FONTE: vejasp.abril.br |
Em nossa constituição federal, o “direito de ir e vir” são garantidos a todo cidadão. Como o nome já diz é o direito que toda pessoa tem de se locomover de um lugar para o outro e que só pode sofrer algum impedimento por justo motivo e após uma decisão fundamentada de uma autoridade judicial. Sem querer entrar em direito do trabalho é possível que após anos de mudanças e melhorias nas condições para os jogadores profissionais exercerem sua profissão, surge uma proposta para que os técnicos de futebol não possam ficar trocando muito de clube ao longo do ano. Complicado, pois se trata do lado mais fraco da balança, sendo responsável direto por tudo de bom e, principalmente, de ruim que a equipe apresenta em campo sem falar de sempre “pagar o pato” vivendo diariamente a expectativa de ser demitido do clube.
Longe
de estar aqui procurando defender os nossos “professores” mas é preciso
encerrar de vez esta demagogia e admitir que é muito mais prático demitir um do
que vinte e dois. Técnico é uma mistura de psicólogo e gestor já que trabalha com
seres humanos e não máquinas, ou seja, nem sempre o planejado ou treinado é
possível de ser aproveitado ao máximo e por conseqüência temos as derrotas. As
vezes fazem o trabalho de babá do jogador que adoram serem mimados e não gostam
de se empenhar nos treinos....e isso fica ainda mais complicados quando se
trata da(s) estrela(s) do time. Logo todos se voltam contra os “métodos de
trabalho”.
Em
uma empresa sempre são cobrados resultados de acordo com as metas estipuladas.
Quando não dá certo, muitas delas alteram suas estratégias e promovem mudanças
nos setores envolvidos buscando a melhoria. Tudo bem que em alguns casos
os dirigentes não assumem a sua parcela
de culpa como em casos que demoram a mudar o treinador ou não reforçam a equipe
da forma que foi prometido. No final sempre quem paga a conta é o técnico.
“Bombeiros”,“retranqueiros”,“professor
pardal”,“centralizadores”,“paneleiros”, “motivadores”,“estrategistas” e até
mesmo os “eternos interinos”. Cada um tem seu perfil e método de trabalho. Em
algumas situações funcionaram bem e em outras dando tudo errado. Mesmo assim
criar um mecanismo que impeça o treinador de exercer sua profissão é um
retrocesso. Da mesma forma que os clubes podem demitir, o profissional tem o
direito de escolher aonde e quando trabalhar.
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