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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Tinha um Mano no meio do caminho


            A Chapecoense precisava de apenas um gol para ficar com a vaga no confronto com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. Em um dado momento, Reinaldo, do time anfitrião, se preparava para alçar um lateral na área celeste. Foi quase interrompido por um corpo estranho. Até riu de nervoso quando identificou o objeto.
Drummond ainda pôde dizer que tinha uma pedra no meio do caminho. As pedras que figuravam no sul do país tinham o ardil de se colocar no meio do caminho para conseguir algum benefício. Com alguma surpresa, as retinas fatigadas do atleta de Chapecó acabaram esbarrando não com uma poética rocha, mas sim com um bruto Mano Menezes, que insinuou o bloqueio do itinerário do defensor alviverde. E no meio do caminho tinha um antijogo.

            Réu confesso, o comandante do Cruzeiro afirmou que deu um passo deliberado para o lado a fim de atrapalhar o adversário. E ainda descreveu o lance como se fosse parte do jogo. Um líder se constrói pelos gestos do dia a dia, com exemplos de vivência. Ainda que pareça uma tática pueril, besta, a atitude de Mano exala desonestidade e inspira o elenco pelo lado negativo. Chega a ser bizarro ver o lance. Eu mesmo precisei assistir umas cinco vezes para ter certeza de que o treinador gaúcho havia cometido tamanho gesto grotesco. E pior ainda foi constatar que o próprio técnico não teve pudores em confessar o exótico crime. E eu nunca me esquecerei desse acontecimento.

Para quem não viu a cena: Tinha um Mano no meio do caminho

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Quem é Felipe Melo?


Felipe Melo foi revelado no ano de 2001, nas categorias de base do Volta Redonda. No entanto, ele só apareceu profissionalmente quando foi contratado pelo Flamengo e promovido aos poucos à condição de titular ao longo de 2002. Naqueles tempos, Melo atuava como terceiro ou quarto homem de meio, o que significava que ele tinha que participar ativamente do processo de criação da equipe. E havia quem acreditasse que ele seria a solução para suprir um time que tinha Petkovic ou Alex nessa função. Acabou revezando a titularidade com o folclórico Fábio Baiano.
Ao longo de sua carreira, a vitalidade do atleta sempre o colocou em uma condição mais de transpiração do que de criatividade. Embora não fosse a tônica de seu repertório, as soluções acima da média podiam surgir de seus pés. Na condição de meia de criação, o jogador teve boas passagens por Flamengo (inclusive o atleta ficou conhecido no cenário nacional por ter feito, contra o Internacional, o gol que salvou o rubro-negro do rebaixamento em 2001) e Cruzeiro e uma não tão boa pelo Grêmio. Melo achou o seu lugar em campo quando, em sua longa trajetória no futebol europeu, foi encaixado para cumprir a função de volante. E fez boas temporadas na Fiorentina, no Juventus e no Galatasaray.
Desde então, o jogador sofre críticas por ser violento em campo. Ele não deixa de ter os seus momentos mais pesados ou excessivos, mas eu enxergo Felipe Melo muito mais violento com as palavras e atitudes extracampo do que nas quatro linhas. Aliás, o jogador é o último dos moicanos na prática do “Talk Trash” futebolístico. Em uma função que já teve Romário, Edmundo, Túlio, Renato Gaúcho, o palmeirense se firma como um criador de polêmicas (ou um promotor de espetáculos, entendam como quiserem) imbatível para a régua dos dias atuais. Só em 2017 ele já espinafrou Neto e Müller, insuflou a Libertadores com um tapa hipotético em um uruguaio (que teve seus reflexos no segundo duelo entre Palmeiras e Peñarol, pela Libertadores) e rebateu pessoalmente as críticas da mídia. Para uma época em que tudo causa choque, Felipe Melo soa como um estrangeiro no mundo do politicamente correto.
Jamais classificarei Melo como um craque do mundo da bola, mas o volante tem muitas qualidades. E poderia perfeitamente ter prestado serviços à seleção por muito mais tempo. Talvez não o tenha feito por causa de sua inconstância emocional. Não fosse o erro contra a Holanda, em 2010, e ele teria sido como um dos melhores jogadores daquela seleção de Dunga. O jogador saiu da Copa com 97,7% de passes certos e foi um dos campeões de desarmes. E isso continua aparecendo no Palmeiras, seu clube atual, onde, só no Paulistão, ele tem 2 gols, 81,6% de desarmes corretos, 5 assistências e um alto índice de lançamentos corretos. Ou seja, é um jogador que tem boas características para se tornar essencial ao padrão de jogo de uma equipe e que enverga com destreza e vibração o manto verde.
Em uma de suas declarações impróprias e sem base, o comentarista e agora humorista (?) Neto disse que Felipe Melo “é um jogador comum para medíocre”. Discordo radicalmente do autointitulado craque. É possível chamar o volante de qualquer coisa, exceto dizer que ele é um jogador comum. Seja no gramado ou nas coletivas, o palmeirense é alguém que passa longe da mesmice vigorante no futebol brasileiro. O politicamente correto só serve para a quermesse da igrejinha de bairro.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Top 5 - Microfones abertos e as gafes dos jogadores de futebol



A relação entre jogadores de futebol e microfones abertos podem produzir gols mais espetaculares do que os tentos feitos com a bola rolando. O Turma da Arquibancada separou alguns lances para o seu deleite.

Confiram o nosso Top 5 das gafes ao microfone (Cliquem nos nomes dos artistas para observarem as respectivas obras):

Menções honrosas:
Marinho (Ceará) 
Joel Santana (Botafogo)

5º Lugar – Eron (Atlético-MG)
4º Lugar – Andres “Escobar” Manga (Vasco)
3º Lugar –  Val Baiano (Flamengo)
2º Lugar – Marcinho (Grêmio)

1º Lugar – Gil (Cruzeiro)