo foi penalizado com duas partidas com portões fechados. Sem dúvida que a punição poderia ser paga no futuro, em jogos de menor apelo, contudo, os dirigentes não agiram com a razão, pelo que acabaram por matar o já combalido campeonato, impondo um primeiro jogo sem torcida, disputado no Ginásio Hélio Maurício, na Gávea. Pouco antes da partida, o Flamengo conseguiu um efeito suspensivo, mas não havia mais tempo para alterar o local do jogo.

Em quadra, com apenas seis jogadores adultos e com juvenis completando o plantel, o Flamengo conseguiu a vitória, com excelente atuação de Marcelinho Machado e de JP Batista.

Quando se achava que a segunda partida teria público, a diretoria do Vasco da Gama preferiu a vantagem técnica de jogar em casa e marcou o jogo para São Januário. Sem os alvarás de segurança, mais uma vez, a partida foi disputada com portões fechados, com vitória da equipe cruzmaltina, em excelente atuação individual do armador Hélio, mantendo a tradição de jogadores que arrebentam contra seus ex-clubes.

A cereja do bolo? Não há data para a última partida, já que começaram os compromissos da temporada regular da NBB. O Flamengo, mandante, sugeriu a longínqua data de 06 de Dezembro de 2016, mas até o fechamento desta edição, a FBERJ não tinha decidido nada.

O contraste do nosso combalido campeonato com a NBA é tamanho, que a comparação aqui é retórica. Lá, o basquete é levado a sério.

Grande bicho papão no papel, o Golden State Warriors foi triturado pelo San Antonio Spurs na estreia. Greg Poppovich deu uma aula, mais uma vez, trabalhando em cima dos pontos fracos da equipe californiana. Kawhi Leonard e Lamarcus Aldridge passearam em quadra e a vantagem de 29 pontos, com o placar final de 129 x 100, foi coroada com uma sensacional enterrada de Ben Simmons, que mereceu o primeiro lugar no Top 10 da rodada de abertura da NBA.

Na outra ponta das expectativas, os Lakers, com um time extremamente jovem, conseguiram uma marcante vitória sobre o Houston Rockets da estrela James Harden. Luke Walton deu mobilidade ao time, que jogou em alta velocidade e contou com um impressionante aproveitamento nas bolas de três, para bater um Rockets renovado, com Harden jogando de armador e levando a bola, uma aposta de Mike D´Antoni para a temporada. Nenê e Marcelinho Huertas foram discretos na partida.

Para encerrar, LeBron James e sua trupe mostraram ao que vieram. Com uma atuação soberba do King James, não tomaram conhecimento do New York Knicks e venceram com autoridade, por 117 x 88. Nos Knicks, o quinteto titular promete, com Rose, Anthony e Porzingis merecendo destaque.

Na semana que vem, voltamos falando mais sobre o basquete, no Brasil e no Mundo. 

Grande Abraço a todos!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

OS OUTROS CLÁSSICOS DO MUNDO: PEÑAROL x NACIONAL





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"Clásico del fútbol uruguayo"

Peñarol x Nacional disputam o principal clássico do Uruguai. Ambos os clubes estão sediados na capital do país. É o mais antigo clássico do continente americano. Fica atrás apenas dos confrontos da Inglaterra e demais países da Grã-Bretanha. Detentores de diversos títulos nacionais e internacionais, ambos os clubes foram base para os títulos mundiais de 1930 e 1950 .

Cidade de Montevidéu

Montevidéu nasceu de um pequeno povoado de índios tapes e imigrantes das Canárias radicados em torno de um forte construído, em 1723, por ordem de Bruno Mauricio de Zabala, governador espanhol de Buenos Aires, para manter as tropas portuguesas de Manuel de Freitas da Fonseca fora do Rio da Prata. Em 1726, adquire estatuto de cidade. Localiza-se na margem oriental (leste) do Rio da Prata (Río de la Plata) com 67 quilômetros de costa.
A cidade é sede política e financeira do país. É nas suas indústrias que são processados os derivados da , carne e couro vindos das criações do interior do país para exportação. Montevidéu também concentra indústrias calçadistas, alimentícias e têxteis e de base como de cimento, de construção naval e exploração de petróleo.



“Decano Del Futbol Uruguayo”
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Em 14 de maio de 1899 na casa do Dr. Ernesto Caprario, ao lado do atual Teatro Verdi, sócios, jogadores e dirigentes dos clubes Uruguay Atlética Club, com sede em La Unión, e Montevideo Football Club fundem-se para criar o Club Nacional de Football, primeira equipe criolla ( filhos de espanhóis nascidos fora do país) da América Latina. Tem inspiração no nome escolhido e nas cores da bandeira de José Artigas: As cores do clube são azul, branco e vermelho, que se refletem nas suas sociais e os símbolos foram formados a partir da bandeira de independência uruguaia.
O clube possui 45 títulos do campeonato uruguaio, 3 libertadores da América e 3 interclubes como suas principais conquistas.
O estádio Gran Parque Central é a casa do Nacional. Construído para a copa de 1930, e fica Localizado no bairro La Blanqueada, em Montevidéu, foi remodelado no começo de 2005, é o campo do Nacional, com capacidade para 26.500 pessoas, foi recentemente reconhecido pela FIFA por ter sido sede da primeira partida da história das Copas do Mundo (disputado em 13 de Julho de 1930, entre Estados Unidos e Bélgica, pelo Grupo D da Copa do Mundo, com resultado favorável para os americanos por 3 a 0). Simultaneamente, outra partida foi disputada no atualmente inexistente Estádio Pocitos. Para encontros que se possam ter um maior público que do Parque Central, utiliza-se o Estádio Centenário.
Jogadores históricos: Álvaro Recoba, Dario Pereyra, Diego Lugano, Hugo de Leon, Rodolfo Rodriguez, Luiz Artime, Manga, Domingos da Guia, Ruben Sosa,etc.

“Os Carboneros”
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Fundado em 28 de setembro de 1891 sob o nome de Central Uruguay Railway Cricket Club, também conhecido como CURCC.[2] Renomeado CURCC Peñarol em 13 de Dezembro de 1913, adotando o nome final do Club Atletico Peñarol em 12 de março 1914. O nome deriva do bairro Peñarol localizado na periferia de Montevidéu chamado de Villa Peñarol.
Alguns pesquisadores argumentam que o CURCC e Peñarol herdaram a tradição e há uma continuidade entre ambos, mesmo sendo duas instituições diferentes sociológica e jurídicamente.
Em 1892 começa-se treinar futebol, se resolve na Assembleia de 05 de maio e é designado como capitão John MacGregor. Poucos dias depois é jogado o primeiro jogo, em 11 de maio contra uma equipe de estudantes do Colégio Britânico. Foi vitória carbonera por 3 a 2.
Desde a sua criação, o presidente Roland Moor usou as cores amarelo e preto espelhando-se na Locomotiva Rocket devido a forte ligação com a empresa ferroviária.

O clube é o maior campeão Uruguaio com 50 conquistas, além de 5 copas libertadores da América e 3 interclubes.

O  Peñarol inaugurou recentemente o Estádio Campeon Del Siglo: No início de novembro de 2013, Em uma cerimônia em 19 de dezembro a pedra fundamental do novo estádio foi colocada e a construção começou no início de 2014. Foi inaugurado Dia 29 de março de 2016,com a vitória para os donos da casa por 4x1 diante o River Plate da Argentina. Possui também o Estádio José Pedro Damiani, também conhecido antigamente por"Las Acacias"  que  atualmente não se encontra liberado por razões de segurança, para disputar partidas da primeira divisão. Em jogos de grande apelo de publico,costuma-se usar o histórico Estádio Centenário.
Jogadores Históricos: Ghiggia, Obdulio Varela, Pedro Rocha, Chilavert, Luis Cubilla, Jair Gonçalves, Elias Figueroa, Pablo Forlan, Diego Forlan, Schiaffino, Ladislao Marzurkiewicz, etc.

O Clássico

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Há duas versões para o começo da história deste clássico. Uma corrente defende que estas duas equipes enfrentam-se desde 15 de julho de 1900 (vitória do CURCC, que seria o nome anterior do Peñarol, por 2 a 0, sobre o Nacional). Outra corrente defende que o primeiro enfrentamento foi em 14 de dezembro de 1913, com um empate em 2 a 2 entre Nacional e Peñarol, clube que teria sido formado por indivíduos que militavam no CURCC, possuindo outro nome.
O Nacional costumava contar com a simpatia dos uruguaios de ascendência espanhola, assim como o Peñarol costumava ter a simpatia dos uruguaios com ascendência italiana. A explicação para isto, é que o tricolor Nacional surgiu como um clube criollo, ou seja, nativo, formado "somente por uruguaios", numa época em que a grande maioria dos uruguaios era de origem hispânica e que os outros clubes eram dominados por estrangeiros, principalmente ingleses (caso do CURCC). Com a chegada em massa de novos imigrantes no Uruguai no início do século XX, principalmente italianos, que inicialmente foram tratados com reservas pela população local, estes tiveram tendência a se agrupar em torno do CURCC (depois Peñarol), enquanto os mais conservadores, já estabelecidos, em geral se aproximaram do Nacional.

Total de jogos: 526
184 Vitórias do CURCC/Peñarol
174 Vitórias do Nacional
169 Empates
670 Gols do CURCC/Peñarol
633 Gols do Nacional

Curiosidades:

-        Maior série invicta em clássicos: Nacional, 16 partidas (7 vitórias e 9 empates) e pelo lado do  Peñarol, a maior série invicta foram de 14 partidas (7 vitórias e 7 empates);
-        O Nacional tem o maior artilheiro da história do clássico: o argentino Atilio Garcia, com 34 gols. O clube  também detém o recorde por ter 10 vitórias em clássicos seguidos (entre os anos 1939 e 1942). Entre estes 10 clássicos apareceu a maior goleada dos clássicos entre Nacional e Peñarol: Em 14 de dezembro de 1941 o Peñarol foi derrotado pelo Nacional por 6 a 0;
-        Enzo Francescoli, um dos maiores jogadores da historia do futebol uruguaio é torcedor declarado do Peñarol;
-        O Penãrol é considerado o maior clube sulamericano no século XX de acordo com a IFFHS.



                                              Sergio Henrique Homem ( SERGINHO)




 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

DE TRÊS ! ( Por Marcos César da Silva)

TORCIDAS "DESORGARNIZADAS", PARA QUE SERVEM?


Depois de meses, voltei ao ginásio do Tijuca, para assistir ao basquete do Flamengo, que enfrentava o Vasco da Gama.
Começou o jogo, Flamengo melhor, dominando amplamente a partida, abriu 18 pontos. Aí, do nada, a Raça Rubro Negra, e nem foi toda ela, uma meia dúzia da meia centena que estava por lá, resolve brigar com a Torcida Jovem, mais uma vez uma meia dúzia da meia centena. Resultado, PM, pelo GEPE, acertadamente distribuindo borrachada, que era para por esses meliantes nos seus lugares.
Há exceções, como a Fla Manguaça, a Fla Chopp e até a Urubuzada, que eu NUNCA vi partir para a briga com ninguém, mas torcidas organizadas só servem para isso. Ah, puxa cantos, torcem, mas se ficassem só no incentivo, seria maravilhoso. Mas não, tem que brigar...
Resultado, jogo interrompido, gás de pimenta e o time cruzmaltino foi lá e tirou boa parte da vantagem.
Segundo tempo, reservas do Flamengo jogando bem e logo abriram 10 pontos. E o que fazem os imbecis uniformizados? Brigam. De novo. Novamente, jogo interrompido, esfriando a partida no momento em que o Flamengo crescia e dominava e pronto, vitória deu Vasco.
José Netto fez más escolhas. Marcelinho, a despeito de eu não gostar do estilo de jogo dele, estava bem e saiu no 1o quarto e só voltou, frio, quando o jogo pegou no breu no 4o quarto. Tirou Marquinhos quando ele levava vantagem sobre Jackson e insistiu com uma marcação por zona, que abriu para os chutes de Nezinho.
A certeza é de que as organizadas estavam com vontade de brigar. Com o futebol jogando longe, eles estavam há muito tempo sem o pugilato tradicional, daí a sanha de sair na mão, sem pensar que isso prejudicaria, como prejudicou, ao time em quadra.
Lamento pelos amigos que fazem parte de torcida e só torcem. Claro que se forem agredidos, tem que se defender, mas o que vimos foi iniciativa de todos em sair na porrada. E o jogo, bom, esse o Flamengo saiu derrotado. Bom dia, boa terça.



Marcos César da Silva escreve a coluna "De Três!" com todas as novidades do Basquete nacional e internacional.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O VERDADEIRO LEGADO OLÍMPICO




Vamos deixar de nos iludir que teremos transporte público de primeiro mundo e despoluição da abandonada Baía de Guanabara. Nem pensem também em hospitais com qualidade incontestáveis e muitos menos em melhoras na segurança ou nas escolas....Afinal estamos falando de Brasil, uma terra aonde aproveitar oportunidades sempre esbarra em boa vontade política e competência para fazer. Ainda assim, o povo tem muito do que se orgulhar desta primeira, e provavelmente  única, Olimpíada realizada na América do Sul.

Quando o brasileiro tem interesse e oportunidade faz com qualidade e capricho. A cerimônia de abertura foi um espetáculo que ficará marcado para sempre na história do evento devido a qualidade e criatividade que mostrou para o mundo que o Rio de Janeiro não é apenas carnaval. Outro “gol de placa” foi à população carioca que colaborou, participou e apoiou ao máximo o evento.

2016 foi a melhor participação do time brasileiro na história dos jogos. Batemos na trave na disputa do tiro, judô e vela sempre nos representando bem, o atletismo se destacou no salto com vara, Futebol Masculino desencantou, vitórias sensacionais do vôlei masculino de quadra e praia, além da canoagem que deu ao país o seu primeiro atleta na história olímpica a receber 3 medalhas na mesma edição. Algumas destas medalhas trazem esperanças de novos pódios em 2020.

O futebol como sempre é um capítulo à parte. Treinada pelo desconhecido Rogério Micale ( contando com algumas dicas de Tite) e montada bem em cima da hora tendo como sua grande referencia Neymar, a seleção olímpica depois de dois empates contra África do Sul e Irã  conseguiu se encontrar a partir do jogo contra Dinamarca e só voltou a ter problemas na decisão contra a Alemanha. Mereceu ganhar sim! Só que muito desta conquista se deve também pelo fato de muitas seleções não optarem pelos jogadores mais experientes ou para dar mais experiência aos mais novos. Muitos campeões olímpicos certamente não irão ter chances para defender a seleção principal...Mas ficam para a história como responsáveis pela única conquista que faltava para o futebol brasileiro. Agora é, finalmente, se organizar de forma séria para que finalmente o 7x1 se torne uma página virada.


PAPO RETO COM SERGINHO:

-        Perguntar não Ofende:

 1) William Aarão foi dispensado por deficiência técnica nos seguintes clubes: São Paulo, Chapecoense, Portuguesa e Corinthians. Foi quase que de graça para o Botafogo aonde passou a ultima temporada sendo taxado como “esforçado e mediano”. Gostaria de saber qual a mágica que aconteceu que  em menos de 6 meses ele se transformou em “craque” e “melhor do que qualquer um na seleção”. Nem Cristiano Ronaldo e Messi tiveram uma melhora tão meteórica assim. Poupem-me né?

2) Uma equipe que contrata o Roth merece melhor sorte do que disputar rebaixamento?

3) Quantos gols e pênaltis seriam precisos  para o soprador de apito fazer o correto para o Fluminense?

4) Só quem não tem argumento chama de “mimimi” as reclamações sobre as arbitragens contra os cariocas;

5) Quem são os padrinhos de Jorge Henrique, Diguinho, Jomar e Aislan no Vasco ?

 6) Será que o presidente do Santos falou algo sobre o juiz da partida

- Muralha na seleção? Melhor do que o Allison ele é !

- Preocupante ver o SPFC fazendo um jogo duro e disputado contra o Juventude que joga a série C do Brasileiro.
Sergio Henrique Homem

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A INSUPORTÁVEL BIPOLARIDADE DOS TORCEDORES




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Meus amigos: Se vocês são daqueles que sempre que seu time está mal some, não aceita a forra nas zoações, só aparece quando vence, diz que “não liga para futebol”, “não passam de 22  correndo atrás da bola”, “torço apenas pela seleção brasileira”, “nem sabia que jogava hoje”, “estamos aqui pobres e eles milionários” este texto é um recado muito mais do que direto.

Torcedores de ocasião (também conhecidos como simpatizantes) são dos piores de se aturar, pois é difícil de identificar e desaparecerem quando o time passa por um momento ruim. É o sujeito que repete tudo leu na imprensa, viu na tv ou escutou em rádio e em sua maioria é incapaz de criar um raciocínio próprio e mal diferenciam um impedimento de um escanteio. É como um parasita  que só que sugar as coisas boas e raramente entende o básico. É capaz de você conviver muito tempo com ele e sequer desconfiar qual seu time tamanha cara de pau. De uma forma geral só  aparecem quando o time ganha e nos dias de jogo ficam sentados em frente ao PC aguardando postagens para assim marcar os seus amigos ( os mesmos que ele sempre se esquivam quando não está ganhando) e ainda acham ruim as pessoas não concordarem.

O fanático é aquele mesmo que acha que tudo no time dele é ótimo. Certamente é aquele seu amigo que vai visitar seu filho leva um presente do time dele e não do seu e acha um absurdo você achar ruim.Para ele o elenco é um dos melhores do mundo, sem defeitos e acha injusto não terem pelo menos quatro atletas na seleção brasileira. Apesar de ter um humor instável é infinitamente mais fácil de se identificar e “suportar” do que o de ocasião/simpatizante já que de uma forma geral fica exposto sem a menor vergonha de esconder isto. Para ocultar o pouco conhecimento de outros clubes, sempre responde com ironia e deboche e muito menos aceita ser zoado na mesma proporção que o faz.

Tem também os moderados que ficam “flutuando” entre a racionalidade de saber e entender das limitações do time e o radicalismo dos mais fanáticos para defender seus argumentos. Aturam de uma forma mais natural o fanático e tem horror ao torcedor que mal sabe escalar seu time.Tem dificuldade em reconhecer as qualidades dos rivais e gosta muita de futebol de uma maneira geral. Procura conversar mais com pessoas que pensam sem ufanismo ou exageros.

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Os indecisos são as pessoas parecem sentir a obrigação de torcer por um time. É muito comum ouvir o seguinte: “odeio futebol, mas eu torço pelo...” como assim torcer por algo que você afirma não gostar? Qual a dificuldade de admitir que não gosta? Fiquem sabendo que a fatia dos “torcedores” afirmam não gostar de futebol é maior dos que os apontam um time para torcer. Assumindo que não gosta, você não estará sozinho nesta. Vá sem medo!

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Poderíamos ficar aqui semanas falando sobre os tipos de torcedores. Cada um tem a sua forma de torcer e também de definir o quanto isso agrega a sua vida. Só não pode é deixar isso ultrapassar os limites da sanidade e brigar ou até mesmo matar por clubes que sequer sabem o nosso nome ou nossos problemas. Espero que gostem.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PARA NÃO VIRAR ABÓBORA



O Vasco da Gama é o grande clube do Brasil na serie B. Apesar das dificuldades, nem o mais pessimista dos torcedores acredita que o clube não irá retornar em 2017 para série A. Mas nas ultimas quatro rodadas o time foi derrotado em duas oportunidades, disparando o alerta para o restante da temporada.
Já faz um tempo que o time vem jogando com uma certa “preguiça”, achando que a hora que bem entender vencerá. Isso está notório desde o confronto de volta da Copa do Brasil contra o CRB, que por muito pouco não venceu em pleno Estádio de São Januário. A mesma preguiça compareceu em Cariacica, na derrota para o Atlético-GO.
Contra o Náutico foi a mesma a apatia. O adversário não esperou e buscou o jogo. Jogando em casa o Vasco só conseguiu se impor na segunda etapa, após ser “ajudado” pelo técnico Alexandre Gallo que tirou os dois jogadores (Bergson e Taiberson) que mais incomodavam. Desmontou seu ataque.
Ante o Payssandu, tudo conspirava a favor do time da colina: adversários diretos derrotados, adversário na zona de rebaixamento, bom publico e retorno do goleiro titular. Porém, com as adaptações costumeiras de Jorginho não funcionando e o rodízio de faltas em Nenê, o Vasco perdeu deixando escapar a oportunidade de “ganhar gordura”, aumentando a vantagem na tabela.

Nesta ultima rodada contra o Londrina foi preciso um gol “sem querer” para garantir a vitoria. Com um adversário mais preocupado em bater do que em jogar, a equipe administrou o resultado com alguns lampejos de boas jogadas fez o suficiente para vencer.
Há uma série de coisas boas que podemos tirar proveito da perda da invencibilidade:
 1)       O “expresso da vitória” não foi superado por um elenco que não fez metade dos feitos do grande time da década de 1940 e inicio de 1950;
FONTE: imortaisdofutebol.com
2) Está mais do que provado que Jordi ainda não tem competência para substituir Martin Silva;
3) Rodrigo deveria falar menos e jogar mais;
4) Uma hora as “invenções” de Jorginho não iriam dar certo. Já está manjada, por exemplo, a utilização de Jorge Henrique em diversas posições. O elenco possui muito mais transpiração do que inspiração… isto sempre pesa;
5) Reforços… o quanto antes. Se Rafael Vaz como zagueiro não inspirava confiança, o mesmo ocorre com Aislan e Jomar. No ataque Thales não desencanta e Leandrão não tem sequência, isso sem contar a falta de reservas para Andrezinho e Nenê no setor de criação.


Ainda não há motivo para desespero. O elenco é bem treinado, obediente taticamente e vive em sintonia com seus comandantes. Uma boa conversa, alinhada com a chegada de reforços, deve ajudar a resolver estes percalços. A estabilidade e a segurança apresentada nos últimos sete meses dão crédito, mas o alerta é preciso.
Que a carruagem não vire abóbora.

Sergio Henrique Homem







quarta-feira, 22 de junho de 2016

FAÇA O QUE EU DIGO NÃO O QUE EU FAÇO!



https://yndeedked.files.wordpress.com/2015/01/futeboldinheiro-nn.jpg
FONTE: https://yndeedked.files.wordpress.com
O futebol vive em um mundo paralelo. Muitas coisas que aceitamos ou fazemos igual  em nossa vida não são digeridas da mesma forma quando se trata da maior paixão do brasileiro. Não estou aqui para defender ninguém, apenas entendo que existem exageros e demagogias de todos os lados tentando compensar em muito mais do que 90 minutos de jogo as coisas  que movem o torcedor.

É comum vermos jornalistas questionando a contratação de parentes para cargos em nossos clubes. Entendo que desde que se tenha competência para exercer o cargo e não receba salários desproporcionais a função, a pessoa pode sim trabalhar com seus parentes sem a menor dor na consciência. Muitos dos que questionam este tipo de contratação “esquecem” que em diversas rádios e tvs temos filhos, irmãos, sobrinhos, netos, afilhados, maridos/esposas de renomados jornalistas, que mesmo sem ter muito talento estão ali trabalhando.
Não seria a mesma coisa? Se no clube não pode, por que nos órgãos de imprensa que tanto criticam tal atitude é aceita? Qual a diferença ?

Quando um clube vai mal na competição a culpa recai sempre nos ombros da mesma pessoa: o técnico. A diretoria em muitos casos demite o profissional com pouco tempo de trabalho sendo desenvolvido e recebe criticas de todos os lados da imprensa que considera um absurdo a mudança com pouco tempo de trabalho, que a culpa não é só dele, faltou planejamento, etc... Só que quando um programa não “decola” na audiência mudanças são feitas até que ele é retirado do ar sem os ouvintes/telespectadores receberem a menor satisfação. Por que não se teve a mesma paciência e planejamento que cobram dos clubes?

Jogador gosta de dinheiro, quem gosta do clube é o TORCEDOR. Sendo assim, não adianta criticar ou questionar o atleta de deseja trocar de clube por estar com uma proposta melhor em mãos, por ter uma queda de rendimento devido aos atrasos constantes de salário ou até mesmo por sair a noite ( pode não parecer, mas jogador tem e precisa de vida social sim!). Em nossas vidas quando recebemos uma excelente proposta para melhorar nossos rendimentos não pensamos em mudar ? Salário em dia não é bom? Claro ! todos queremos! E questionar o atleta que mesmo com atraso ele consegue viver bem é uma justificativa que não convence, pois “o combinado não sai caro” e isso deve ser respeitado.

De uma maneira geral todos nós queremos ter as regalias oferecidas pelo futebol, mas sendo cobrados na vida como se nada estivesse acontecendo. Criticar os outros é fácil e cômodo. É como diz aquele velho ditado: “faça o que digo e não que eu faço”.


                                                                                                  Sergio Henrique Homem

quarta-feira, 11 de maio de 2016

COLUNISTA CONVIDADO- Diogo Simas


                                                       RESPONSABILIDADE X JUSTIFICAÇÃO
                                

Sou Alvinegro. O Botafogo me define. O Botafogo é minha religião.

Faz de mim mais voraz, sanguíneo, apaixonado. É o branco que abraça o negro. É a Estrela

no céu negro e infinito; branco e eterno. O Botafogo é Infinito. O Botafogo é Eterno.

Nasci em 1979, cresci na década de 80. O time era ruim. A torcida era linda. Apoiava, era romanticamente apaixonada. Tinha pegada. Ontem revivi tal sentimento. A torcida alvinegra foi fantástica; antes, durante e após o jogo. Aplaudiu um time muito jovem e de muito talento. Nosso ataque terminou o jogo com dois rapazes de 18anos (Lucas Ribamar e Luiz Henrique) jogando bem, como adultos, como campeões. O que falar do lateral direito Diego, de 19 anos, que apesar da falha (acontece), fez umcruzamento lindo para o gol. Marcação correta, madura, sempre consciente. Nosso camisa10 (Leandro) é um camisa 10, daqueles jogadores que nascem pronto. Sem falar no Carli, Luiz Ricardo e Jeferson. A postura do Jeferson é exatamente o que ele é: Craque e Capitão. Admite sua falha, saúda a vitória adversária e enxerga a realidade: o Botafogo está no Ricardo Gomes, simples, direto e inteligente. Obrigado. Presidente

Carlos Eduardo Pereira, correto, trabalhador, humilde e competente. Muito obrigado.

Ao sair do Estádio dois Alvinegros, claramente contrariados,reclamavam muito. Como companheiros de paixão, dei-me a liberdade de tecer estas considerações, não para afrontar e sim para exaltar. Discordaram frontalmente e um deles

- Se tudo está tão bom, por que não ganhamos?

Simples. Só um podia ganhar. O Vasco fez um gol a mais que oBotafogo. Não mereceu mais nem menos. Só mereceu. Ganhou com méritos e o Clube de Regatas do Vasco Gama é com toda justiça Bicampeão Carioca.

Minha resposta não surtiu o efeito desejado. Pressenti que haviaarranjado um problema. Já não era conversa da parte deles e a discussão começou:

- Discordo de você! O problema foi a arbitragem! O lance do gol não foi falta. O juiz inverteu tudo. Inventou faltas, amarelou o time todo. Fomos roubados!!!!

Não me exaltei, mas retruquei:

- Sou tão Alvinegro quanto você, mas vou tentar explicar o que penso. Erros acontecem. Não vi se foi falta, mas mesmo que não tenha sido, faz parte, é do jogo.

Nosso time jogou bem. Eles também. Botar a culpa no Juiz, no Bandeira...sinceramente, acho feio, acho imaturo. Eles mereceram.

- Você não é Botafoguense! Vai torcer pro Vasco!!! Você deve ser Flamenguista!!!!

- Então pra você ser“chorão” é pré-requisito pra ser Alvinegro!??! Se toca, o Botafogo é muito maior do que isso! Vira sócio-torcedor, ajuda o time e vem pra apoiar. Se não,fica em casa que é melhor. Ninguém é obrigado a te ver chorando! É ridículo culpar sempre a arbitragem!!!

Não ia brigar com o Alvinegro. Não brigo com Alvinegro, Vascaíno, Flamenguista, Tricolor, mas, de toda sorte, a “turma do deixa disso” chegou e cada foi pro seu lado. 
Contudo, a questão permanece: por que os Alvinegros reclamam tanto de

Porque é mais fácil!

Quando se coloca a responsabilidade em outras situações ou pessoas que não em si, evita-se uma análise sincera sobre os próprios problemas. Ao culpar a arbitragem, como infelizmente a maioria dos Alvinegros têm por hábito, nos esquivamos de sermos mais presentes, de contribuirmos sendo sócio-torcedores (o que daria um poderiofinanceiro maior ao clube), de termos uma postura mais firme e constante nos estádios apoiando a equipe. Reclamar da arbitragem é fácil. Reclamar que a culpa é dos outros é muito fácil. Reclamar é sempre mais fácil.

E assim, de reclamação em reclamação, viramos uma torcida de “reclamões”. Mas para onde isso nos levou? Que benefício trouxe ao Botafogo tal postura?Nenhum. Normalmente, quem é bom em reclamar é bom só nisso... em reclamar! Vencedores não são “reclamões”. Vencedores não vivem de desculpas. Vitória não combina com desculpa... combina com responsabilidade! Vencedores vencem! E quando não, reconhecem o mérito adversário. Isso é nobreza, é classe, é elegância. Ganhar ou perder faz parte do jogo. Ter postura faz parte da vida. Culpar a arbitragem, a televisão, o gramado, a superstição, a constelação solar, lunar... para com isso. Já deu.

Times vencedores se fazem com vencedores. Alvinegro, se você quer um Botafogo vencedor, não reclame tanto. Acredite, isso é mais chato do que imagina. Chame a responsabilidade! Faça a sua parte. Seja sócio-torcedor, vá aos jogos, apoie. Você vai ver que sendo um vencedor não há nada que o impeça de vencer. Derrotas virão, mas a vitória só se dá ao vencedor. Tome o destino do Botafogo para si.

Então, venceremos. Então, o Botafogo será vencedor!

Diogo Simas, Mais Alvinegro que nunca.