terça-feira, 22 de março de 2016

"Comentaristas de Futebol"



“Se vaidade ganhasse jogo o Ronaldo tinha ido com os travesti bonitão pro jogo e não pro motel , pô!”, NETO

Nelson Rodrigues e Armando Nogueira foram comentaristas de futebol que fizeram o jogo parecer peças literárias. Com vocabulários rebuscados e frases de efeito, as figuras de linguagem faziam com que os passes de 50 metros, dribles desconcertantes, tabelinhas e gols de placa parecessem coisa sobrenatural. Os comentários da dupla figurariam sem nenhum favor nos melhores poemas. Um exercício que engrandecia e ajudava a ampliar a mística do esporte bretão. Futebol podia ser tão leve e plástico quanto a movimentação do ballet.
“Não tínhamos rainhas, nem Câmara de Comuns, nem lordes Nelsons. Mas tínhamos Garrincha”, dizia Nelson, sobre o Anjo das Pernas Tortas. “Tu, em campo, parecias tantos, e, no entanto, que encanto! Eras um só, Nílton Santos”, escrevia Armando sobre Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol. Os comentários se elevavam ao nível da arte praticada nas quatro linhas do campo.
As TVs abertas e as fechadas do Brasil têm centenas de comentaristas esportivos para dar suporte nos milhares de certames espalhados pelo mundo. Elas transmitem o futebol italiano, espanhol, inglês, alemão, holandês, português e, quando sobra algum tempinho, as partidas de nossos times locais.
E quem são os nossos Nelsons de hoje? Onde estão os nossos Armandos?
A poesia moderna talvez esteja no conhecimento maciço e na sobriedade de um Paulo Vinicius Coelho. Uma estrofe inspirada pode surgir nas bocas de um Mauro Beting, um Lédio Carmona, Junior ou de um Juninho Pernambucano. Ou em um relevante verso recitado por um Caio Ribeiro ou um Casagrande.
Chego a esse parágrafo inclinado a afirmar que quase não existe poesia nas descrições de nossas epopeias futebolísticas. A maior parte dos comentaristas atuais também acompanha a crise técnica de nosso futebol. Eles dominam bolas nas canelas e erram passes de um metro com a maior desfaçatez. A poesia parece ter saído de cena para dar lugar ao FEBEAPA (Festival de besteiras que assola o país), do saudoso Sérgio Porto/ Stainslaw Ponte Preta.
Ser um craque em campo não significa que o analista de futebol fará o mesmo com suas palavras. Basta recordar Rivellino fazendo suas intervenções, onde o ex-jogador só sabia incensar as habilidades de quem sabia bater de “três dedos” em uma bola ou de quem tinha o dom de cobrar bem as faltas. Temos ainda os palpites furados e a falta de noção de Pelé. Ou o monossilabismo envergonhado de Ronaldo Fenômeno.
Na categoria “best sellers” da classe, nós temos o inacreditável Neto e o inverossímil Roger Flores. Ambos tornaram-se comentaristas depois do fim de carreiras irregulares no futebol. Criticam e despedaçam atletas como se tivessem sido exemplos do esporte.
Em uma interferência durante um jogo do Fluminense, seu ex-clube, Roger chegou a dizer que o volante tricolor Edinho precisaria de um revólver calibre 38 para matar uma bola. Flores também tem a mania de revelar detalhes dos bastidores e manhas de jogadores em campo, o que é muito mal digerido pela categoria.
Já o autoproclamado craque Neto arrumou encrencas com o goleiro Marcos, com Belletti (que se tornou um profissional bem melhor que ele nesse quesito), com o elenco do São Paulo, com o zagueiro Lúcio, com os próprios colegas de profissão (chamou-os de frouxos), etc. O caso dele com Belletti é um capítulo a parte. Já trabalhando pela Band nos jogos do Campeonato Espanhol, na época em que Ronaldinho Gaúcho, Giuly e Eto´o lideravam o esquadrão do Barcelona, Neto fazia questão de ser indelicado com Belletti. Cada vez que o meia pegava na bola, o comentarista fazia barulhos irônicos e muxoxos contrariados. A ação resultou em negação de entrevistas à emissora por parte do elenco do Barcelona. E a cereja do bolo são as violências que o ex-corintiano comete com a língua portuguesa. E pensar que essa prepotência é construída só com dois ou três anos de futebol acima da média no Corinthians.
Dois caminhões de demolição em um terreno que necessita de um veículo com mais jogo de direção. O telespectador precisa de mais poesia e menos gritaria em um jogo local que já é terra dizimada. 




sábado, 19 de março de 2016

“Kléber Andrade, um estádio carioca por necessidade (de lucro?)”



O grande chamariz de Boavista x Vasco não é a escalação de nenhum dos dois times. Não é o excelente trabalho do técnico Jorginho. Muito menos as ausências confirmadas de Riascos e Eder Luis. Também não se trata da boa campanha de ambos até o momento. O que mais chama atenção para o confronto é a realização dele fora das fronteiras do Rio de Janeiro, coisa até então inadmissível, por conta de algumas convicções do presidente vascaíno Eurico Miranda, para um jogo do time de São Januário no Campeonato Carioca.
O jogo terá sua realização no Estádio Kléber Andrade, na cidade de Cariacica (ES). A explicação para tal situação é a inoperância de importantes estádios cariocas, tais como o Maracanã e o Engenhão, ambos fechados para reformas que os adequarão para receber jogos da Rio 2016.
No entanto, quando vemos o atual interesse do público pelo combalido torneio estadual, mesmo em estádios de pequeno porte como Los Larios (Xerém) ou o Moacyrzão (Macaé), percebemos que o desvio de rota pode ter sido produzido na tentativa de gerar mais receitas para os clubes e para a FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), que continua levando sua generosa fatia do bolo lucrativo. Flamengo e Fluminense já provaram por A + B que conseguem lotar estádios do Brasil afora com as forças de suas marcas. Chegou a vez de o Vasco exibir a mesma capacidade.
Os números já apontam para um sucesso de público. Desde que os ingressos foram liberados, no último sábado, o público já responde com a aquisição de cerca de quinze mil ingressos de um total de dezoito mil. A média do Vasco no torneio vigente tem sido de 6657 pagantes, um público bem aquém da envergadura vascaína. Para ficar em um exemplo, na primeira rodada da Taça Guanabara, torneio dito por muitos como o verdadeiro início do campeonato, o Vasco enfrentou o Bangu, no estádio de São Januário, sua própria casa, com um público pagante de 3943. E enfrentou o Botafogo na última rodada com 7921 almas em seus domínios. Pois bem, do ponto de vista lucrativo, o torneio ainda não começou para o Gigante da Colina. É preciso gerar receitas para fugir do prejuízo certo do Carioca e alimentar o apetite insaciável da Federação gerida pelo momentaneamente licenciado Rubens Lopes.
O torcedor capixaba é que vai pagar parte da conta dessa fome. No Espírito Santo, o ingresso mais barato sai pelo valor de R$ 100, sendo que o Vasco vem jogando no Rio de Janeiro com um ticket médio de R$ 38. E nem assim o torcedor aparece. O homem do radinho da pilha e o sujeito da laranja na boca vão deixando de ser assíduos nos campos de futebol. Com espetáculos mais convincentes e preços mais acessíveis, talvez o torcedor volte quando o campeonato começar de verdade. O problema é que ele vem ameaçando se iniciar desde o fim da década de 1990. E só se inicia para a Federação, para os engravatados, para os turistas e para quem não quer correr o risco de esbarrar com multidões.

quarta-feira, 16 de março de 2016

PROFISSÃO: PERIGO


FONTE: vejasp.abril.br


Em nossa constituição federal, o “direito de ir e vir” são garantidos a todo cidadão. Como o nome já diz é o direito que toda pessoa tem de se locomover de um lugar para o outro e que só pode sofrer algum impedimento por justo motivo e após uma decisão fundamentada de uma autoridade judicial. Sem querer entrar em direito do trabalho é possível que após anos de mudanças e melhorias nas condições para os jogadores profissionais exercerem sua profissão, surge uma proposta para que os técnicos de futebol não possam ficar trocando muito de clube ao longo do ano. Complicado, pois se trata do lado mais fraco da balança, sendo responsável direto por tudo de bom e, principalmente, de ruim que a equipe apresenta em campo sem falar de sempre “pagar o pato” vivendo diariamente a expectativa de ser demitido do clube.

Longe de estar aqui procurando defender os nossos “professores” mas é preciso encerrar de vez esta demagogia e admitir que é muito mais prático demitir um do que vinte e dois. Técnico é uma mistura de psicólogo e gestor já que trabalha com seres humanos e não máquinas, ou seja, nem sempre o planejado ou treinado é possível de ser aproveitado ao máximo e por conseqüência temos as derrotas. As vezes fazem o trabalho de babá do jogador que adoram serem mimados e não gostam de se empenhar nos treinos....e isso fica ainda mais complicados quando se trata da(s) estrela(s) do time. Logo todos se voltam contra os “métodos de trabalho”.

Em uma empresa sempre são cobrados resultados de acordo com as metas estipuladas. Quando não dá certo, muitas delas alteram suas estratégias e promovem mudanças nos setores envolvidos buscando a melhoria. Tudo bem que em alguns casos os  dirigentes não assumem a sua parcela de culpa como em casos que demoram a mudar o treinador ou não reforçam a equipe da forma que foi prometido. No final sempre quem paga a conta é o técnico.

“Bombeiros”,“retranqueiros”,“professor pardal”,“centralizadores”,“paneleiros”, “motivadores”,“estrategistas” e até mesmo os “eternos interinos”. Cada um tem seu perfil e método de trabalho. Em algumas situações funcionaram bem e em outras dando tudo errado. Mesmo assim criar um mecanismo que impeça o treinador de exercer sua profissão é um retrocesso. Da mesma forma que os clubes podem demitir, o profissional tem o direito de escolher aonde e quando trabalhar.

Qual a hora de parar?


Francesco Totti dedicou uma vida inteira ao seu clube de coração, o Roma. A estreia veio aos 16 anos, contra o Brescia, em 1993. Apesar dos interesses de Lazio, Milan, Sampdoria, Benfica e Real Madrid, o italiano nunca quis vestir outra camisa que não fosse a do clube da capital. Atuando até hoje, a seis meses de completar quarenta anos, o jogador atingiu uma marca superior aos 300 gols e é o segundo maior artilheiro da história do Calcio.
Depois de repetidas lesões desde 2013, o meia vive entrando e saindo do time. A questão é que com o retorno do treinador Luciano Spalletti (Foi o técnico no período de 2005 a 2009), um antigo desafeto, ao comando da Roma, Totti perdeu de vez seu espaço no clube. A prova maior disso foram os sofridos três minutos finais da partida contra o Real Madrid, em que Totti permaneceu como opção entre os suplentes. Desacostumado com tal situação, o atleta usou a imprensa para reclamar dos métodos do comandante e acabou sendo preterido dos jogos. Deve se aposentar melancolicamente ao fim dessa temporada, mas tinha contrato para disputar mais uma. Francesco podia ter pensado somente em si e ter encerrado sua carreira no auge? Sem dúvida.
Raul González é o jogador com mais partidas com a camisa do Real Madrid e o segundo maior artilheiro da seleção espanhola. Atuou por dezessete anos e fez 741 partidas pelos merengues. O nível de relação com a torcida era tão bom que ela fingiu que não viu quando seu ídolo entrou em curva decadente e começou a agonizar em público. Em vez de reconhecer a queda física e técnica do craque, os fanáticos preferiram voltar suas cargas para os técnicos que negaram a titularidade ao astro. Nomes como Vanderlei Luxemburgo, Manuel Pellegrini e José Mourinho sofreram a ira da turba madridista. O português ainda conseguiu convencer os dirigentes da necessidade de uma negociação do astro. Sem o mesmo brilho de antes, ele teve uma passagem razoável pelo Schalke 04, onde marcou gols decisivos, e depois seguiu para encher os bolsos no Al-Sadd, do Qatar, e, por fim, foi encerrar a carreira no americano New York Cosmos.
Rogério Ceni é considerado o maior jogador da história do São Paulo. É um dos raros casos atuais de identificação de um atleta com a camisa de um clube. Com o manto tricolor, o goleiro fez defesas importantíssimas e marcou gols de valor inestimável. Quando decidiu parar, em 2015, aos 42 anos, oscilava contusões e falhas incomuns para um especialista de sua qualidade. O tempo excedente acrescentou algo ao currículo do chamado M1TO?
O que leva um jogador profissional de sucesso a tentar estender indefinidamente sua carreira? O dinheiro? É sabido que uma carreira dura muito pouco e é preciso saber investir, tentar guardar o máximo, o que nem todos sabem fazer, para ter uma aposentadoria relaxada. A necessidade do pé de meia explica o êxodo de tantos jogadores em boa forma para a China, a Índia, o Qatar, o Japão, que são centros que fornecem estabilidade financeira e perda de credibilidade nas convocações das seleções.
Será o tratamento de semideuses oferecido pelos torcedores e pela mídia? É possível que o ego seja mais sensível aos refletores dos estádios e ao espocar das câmeras e queira sustentar as pernas no lugar dos músculos. Ao se despedir do Flamengo para jogar no futebol americano, Leonardo Moura disse algo sobre a falta que lhe faria os gritos da torcida rubro-negra no dia seguinte. Talvez por isso o amanhã seja tão adiado.
Em 2013, Pelé declarou que não defendeu o Brasil na Copa da Alemanha, em 1974, apesar de ter se despedido do Santos e estar bem fisicamente, porque queria protestar contra os malefícios da ditadura do Governo Geisel. Oras, se queria protestar, por que o maior jogador de todos os tempos não escolheu 1970 para fazer tal coisa? Prefiro acreditar que Pelé preferiu não arriscar seu prestígio com um grupo que sofria renovações com relação ao elenco tricampeão do mundo. Ele já era o maior de todos e já tinha empilhado todos os tipos de conquistas. Melhor fez do que o Garrincha de 1966, que foi a Inglaterra e já não era mais o Mané das pernas tortas e dos dribles desconcertantes.
Depois de ter vencido títulos importantes com o Flamengo e vivido anos de bom futebol na Itália, Leovigildo Gama, o Maestro Junior, resolveu voltar ao rubro-negro carioca, em 1989, para atender a um pedido do filho, que nunca tinha o visto em ação. Não só satisfez a solicitação de seu garoto, como amealhou mais uma Copa do Brasil, um Carioca e um Campeonato Brasileiro em sua passagem de três anos. Apesar das requisições para a permanência, Junior preferiu parar em alta.
Embora os joelhos em frangalhos não oferecessem mais suporte, Zico, outro ídolo flamenguista, foi mais um que conseguiu encerrar muito bem a sua história e ainda dar lições no Japão.
Outro motivo para a permanência em campo é a perseguição de um objetivo. Romário e Túlio se mantiveram em atividade pelo gol mil. Driblando contas oficiais e arriscando as próprias histórias, eles chegaram lá. Credor do Vasco, o baixinho foi patrocinado por Eurico Miranda e por uma série de esquemas que se voltavam para tornar a cobiça de Romário e as necessidades do cruzmaltino; já o atacante Túlio rastejou por mais 20 clubes pequenos antes de dar o seu caso por encerrado.
Todos com passagens pela seleção brasileira, Muller(50 anos), Donizete(47 anos), Amaral(43 anos) são casos de jogadores que tentaram ou ainda tentam a sorte, sem maior cartaz, nos campos esburacados das divisões inferiores e nas infraestruturas frágeis de microtimes. O renomado goleiro Dida também voltou a jogar e essa volta não foi muito digna de notas positivas. Zé Roberto, também com atuações pela seleção e por clubes grandes do mundo, é a exceção a esse questionamento. O lateral e meia palmeirense parece desafiar o tempo.
Qual a motivação depois de já ter levantado todos os tipos de taça? Como saber escutar o despertador biológico e saber diferenciar o que foi sonho da realidade do despertar? Qual a hora certa de parar de jogar futebol?

quinta-feira, 10 de março de 2016

"Ouro de tolo"



Por conta de sua cor amarelo-dourada e seu brilho metálico, a pirita, um dissulfeto de ferro, recebeu o apelido de “ouro de tolo”. Todavia, ironicamente, as piritas podem conter alguma quantidade de ouro verdadeiro, o que as pode tornar valiosas. 
Outros mais ligados às ciências místicas poderão argumentar que o “ouro de tolo” também é uma expressão utilizada para falar das promessas de falsos alquimistas, que alegavam ter a capacidade de conjurar ouro através de metais menos preciosos.
Alguns mais podem acrescentar que o termo batizou a debochada e sinuosa canção de 1973 do cantor baiano Raul Seixas.
Em suma, todas as opções anteriores são verdadeiras e servem para ilustrar o ponto que desejo atingir. E o ponto seria o brilho intenso de alguns jogadores brasileiros no alvorecer de suas carreiras. No entanto, vemos essas trajetórias estancarem em atuações irregulares, em páginas policiais, em clubes de menor porte, nos departamentos médicos da vida, nas casas de show da moda e nas camas das profissionais mais antigas do mundo. E o gênio de ontem se verte na figurinha amarelada do fundo do baú de recordações ou em um "Que fim levou?" do Milton Neves.
O maior exemplo desse tipo de atleta talvez seja Adriano. Atacante forte, de chute potente e de arrancadas, o atacante de origem rubro-negra encantou a torcida e o técnico Zagallo, que descolou uma vaga para ele na seleção quando voltou como coordenador. Virou nome indispensável nas convocações da última encarnação de Carlos Alberto Parreira à frente do escrete canarinho. Adriano teve passagens marcantes pelo Flamengo, Internazionale e na seleção brasileira da Copa das Confederações de 2005. Parecia o herdeiro natural de uma camisa 9 já vestida por Careca, Reinaldo e Ronaldo. Ledo engano. 
Depois da morte do pai e do fracasso na Copa do Mundo de 2006, o outrora Imperador desandou a encarnar uma versão moderna e tresloucada de Garrincha, outro com sérios problemas com mulheres e bebidas. O último sopro de Adriano foi a conquista do Campeonato Brasileiro de 2009, onde, debaixo de muitas vistas grossas da administração Patrícia Amorim, dividiu a responsabilidade do êxito com Petkovic. O que veio adiante foram passagens frustrantes por Roma, Corinthians e Atlético-PR. Em 2016, aos 34 anos, o jogador tenta mais um reinício no Miami United, dos EUA. Ansiosas, a pá e a vassoura tremem nas mãos da lógica, que espera para recolher os cacos do que a noite e alguma versão da Vila Cruzeiro deixarem sobrar.
Em 1987, o segundo nome dessa lista surgiu no diminuto Tomazinho(RJ) como um obscuro zagueiro, apesar do tamanho inadequado para essa função, e passeou por seis posições diferentes, sempre exibindo uma técnica muito acima da média. Defendeu 14 clubes ao longo de sua carreira de andarilho das quatro linhas. Em determinada ocasião, Telê Santana declarou que o jogador possuía mais potencial que o italiano Franco Baresi. Trata-se do multihomem Válber Roel de Oliveira, um craque quando estava disposto a praticar futebol. 
Ainda que atuasse na defesa, Válber era daqueles jogadores que raramente acionavam o bico da chuteira ou faziam a bola ganir. Seguro e com classe, colocava-se muito bem na área e tinha um passe seguro para acionar a zona de criação. Ganhou títulos importantes com o poderoso São Paulo e com o esquadrão vascaíno, respectivamente, no começo e no fim da década de 90. Sem nenhum tipo de lobby, poderia ter atuado até quando quisesse na seleção brasileira. Contudo, os sumiços dos treinos e o gosto por farras fizeram que ele entrasse em franco declínio já aos 30 anos. Arrastou-se por um período no Fluminense, no Santos, no Coritiba e em times de menor expressão. Um pouco mais tarde, o dono de dois mundiais, três libertadores e um brasileiro só era lembrado para exibições com atletas que ganharam o tetracampeão. A oportunidade de um canto do cisne digno veio com o convite do América em 2006. Sob o comando do técnico Jorginho, atualmente no Vasco, o zagueiro relembrou seus melhores momentos e liderou o alvirrubro até a semifinal daquele ano, eliminando, inclusive, o Botafogo. Como treinador, Válber dirigiu o Audax-RJ até o começo de 2014.
A medalha de bronze dos desperdícios pode ser colocada no pescoço do goleiro Bruno. Capitão do Flamengo, altamente cotado para a seleção brasileira e com uma negociação em andamento com o Milan, o jogador envolveu-se em um caso de assassinato, em 2010, soterrando, em pleno auge, a carreira de futebolista. Sem qualquer tipo de sucesso, o jogador vem tentando ganhar uma segunda chance e retomar a carreira em Minas Gerais.
Em uma pesquisa feita pelo Twitter, eu perguntei aos seguidores quais seriam, além dos que listei, os maiores desperdícios do futebol brasileiro. Sem ter o intuito de listar todos os nomeados como craques interrompidos por diversos motivos, eu queria apenas nomeá-los como jogadores que poderiam ter uma história muito melhor no esporte. Surgiram nomes como Jean Chera, Lenny, Jobson, Bernardo, Marinho, Josimar, Lopes e Jardel.
A voz do povo virtual também citou Walter, Paulo Henrique Ganso, Breno e Alexandre Pato, todos eles com 26 anos, como exemplos de carreiras superestimadas. Eu creio que seja muito cedo para duvidar desses relacionados. Sempre é possível que algum Telê Santana, conhecido por recuperar esportistas dados como irrecuperáveis, seja capaz de recuperar a mágica que os levou a um status de diferenciados. Analisando com alguma paciência, é possível ver a quantidade necessária de ouro, para ser definido como precioso, em cada um deles.
Alguma boa alma pode interceder por Bernardo(25 anos) e Jóbson(28 anos). E eu lhes direi que já é querer muita paciência, mais do que cabe em um monge tibetano, e que o contra-argumento parece obra de algum alquimista estelionatário.
Aliás, por onde anda o Rafinha?

segunda-feira, 7 de março de 2016

Os 23 genros de Dunga



O saudoso João Saldanha dizia que queria jogador para resolver dentro de campo, não para casar com uma filha sua. Sábio João sem medo. O jornalista e ex-técnico da seleção brasileira sabia que a personalidade era determinante para gerar lances imprevisíveis e típicos do DNA do atleta brasileiro. Robôs criam por programação. Foi assim que selecionou suas feras para a Copa de 1970; foi desse jeito que deslocou jogadores, administrou egos e preparou o terreno para a administração sucessória de Zagallo. João tinha consciência de que não era um general e seus comandados não eram soldados rasos. O selecionado brasileiro não era uma extensão da ditadura vigente daquela época (até dizem os teóricos da conspiração que o escrete canarinho se tornou a partir da convocação de Dadá Maravilha). Ele buscava um grupo de homens, na mais profunda acepção da palavra.
As convocações de Dunga apontam para uma procura incessante de vinte e dois genros ou um grupo disposto a candidatar-se a um seminário para padres. Caso um jogador dê um depoimento que o contrarie, pode ter certeza, está fora das convocações seguintes. As atitudes fora de campo também eriçam os pelos do técnico da seleção. Romário, Renato Gaúcho, Edmundo, Sócrates, Djalminha, entre outros, nunca teriam jogado pelo Brasil se ele fosse o comandante. Recentemente, Dunga se aventurou até a dar pitacos na situação fiscal de Neymar. Não chega nem perto do que deve ser o papel dele como líder de uma seleção nacional. As atitudes gerais apontam para insegurança e para o desejo de lembrar a todo instante quem manda no grupo.
Corta para 1990. O jovem Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, de 27 anos, compensava sua falta de técnica com uma vitalidade magnífica e com uma liderança natural. Sebastião Lazaroni, o técnico da época, pregava um jogo mais moderno, um tipo de tática mais defensivista, com o uso inédito de três zagueiros (um deles como líbero), alas como pontas e volantes mais viris. O teórico fracasso de Telê Santana, nas copas de 1982 e 1986, agora pagava o preço. Com juros. O resultado disso é que o desavisado Dunga virou símbolo de um período obscuro do futebol nacional. Período este que resultou em atuações pífias e em uma derrota imperdoável, na visão de torcedores e analistas, para a Argentina. A punição e responsabilização do jogador durariam quatro anos, pois somente na Copa de 1994 ele conseguiria, com o protagonismo de Bebeto e Romário, a sua redenção pela via do tetracampeonato.
Voltemos para 2015. Em uma noite de novembro, uma segunda, no programa “Bem, Amigos!”, da SporTV, o goleiro Jefferson, do Botafogo, resolveu emitir sua opinião sobre sua barração do time titular do Brasil e uma falha no jogo contra o Chile, pelas eliminatórias da Copa de 2018.
Avancemos para os dias atuais. Dunga iria anunciar os nomes dos 23 atletas que disputarão os jogos contra Uruguai e Paraguai, respectivamente, nos dias 25 e 29 de março. Surgem os nomes de Alisson, Marcelo Grohe e Diego Alves. Nenhum deles em melhor momento que o goleiro do Botafogo. Jefferson jamais pode ficar fora de qualquer lista séria da seleção. Ele ficou ausente por ter ousado arriscar uma opinião dentro de um grupo que só reverbera o que seu líder fala. Se havia algum ruído entre Dunga e o goleiro, a coisa podia ter sido resolvida com uma conversa ao pé do ouvido entre os dois. Em suma, fica a impressão de que o arqueiro só ficou de fora porque não quis se candidatar ao posto de genro do técnico gaúcho.  

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Os Outros Clássicos- "O Clássico Bisavô"





O Clássico “Bisavô”


fonte: www.fferj.com.br
 
Nesta ultima quinta-feira dia 18/02/2016 tivemos pelo campeonato carioca de futebol o velho e conhecido “clássico bisavô” que é disputado entre América-RJ x Bangu  que neste ano completou 111 anos de confrontos ( desde Agosto de 1905).
Devido o fato dos clubes serem considerados de porte médio, muito não concordam com o tratamento de clássico recebido já que não envolvem nem “arrastam” grandes torcidas quando jogam e também perderam sua importância por conta da decadência de ambos os clubes. Mesmo assim Rubros ( América) e alvirubros ( Bangu) fazem um confronto mais antigo do que o tradicionalíssimo “clássico vôvô” disputado entre Fluminense x Botafogo.
E para relembrar um pouco será este o assunto de “os outros clássicos” aqui no Turma da Arquibancada !


Hei de torcer até morrer !
 Fonte: www.futrio.net

Fundado na tijuca (bairro tradicional da zona norte da cidade) por descontentes com os rumos do Clube Atlético da Tijuca, sete jovens se reuniram na casa de um deles, Alfredo Guilherme Koehler, na Saúde, para dar origem a uma nova instituição, que já surgia sob o exigente signo do inconformismo e da excelência, O América Footbal Club é um dos clubes mais antigos e tradicionais da cidade. Campeão estadual em 7 oportunidades e Campeão dos Campeões em 1982. Fundado em 18 de setembro de 1904 é uma das instituições esportivas mais reconhecidas e importantes do Rio de Janeiro .
Entre os muito grandes jogadores que passaram pelo clube, podemos destacar: Zagallo, Edu Coimbra, Luizinho, Válber, Maneco, Plácido, Chiquinho, Belfort Duarte, Danilo Alvim, Donato, Leônidas, Flecha, Osny do Amparo, Djalma Dias, Bráulio, etc.

Estádios:

Com o dinheiro da venda do médio volante Amaro para a Juventus de Turim em 1961, o America comprou o campo do Andarahy FC por 60 milhões de cruzeiros e o Estádio de Campos Sales foi demolido para se transformar em sede social.O clube já foi proprietário do antigo Estádio Wolney Braune no bairro do Andaraí. Que foi vendido na década de 1990 e deu lugar a um shopping center.
Nos dias de hoje, o clube joga suas partidas no estádio Giulite Coutinho em Mesquita ( cidade localizada na baixada fluminense) comprado com o dinheiro que o clube recebeu na transação da sua antiga casa.

Fonte: www.templosdofutebol.com.br


 
Os mulatinhos rosados


Fundado em 17 de Abril de 1904, a história do Bangu Atlético Clube começa realmente dentro da Fábrica Bangu, aonde técnicos ingleses, recém chegados, falaram do futebol. Os filhos da terra ficaram empolgados com a narrativa dos bretões, sobre a nova modalidade desportiva. Das conversações, nasceu a idéia de fazer-se um "field" ( campo de jogo em português). Ao iniciar-se pois, o século XX, já se praticava o futebol em Bangu, em uma área cedida pela Companhia Progresso Industrial do Brasil e que seria, como foi, um campo provisório, localizado bem ao lado direito das salas de trabalho então existentes. Campeão estadual em duas oportunidades, 1933 e 1966,vice-campeão brasileiro em 1985  e tendo disputado a copa libertadores da América de 1986, o clube da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro contou com grandes jogadores como: Aladim, Zózimo, Zizinho, Paulo Borges, Marinho, Ado, Cláudio Adão, Ladislau da Guia, Domingos da Guia, Ademir da Guia, Mauro Galvão, etc.

Os Estádios

O primeiro estádio também conhecida como a  "cancha encantada da Rua Ferrer", como dizia o locutor Ary Barroso foi feita em linha paralela ao terreno da Fábrica Bangu pelo Diretor-Gerente da Companhia e Presidente Honorário do Bangu, João Ferrer, em tempo recorde para que o Bangu pudesse participar do 1º Campeonato Carioca de futebol, pois antes o clube jogava em uma área dentro da Fábrica.
Nos dias de hoje manda seus jogos no Estádio Proletário Guilherme da Silveira, mais conhecido como Moça Bonita, com capacidade para cerca de 10 mil pessoas.
Fonte: www.bangu-ac.com.br


Confrontos:

Fonte: Jornal Extra e O Globo
 

Vitórias do América:                 108 e 509 gols
Vitórias do Bangu   :                 102 e 439 gols
Empates                 :                   68


Curiosidades:

-        A primeira partida disputada no bairro de Bangu foi em 1894, embora a história "oficial" do início do futebol brasileiro não registre o fato, que conta com farta documentação reunida pelo historiador banguense Carlos Molinari. A versão que indica Charles Miller como introdutor do futebol no Brasil procura desqualificar esse momento, alegando que os jogos realizados anteriormente não ocorreram em campos com medidas oficiais, tampouco com uma organização que previa, entre outras coisas, uniformes às equipes;

-        No ano de 1929 o Bangu ganhava o curioso apelido de “Mulatinhos Rosados”. Há duas versões para a história. Na primeira, o apelido levava em conta que o time do Bangu era formado basicamente por mulatos. Como suas camisas desbotavam ao suarem, as listras vermelhas pareciam rosadas, surgiu o nome. Na segunda versão, o presidente da época, Antônio Pedroso, para responder a um dirigente adversário que dissera "Como tem crioulo neste time!", respondeu: "Crioulos não, mulatinhos rosados". A história ocorrida com o clube brasileiro pioneiro na luta contra o racismo no futebol brasileiro, ainda em 1905, deve ser entendida de maneira extremamente simpática e singela, se não folclórica.

-        No ano de 2001, o Bangu ganhou a Medalha Tiradentes, honraria concedida pela Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, por ter sido o Primeiro Clube Brasileiro a escalar atletas negros em seu time, ainda em 1905;

-        Pelé, o maior jogador de todos os tempos, esteve para ser contratado pelo Bangu em 1956 antes de ir para o Santos. Tim era o treinador do alvirrubro e esteve em Bauru-SP, quando já estava tudo certo para ele vir jogar no Bangu. A mãe de Pelé Dona Celeste não aceitou que ele se mudasse para tão longe de São Paulo, e Pelé acabou indo parar no Santos. Este fato também é relatado com grande destaque no filme Pelé Eterno;

-        Ladislau da Guia é até hoje o maior artilheiro da história do Bangu, com 217 gols. Irmão de Domingos da Guia, e dos também jogadores do Bangu, Médio e Luiz Antônio, além de tio de Ademir da Guia, formam duas gerações de craques que o Bangu revelou para o futebol brasileiro.

-        América e Bangu juntos colocaram aproximadamente 42 jogadores na seleção brasileira de futebol em todos os tempos;

-        A mascote do America do Rio de Janeiro é caracterizado pelo Diabo, a escolha se deu pela personificação popular deste em um ser antropomorfo de pele avermelhada, cor da camisa do clube. O mascote foi adotado na década de 70, desenhado pelo cartunista argentino Lorenzo Molas. A torcida atribuiu a decadência estrondosa do time ao mascote e chegou a rouba-lo num dos jogos do clube para que nunca mais se apresentasse nos estádios. Em sua versão infantil, o mascote é o personagem Brasinha, um simpático diabinho;

-        O America serviu de fonte de inspiração para a criação de muitos outros "Américas", no Brasil e no exterior tendo o seu jogador Belfort Duarte participação em alguns deles;

-         O primeiro clássico foi disputado entre as duas equipes no dia do aniversario de um ano de fundação do America e foi vencido pelo Bangu pelo placar de 6x1.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

OS OUTROS CLASSICOS DO MUNDO-CLÁSSICO ROSARINO



 Rosário Central x Newell´s Old Boys-  “Canallas x Leprosos”

                              

Central vs. Newell's é o maior clássico da cidade de Rosário. É o principal confronto fora da Grande Buenos Aires (que inclui Avellaneda, entre outras cidades). Na primeira divisão do futebol argentino estes clubes se confrontam desde 18 de junho de 1939, quando houve um empate em 1 a 1.

O apelido das torcidas surgiu quando um hospital da cidade de Rosário, organizou uma campanha para arrecadar fundos para combater a lepra e convidou os dois clubes da cidade para participar. O Newell's Old Boys concordou em participar, mas o Rosário Central não. Desde esse dia, os jogadores e torcedores do Newell's são chamados de "leprosos", enquanto os do Rosário são chamados de "canallas".

Aonde fica Rosário?

Cidade localizada na Província de Santa Fé - Argentina. Sua população, de acordo com censo de 2001, em torno de 1.161.000 na região metropolitana. Fundada em 1665 como um povoado minúsculo chamado Pago de los Arroyos, ao sul do Rio Caracaraña.

A região era habitada pelos índios guaicurus, integrados por tobas, abipones e pilagás. Viviam da caça de antas e de capivaras, sendo bons pescadores, para o que usavam redes.
Com a expansão da presença espanhola, o governador-geral de Buenos Aires concedeu as terras da atual cidade de Rosário a Juan Romero de Pineda. Em 1823, a aldeia – então com cerca de mil habitantes – recebeu o título real de "ilustre y fiel villa de Rosario".
A cidade de Rosário é conhecida como o berço da bandeira, e sua construção mais famosa é a do Monumento à Bandeira. Além disso, desde o século XIX era conhecida informalmente como "Chicago da Argentina”.


Rosário Central: “Los canallas”                                  

Fundado em 24 de dezembro de 1889, conta, em sua história, com cinco Campeonatos argentinos e um titulo internacional: a Copa Conmebol 1995, competição precursora da atual Copa Sul-Americana.
De acordo com as pesquisas locais, é o clube de maior torcida da cidade com 46% da preferência.

Craques:

Angel Di Maria, Mario Kempes, Killy Gonzalez, Chamot, Hernan Diaz, Bonano, Bauza, Aldo Poy, Andrada, Ruben da Silva, Pizzi, César Delgado, César Luis Menotti, Pablo Sanches e Luciano Figueroa.



Estádio Gigante de Arroyito

                             
Inaugurado em 26 de Novembro de 1926, com uma vitória por 4x2 sobre o seu grande rival, o Estádio Dr. Lisandro de la Torre, também conhecido como Gigante de Arroyito, é o estádio em que o Rosário Central joga as suas partidas. Tem capacidade para 41 654 pessoas.



Newell´s Old Boys: “Leprosos”

                      

A história do Newell's, tem origem na figura do inglês Isaac Newell, nascido em 24 de abril de 1853. Possuidor de um espírito aventureiro e fanático por futebol, ele deixou sua terra natal com a idade de 16 anos a bordo de um navio, rumo a Argentina. Em 1884, ele fundou o "Colégio Comercial Anglicana" instituição que futuramente iria dar origem ao clube. Naquele mesmo ano, traria de Inglaterra a primeira bola de couro e as primeiras regras oficiais de futebol para a Argentina e foi então que o colégio começou a alternar estudo com o futebol. Em 1900, Isaac então doente, entrega a direção do colégio ao seu filho mais velho, Cláudio.
O "Newell's Old Boys" foi fundado em 3 de novembro de 1903. O principal promotor foi Claudio Newell, que para a formação do registro oficial convidou alunos e ex-alunos do colégio, que fora fundado por seu pai. Na cerimônia, foi decidido o nome "Club Atlético Newell's Old Boys" (Meninos do Newell), honrando a vida e obra de Isaac.
Com a combinação das cores das bandeiras da Inglaterra (terra de Isaac) e da Alemanha (terra de sua esposa Anne), o vermelho e preto, foi confiada a Ernest Edwards, um estudante da escola, a tarefa de conceber o primeiro uniforme do time.

Estádio El Coloso Del Parque ( Estádio Macelo Bielsa) 






                        

Seu estádio é o El Coloso del Parque, rebatizado em 2009 como Estádio Marcelo Bielsa (ex-treinador e atleta do clube)  com capacidade para 38.000 espectadores. O estádio fica localizado na cidade de Rosário, mais precisamente no Parque da Independência . Foi inaugurado em 23 de julho de 1911 e por muitas reformas, conseguiu chegar à capacidade atual de 38.095 espectadores, sendo o terceiro maior no interior da Argentina

Craques:

Gerardo Martino, Diego Maradona,  Marcelo Bielsa, Gabriel Batistuta, Abel Balbo, Américo Gallego, Jorge Valdano, Ariel Arnaldo Ortega, Oscar Cardozo, Gabriel Heinze, Roberto Sensini, Maximiliano Rodríguez, Ignacio Scocco e Lionel Messi




CONFRONTOS ( total de 164 partidas): 

                        


Vitórias do Rosário Central     -  49 vitórias e 197 gols

Vitórias do Newell´s Old Boys -  42  vitórias e 177 gols

Empates                                -  66