sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Top 5 - Microfones abertos e as gafes dos jogadores de futebol



A relação entre jogadores de futebol e microfones abertos podem produzir gols mais espetaculares do que os tentos feitos com a bola rolando. O Turma da Arquibancada separou alguns lances para o seu deleite.

Confiram o nosso Top 5 das gafes ao microfone (Cliquem nos nomes dos artistas para observarem as respectivas obras):

Menções honrosas:
Marinho (Ceará) 
Joel Santana (Botafogo)

5º Lugar – Eron (Atlético-MG)
4º Lugar – Andres “Escobar” Manga (Vasco)
3º Lugar –  Val Baiano (Flamengo)
2º Lugar – Marcinho (Grêmio)

1º Lugar – Gil (Cruzeiro) 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O goleiro não pode falhar


“Eu vou lhe avisar/ o goleiro não pode falhar”, já advertiam sabiamente os primeiros versos de “Goleiro (Eu vou lhe avisar)”, de autoria do malemolente Jorge Ben Jor. E por qual motivo esse homem não pode falhar? Ele é o homem que mais pode influenciar no resultado final de uma partida. É o único que faz com que suas mãos virem armas na batalha campal das quatro linhas. Muitos podem argumentar que o atacante tem esse mesmo poder. Errado. Muitas coisas acontecem nos cento e cinco metros que separam um gol do outro. Uma saída errada do gol, uma rebatida para a frente e um passe equivocado nos pés do atacante adversário podem ser determinantes para um resultado negativo. No entanto, o arqueiro também pode ser o responsável por defesas miraculosas que acabam por fazer com que o torcedor o canonize em vida. Principalmente se as defesas valerem títulos ou vitórias com valor de caneco.
A posição de número um dos escretes canarinhos já geraram muitas polêmicas no passado. Homens foram demonizados por lances decisivos (Barbosa/1950 e Júlio Cesar/2010) e criticados impiedosamente por suposta deficiência técnica para ocupar o posto (Félix/1970 e Valdir Peres/1982). E a impressão é que o período que veio após a Copa da França deixou muito mais dúvidas do que certezas. Talvez essas dúvidas pudessem ser dissipadas se Jefferson, do Botafogo, não tivesse sido preterido por tempo entre os selecionáveis. Ou mesmo se Bruno, ex-Flamengo, tivesse se confirmado como o grande jogador que era em seu clube.
Recentemente eu perguntei nas redes sociais qual teria sido o melhor goleiro brasileiro que meus convivas tinham visto em ação. O resultado obviamente excluiu da lista final a figuração efetiva de nomes históricos como Marcos Carneiro de Mendonça, Gilmar dos Santos, Barbosa e outros atuantes entre as décadas de 40 e a primeira metade dos anos 60. Alguns deixaram que a paixão clubística gritasse em suas avaliações. Outros preferiram praticar o esporte predileto do brasileiro, a chacota, e incluíram nomes improváveis como Silvio Luiz (ex-São Caetano e Vasco), Maisena (ex-São Paulo e Internacional) e o folclórico Juca Baleia (ex-Sampaio Correia).
Nomes expressivos como Marcos, Raul Plassman, Paulo Victor(ex-Fluminense), Paulo Sérgio (ex-Botafogo, Vasco, América e Seleção Brasileira de Futebol de Areia), Manga, Dida, Zetti, Leão também figuraram na votação informal. Todos eles têm um valor especial para a evolução de qualidade da posição e merecerão uma análise mais detalhada em um futuro próximo.
Depois de muitos palpites, o resultado não poderia ter sido, na minha opinião, mais justo do que foi. Quarenta por cento das pessoas opinantes cravaram Claudio André Taffarel como o melhor goleiro que viram em ação. Taffarel atuou pela seleção brasileira de 1988 a 1998, tendo sido o recordista absoluto em sua posição, com 123 atuações pelo selecionado. Fora o número de jogos, o goleiro também foi decisivo na conquista do tetracampeonato e em momentos-chave de torneios sub-20, Copas América e as outras duas participações como titular nas Copas do Mundo de 1990 e 1998. Apesar de ter sido conhecido como um grande pegador de pênaltis, a principal característica de Taffarel sempre foi a excelente colocação e a frieza embaixo das traves ( Defesas de Taffarel ), fazendo com que dificilmente ele fosse exigido a ponto de se esforçar ao extremo para fazer suas defesas. Plasticidade só em casos de extrema necessidade.
Também há o fato de que o defensor gaúcho foi o primeiro goleiro a transpor a fronteira europeia (jogou no Parma, no Reggina e no Galatasaray) e a ter sua importância reconhecida como um dos maiores de todos os tempos (a IFFHS o colocou como o décimo maior goleiro da história). Além disso, ele ainda tem seu prestígio conservado em alta conta pelos clubes brasileiros onde atuou, como Internacional e Atlético-MG, sendo inclusive considerado como um dos maiores ídolos do colorado gaúcho.
          Colocadas todas as honrarias e conquistas, fica parecendo que Taffarel só colheu glórias do futebol. A tarde de 25 de julho de 1993 desmente completamente a impressão de que o goleiro só teve momentos felizes na seleção. Nesse exato dia, o arqueiro viu a seleção perder a invencibilidade em eliminatórias de Copa do Mundo e ainda fez um gol contra para a Bolívia, que venceu por 2 a 0 naquela ocasião. E há uma listagem de outras falhas (Vejam Falhas de Taffarel ), provando que até mesmo os grandes goleiros, discordando do grande Jorge Ben Jor, podem errar de vez em quando. Só de vez em quando.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

"Futebol Acromático"


No ano de 1982, o Internacional-RS tinha em seu plantel um meia muito talentoso chamado Cléo. Acreditando que o país exibia uma aura que tendia à liberdade, o atleta deu uma corajosa entrevista para a Revista Placar, dizendo que tivera relações homossexuais assumidas e tranquilas.
Quando deu a declaração, o jogador já estava vendido para o Barcelona. A notícia caiu como uma bomba na Espanha. Cléo acabou atuando apenas três meses pela equipe da Catalunha, logo cedendo sua vaga de estrangeiro a um certo Diego Armando Maradona.
O meia passou a ser avaliado mais pela sexualidade do que pela habilidade com a bola. Em julho de 1982, o jogador já dava mostras de ter se arrependido de mostrar sua vida pessoal. “Quero que essa história de homossexualismo caia logo no esquecimento”, disse Cléo, na ocasião de uma recusa de entrevista para a Revista Playboy. A história jamais caiu no ostracismo. Além de ter recebido o maldoso apelido de Farah Fawcett (uma renomada atriz da época), entradas ríspidas e demais provocações passaram a ser parte do cardápio de suas jornadas nas quatro linhas. O resultado é que a carreira só durou até os 28 anos, quando ele a encerrou por conta de uma lesão no joelho.
Outro caso mais recente é do versátil Richarlyson, revelado pelo Ituano e consagrado pelo São Paulo, o meia/volante/lateral também passou por agruras semelhantes por conta de sua suposta orientação sexual. No entanto, no caso de Ricky, não foi ele que revelou qualquer detalhe íntimo.
No dia 26 de julho de 2007, o diretor palmeirense José Cyrillo Júnior, em um programa televisivo com o apresentador Milton Neves deu a entender que Richarlyson era um jogador que ainda não havia assumido sua homossexualidade. Atitude que rendeu um processo para Cyrillo e muitas perseguições para Richarlyson. Perseguições que incluíram a recusa de uma organizada tricolor em gritar o nome do jogador antes dos jogos. E a mesma rejeição voltou a acontecer no Atlético-MG.
O último time de Richarlyson foi o FC Goa, da India, treinado por Zico. Apesar de ele ter colocado o interesse de clubes dos principais torneios, o atleta segue sem destino definido para 2017. A única certeza é que Ricky seguirá ouvindo desaforos no mundo homofóbico do futebol.
Na contramão de toda essa barbárie, o futebol espanhol, em dezembro de 2016, através de quatorze clubes, manifestou toda a sua solidariedade aos grupos gays e fez uma campanha contra a homofobia. Capitães de clubes como Sevilla, Eibar, Leganés, Granada, Espanyol e Las Palmas portaram braçadeiras com as cores do arco-íris para representar a causa. É uma gota de água no meio desse deserto de preconceito, mas vale muito a intenção de aliviar o calor da ignorância.
   Recentemente, o presidente Eurico Miranda, do Vasco da Gama, deu uma entrevista polêmica para Antônia Fontenelle. Entre outros depoimentos pirotécnicos, o mandatário vascaíno afirmou que “futebol é coisa de homem” e não deve ser apitado por gays.
Lembramos ao presidente cruzmaltino que o Vasco foi o clube que abriu as portas para as minorias em 1923. Nunca discriminou ninguém. As afirmações de Eurico são contrárias ao conceito de um esporte que tem a função de integrar. Os gays, as mulheres e quem mais quiser podem e devem praticar qualquer função no meio futebolístico. Essas colocações é que afastam os jogadores profissionais da ideia de se revelarem em meio essencialmente machista e discriminatório. Apenas oito jogadores foram capazes de assumir publicamente. E nem todos acabaram bem suas jornadas. Outros têm receio de passarem pelo mesmo calvário que Cléo e Richarlyson.






terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"Que a mão esquerda não saiba o que a direita faz"


Por conta de toda comoção com o drama enfrentado pela Chapecoense, muitas ofertas de ajuda estão chegando pelas portas da Arena Condá. A grande questão parece ser aceitar o que é necessário ao clube e saber refutar o que não lhe acrescentará nada a longo prazo. Sim, porque a Chapecoense precisa de um planejamento a longo prazo, não de uma caridade que se evapora tão logo os olhares da mídia se distanciem.
Os atacantes Ronaldinho e Gudjohnsen (Ex-Barcelona, Ex-Chelsea e Pune City), respectivamente, por meio de empresário ou de forma pessoal, ofereceram seus préstimos ao time de Chapecó. Ainda que no campo da boataria, outro nome surgido é o do argentino Román Riquelme, que também teria se mostrado disposto a interromper sua aposentadoria e atuar em Santa Catarina. Apesar do gesto de aparente boa vontade, o que se pode notar é que os três jogadores, com idade muito superior a trinta e em franca decadência (ou hibernação), nada acrescentariam em termos de reconstrução.
                Atualmente sem clube, o treinador Levir Culpi ofereceu trabalho voluntário até o fim do Campeonato Catarinense. Embora a proposta seja muito generosa, a atuação pelo período de 180 dias não ajudaria na reconstrução de um padrão tático e a colocação nos trilhos de um time que saltará do papel nas próximas semanas. O mínimo de contrato que se poderia aceitar de um técnico, para que realmente uma missão seja deflagrada, é o espaço de um ano.
                Ivan Tozzi, o presidente em exercício do clube, é rápido em afirmar que busca profissionais que tenham comprometimento com as cores do time. Faz isso de maneira grata, mas de forma que fica claro o objetivo de retrabalhar com dignidade, sem a necessidade de um marketing exagerado para levantar um castelo de cartas ou de areia que cairá ao dissabor dos primeiros ventos ou dos ataques das ondas vindouras.
                Lembrando que a Chapecoense, quando iniciou sua projeção na elite do futebol brasileiro, era um clube com investimento modesto. Em 2014, sua folha salarial batia na casa de R$ 1, 3 milhão e um teto salarial de R$ 70 mil. Ainda ressaltando que Conca e Fred, jogadores do Fluminense na mesma época, embolsavam cerca de R$ 1 milhão cada um. E isso não mudou muito durante o período que antecedeu a fatalidade com o elenco do clube. Em 2016, a média salarial era de R$ 30 mil. Contrariando a filosofia dos sheiks árabes ou dos russos obscuros, esse valor formou um grupo coeso e disposto a fazer história com suor e com gana.

Uma solução lógica é aceitar a entrada das doações (jogos beneficentes, o leilão capitaneado por Felipe Melo na Internazionale, doações avulsas de jogadores e ex-jogadores, etc) e pinçar jogadores jovens que não venham sendo aproveitados nos times de grande porte da série A. Atlético-MG e Corinthians foram clubes que ofereceram suporte por meio de seu plantel, e ainda há rumores de outros que fizeram o mesmo tipo de oferecimento. E assim haveria material humano para moldar um time com o mesmo tipo de pensamento que norteou a caminhada da Chapecoense nesses últimos três anos. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O VERDE QUE DÁ ESPERANÇA!

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O dia 29 de novembro foi um dia muito triste para o futebol mundial. Principalmente para uma cidade de 210.000 habitantes, localizada no estado de Santa Catarina. Setenta e um passageiros foram vitimados naquele que é o pior acidente aéreo envolvendo uma delegação esportiva.
O sonho da Chapecoense foi interrompido pela queda do avião. Dias antes, o time de Chapecó havia conquistado de forma heróica, contra o perigoso San Lorenzo, o direito de buscar o título da Copa Sul-Americana. O time a ser batido passava a ser o Atlético de Medellín, uma das equipes de futebol mais sinuoso e atual campeão da América. A festa foi cancelada antes mesmo da chegada dos convidados. As primeiras notícias chegavam de forma desencontrada. O que aconteceu de fato? Quantas vidas seriam possíveis resgatar daquele dia? E o avançar da manhã de um dia do final de novembro relevou que era a morte do futebol que estava decretada.
No que seria um duelo entre alviverdes, a dignidade e humanidade com que agiram os colombianos é de se aplaudir de pé. Para os que não sabem, o Atlético Nacional (conhecido antigamente como Nacional de Medellín) passou anos com a mancha e a carga de ser atrelado à figura do narcotraficante Pablo Escobar. O mundo deu voltas e permitiu ao clube de Medellín oferecer um gesto magnânimo aos brasileiros. O Atlético abriu mão do título em prol do clube catarinense.
A lógica diria que os colombianos venceriam a decisão, pois eles têm mais time e maior envergadura em competições continentais. No entanto, a importância dos catarinenses estava consolidada depois de derrubar dois gigantes argentinos, o Independiente e o San Lorenzo.
A Chapecoense já não era mais uma mera desconhecida e muito menos entraria para demonstrar algum vestígio de medo. Tudo conspirava para uma grande decisão. Caio Junior aproveitou bem a base montada por Guto Ferreira e alinhou isso ao melhor período de sua carreira, e teve atletas com muito mais gana de jogar do que preocupados com status. A diretoria vinha fazendo um trabalho sério e competente fora das quatro linhas. Arrisco-me a dizer que, caso mantivesse a ordem, poderíamos ter, em menos de uma década, o nascimento de uma quinta força no sul do país. A queda de um transporte aéreo levou embora muito mais do que futebol.

Texto feito em parceria entre: Sergio Henrique Homem e  André Lima - 05 de Dezembro de 2016




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

COLUNISTA CONVIDADO: Diogo Simas

Pinta de…
- Você acertou na mosca!
Minha mãe me acordou com esta mensagem após a eleição do Trump. Muitos davam como certa a eleição de Hillary. Para mim, era certa a eleição do Trump!
Vou muito aos Estados Unidos. Gosto dos Estados Unidos. País decidido, toma iniciativa, faz sua vontade. Acerta e erra, mas quando decide faz. O Trump é a cara do “Norte-americano”. Fala o que pensa sem pensar, não é um primor de educação e deixa claro que adora dinheiro.
Não identificá-lo com seu povo? Impossível.
Tanto aqui como lá, muitos acreditavam que era impossível sua eleição.
Acreditavam? Torciam!
Acreditar. Torcer.
Sou Alvinegro. Não sou Vascaíno. Mas quero que o Vasco suba. Não há rivalidade que me faça crer que um time do tamanho do Vasco deva permanecer na Série B. Mas há problemas. Hoje, haverá problemas.
Problema… O Vasco está jogando mal!
Quando começa a Série B damos como certo o acesso. Ano passado foi assim. No outro também. E no outro… Mas o que leva ao acesso é jogar bem e o Vasco está jogando mal. Vai jogar bem hoje?
Problema… O time é fraco!
Essa é a verdade. Tendemos a enxergar jogadores de times grandes como melhores do que dos demais. Tendemos a enxergá-los melhores do que são. O time do Vasco é melhor do que os outros? Talvez. Mas é muito melhor? Esse time é incapaz de vencer por inspiração. Que vença por transpiração! Isso não sinto, não vejo, não percebo. Vai haver transpiração hoje?
Mas, como no início, acreditamos que o Vasco subirá. Afinal, é o Vasco. Subirá sim! Eu acredito! Todos acreditam!
Está definido: o Vasco subirá!
Nos Estados Unidos, muitos acreditavam que daria Hillary e, contra todos os prognósticos, deu Trump.
Problema… o Vasco está com uma pinta de Hillary… 

Diogo Simas
Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2016.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

OS OUTROS CLÁSSICOS DO MUNDO: "OLD FIRM"

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Old Firm ("velha firma", em inglês) é o nome popularmente dado ao maior clássico do futebol escocês,  protagonizado por Celtic x Rangers. É um dos clássicos de futebol mais antigos do mundo e para muitos especialistas esta é a maior rivalidade do futebol mundial devido às divergências culturais e religiosas envolvidas.
No segundo jogo da final da Copa da Escócia de 1909, com 60.000 espectadores no Estádio de Hampden Park, uma briga de enormes proporções entre torcedores dos dois clubes e também com a polícia, suspendeu a decisão e inaugurou a fase violenta deste confronto.
A confusão iniciou-se por rumores de que os dois clubes, que já haviam empatado a primeira partida, teriam combinado nova igualdade no placar, pois haveria interesse de ambos em realizar um terceiro jogo para definir o campeão por interesses econômicos, com a venda de mais ingressos. O clássico receberia então o apelido de "The Old Firm", uma insinuação que ambos os clubes se beneficiariam financeiramente da antipatia mútua.


Católicos x Protestantes
                   

Em 1900, instalava-se em Glasgow um estaleiro, de nome Harland & Wolf, que tinha como norma não contratar católicos. Este fato trouxe à tona o problema religioso escocês, que imediatamente foi transferido para o futebol, já que ambos os clubes tinham identidades com as partes envolvidas, o Celtic, católico e Rangers, protestante.
O Rangers é um clube no qual boa parte de seus torcedores é devota do Anglicanismo, ou seja, seguidores político-religiosos da Rainha do Reino Unido. Sua torcida traz uma grande bandeira, onde está pintado o rosto da Rainha Elizabeth II, a atual líder anglicana, além de venerarem o UVF (grupo terrorista protestante do Ulster) e costumamente portarem bandeiras do Reino Unido nos jogos.Embora no início fosse uma equipe aberta, resolveu adotar a política de aceitar apenas protestantes ainda em 1890.
Já o Celtic, apesar de sua identificação com os católicos, entretanto, nunca se restringiu a eles, sempre tendo aceitado jogadores de todas as religiões, possui milhares de torcedores entre os católicos das duas Irlandas. Sua torcida exibe uma bandeira alviverde com o retrato do falecido papa João Paulo II, costumando portar bandeiras da República da Irlanda e da Escócia. Os mais extremistas também exaltam o IRA (grupo terrorista católico).
Estes são os números do clássico escocês:
  • Número de partidas: 572
  • Vitórias do Rangers : 241
  • Vitórias do Celtic : 199
  • Empates : 132

A Cidade de Glasgow


Capital e  maior cidade da Escócia. É a terceira mais populosa do Reino Unido, depois da capital Londres e de Birmingham, e a mais populosa cidade britânica fora da Inglaterra.
A cidade oferece vários museus e inúmeros e extensos parques. A cidade tem três catedrais; a Catedral de Glasgow, hoje uma igreja da Igreja da Escócia; a Catedral Santa Maria de Glasgow, da Igreja Episcopal; e a Catedral Santo André de Glasgow, da Igreja Católica. Alem do turismo, comércio, indústria e serviços financeiros também movimentam a economia local..

Rangers 
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Os quatro fundadores do Rangers, os irmãos Moses Mcneil e Peter McNeil, Peter Campbell e William McBeath encontraram-se em março de 1872 e deram o nome depois de vê-lo numa revista de rugby. A fundação oficial do Rangers é reconhecida como tendo sido em 1873, quando o clube se reuniu pela primeira vez e todo o time. Os dados dessa temporada, como os registos dos jogos amisotos e os registros da época em que entrou na Federação Escocesa de Futebol foram perdidos. .
Em 2012 o Glasgow Rangers que devia mais de 26 milhões acabou por declarar falência e  foi comprado por um empresário e passou a chamar-se The Rangers FC recomeçando a sua escalada no futebol na Quarta Divisão da Escócia. Venceu todas as divisões e agora, cinco temporadas depois, retorna para a primeira divisão na temporada 2016/ 2017.
O Ibrox Stadium Fica no bairro de Ibrox. Foi inaugurado em 1899, com capacidade para 4.500 torcedores. Em mais de 100 anos, o estádio passou por várias reformas. A mais recente, em 2006, aumentou a capacidade para 50,817 torcedores, sendo um dos maiores da Grã-Bretanha.
O Rangers conquistou 54 campeonatos escoceses, e detém o maior número de troféus domésticos do mundo.

Celtic

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O Celtic Football Club foi formalmente constituído na Igreja de St. Mary, na East Rose Street (atual Forbes Street), Calton, Glasgow, pelo irmão Marista Walfrid Kerins em 6 de novembro de 1887, com o propósito de aliviar a pobreza no leste de Glasgow. O projeto de caridade chamava-se The Poor Children's Dinner Table.
A população da região era formada, em sua maioria, por imigrantes irlandeses, vistos na época como cidadãos de segunda classe. Discriminados na condição de estrangeiros, eles recebiam salários inferiores à média. A escolha do nome Celtic foi uma maneira de propagar o orgulho que os integrantes tinham de suas origens.
O novo clube alugou um terreno, e um grupo de voluntários trabalhou para transformá-lo em um campo de jogo.
O primeiro jogo oficial do Celtic foi um amistoso jogado no velho Celtic Park, em 28 de maio de 1888 contra o Rangers. O clube vestia camisas brancas com uma gola verde e uma Cruz Céltica verde e vermelha no peito. As camisas foram doadas ao clube. Os calções eram pretos e as meias verde-esmeralda.
Seu estádio é o Celtic Park, localizado em Parkhead, suburbio de Glasgow. O estádio é conhecido por Parkhead, devido à região onde está o estádio, e foi apelidado de Paradise pelos torcedores do Celtic. É o segundo maior estádio da Escócia (depois do Murrayfield) e é o segundo maior estádio de clube do Reino Unido (depois do Old Trafford).Foi inaugurado em 1892 e em 1995, após esforços para sua modernização, teve a capacidade reduzida para 60 832 espectadores.
O Celtic conquistou 47 campeonatos escoceses e uma Copa dos Campeões da Europa.


Curiosidades

- . Kenny Dalglish é um exemplo famoso de protestante que atuou no Celtic na época em que o Rangers, clube que torcia, continuava restrito;
- . Jock Stein, mítico treinador do Celtic, inclusive incentivava os seus olheiros a, caso encontrassem jovens protestantes e católicos de talentos similares, a investirem nos protestantes e os convencerem a atuar no alviverde, uma vez que os católicos não seriam em nenhuma hipótese usados pelo Rangers;
- Os recordes de público deste clássico são os confrontos de 1º de janeiro de 1938 com 92.000 espectadores no Celtic Park e de 118.567 espectadores no Ibroux Park (Rangers) em 1º de janeiro de 1939;
- O Ibrox Stadium é um dos 27 estádios 5 Estrelas segundo a UEFA e um dos dois da Escócia (o outro é o Hampden Park), podendo receber finais da Liga dos Campeões da UEFA e da Copa da UEFA.
- Em 1876 o Rangers teve o seu primeiro convocado com Moses McNeil a representar a Escócia numa partida contra o País de Gales;
- A primeira Old Firm de todas teve lugar em 1888, data da criação oficial do Celtic. O Rangers perdeu por 5-2 para o Celtic que tinha praticamente todos os jogadores emprestados pelo Hibernian F.C;
- A maior goleada do clássico foi: Celtic 7x1 Rangers;
- O Celtic é o único clube na história a conquistar uma Copa Européia com um time completamente formado de jogadores pratas-da-casa e o único escocês a chegar na final.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

DE TRÊS ! ( Por Marcos César da Silva)

Estadual do Rio x NBA, o contraste


Que nós amamos o basquete, não é novidade, mas é difícil manter esse amor pelo esporte aqui no Brasil, quando quem "organiza" o nosso minguado Campeonato Estadual esforça-se de maneira absurda para que desistamos de torcer.

A final do Campeonato Estadual, que já teve apenas quatro clubes, foi, como se esperava, disputada por Flamengo e por Vasco da Gama. Em razão da estúpida briga entre suas próprias torcidas, o Flamengo foi penalizado com duas partidas com portões fechados. Sem dúvida que a punição poderia ser paga no futuro, em jogos de menor apelo, contudo, os dirigentes não agiram com a razão, pelo que acabaram por matar o já combalido campeonato, impondo um primeiro jogo sem torcida, disputado no Ginásio Hélio Maurício, na Gávea. Pouco antes da partida, o Flamengo conseguiu um efeito suspensivo, mas não havia mais tempo para alterar o local do jogo.

Em quadra, com apenas seis jogadores adultos e com juvenis completando o plantel, o Flamengo conseguiu a vitória, com excelente atuação de Marcelinho Machado e de JP Batista.

Quando se achava que a segunda partida teria público, a diretoria do Vasco da Gama preferiu a vantagem técnica de jogar em casa e marcou o jogo para São Januário. Sem os alvarás de segurança, mais uma vez, a partida foi disputada com portões fechados, com vitória da equipe cruzmaltina, em excelente atuação individual do armador Hélio, mantendo a tradição de jogadores que arrebentam contra seus ex-clubes.

A cereja do bolo? Não há data para a última partida, já que começaram os compromissos da temporada regular da NBB. O Flamengo, mandante, sugeriu a longínqua data de 06 de Dezembro de 2016, mas até o fechamento desta edição, a FBERJ não tinha decidido nada.

O contraste do nosso combalido campeonato com a NBA é tamanho, que a comparação aqui é retórica. Lá, o basquete é levado a sério.

Grande bicho papão no papel, o Golden State Warriors foi triturado pelo San Antonio Spurs na estreia. Greg Poppovich deu uma aula, mais uma vez, trabalhando em cima dos pontos fracos da equipe californiana. Kawhi Leonard e Lamarcus Aldridge passearam em quadra e a vantagem de 29 pontos, com o placar final de 129 x 100, foi coroada com uma sensacional enterrada de Ben Simmons, que mereceu o primeiro lugar no Top 10 da rodada de abertura da NBA.

Na outra ponta das expectativas, os Lakers, com um time extremamente jovem, conseguiram uma marcante vitória sobre o Houston Rockets da estrela James Harden. Luke Walton deu mobilidade ao time, que jogou em alta velocidade e contou com um impressionante aproveitamento nas bolas de três, para bater um Rockets renovado, com Harden jogando de armador e levando a bola, uma aposta de Mike D´Antoni para a temporada. Nenê e Marcelinho Huertas foram discretos na partida.

Para encerrar, LeBron James e sua trupe mostraram ao que vieram. Com uma atuação soberba do King James, não tomaram conhecimento do New York Knicks e venceram com autoridade, por 117 x 88. Nos Knicks, o quinteto titular promete, com Rose, Anthony e Porzingis merecendo destaque.

Na semana que vem, voltamos falando mais sobre o basquete, no Brasil e no Mundo. 

Grande Abraço a todos!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

OS OUTROS CLÁSSICOS DO MUNDO: PEÑAROL x NACIONAL





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"Clásico del fútbol uruguayo"

Peñarol x Nacional disputam o principal clássico do Uruguai. Ambos os clubes estão sediados na capital do país. É o mais antigo clássico do continente americano. Fica atrás apenas dos confrontos da Inglaterra e demais países da Grã-Bretanha. Detentores de diversos títulos nacionais e internacionais, ambos os clubes foram base para os títulos mundiais de 1930 e 1950 .

Cidade de Montevidéu

Montevidéu nasceu de um pequeno povoado de índios tapes e imigrantes das Canárias radicados em torno de um forte construído, em 1723, por ordem de Bruno Mauricio de Zabala, governador espanhol de Buenos Aires, para manter as tropas portuguesas de Manuel de Freitas da Fonseca fora do Rio da Prata. Em 1726, adquire estatuto de cidade. Localiza-se na margem oriental (leste) do Rio da Prata (Río de la Plata) com 67 quilômetros de costa.
A cidade é sede política e financeira do país. É nas suas indústrias que são processados os derivados da , carne e couro vindos das criações do interior do país para exportação. Montevidéu também concentra indústrias calçadistas, alimentícias e têxteis e de base como de cimento, de construção naval e exploração de petróleo.



“Decano Del Futbol Uruguayo”
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Em 14 de maio de 1899 na casa do Dr. Ernesto Caprario, ao lado do atual Teatro Verdi, sócios, jogadores e dirigentes dos clubes Uruguay Atlética Club, com sede em La Unión, e Montevideo Football Club fundem-se para criar o Club Nacional de Football, primeira equipe criolla ( filhos de espanhóis nascidos fora do país) da América Latina. Tem inspiração no nome escolhido e nas cores da bandeira de José Artigas: As cores do clube são azul, branco e vermelho, que se refletem nas suas sociais e os símbolos foram formados a partir da bandeira de independência uruguaia.
O clube possui 45 títulos do campeonato uruguaio, 3 libertadores da América e 3 interclubes como suas principais conquistas.
O estádio Gran Parque Central é a casa do Nacional. Construído para a copa de 1930, e fica Localizado no bairro La Blanqueada, em Montevidéu, foi remodelado no começo de 2005, é o campo do Nacional, com capacidade para 26.500 pessoas, foi recentemente reconhecido pela FIFA por ter sido sede da primeira partida da história das Copas do Mundo (disputado em 13 de Julho de 1930, entre Estados Unidos e Bélgica, pelo Grupo D da Copa do Mundo, com resultado favorável para os americanos por 3 a 0). Simultaneamente, outra partida foi disputada no atualmente inexistente Estádio Pocitos. Para encontros que se possam ter um maior público que do Parque Central, utiliza-se o Estádio Centenário.
Jogadores históricos: Álvaro Recoba, Dario Pereyra, Diego Lugano, Hugo de Leon, Rodolfo Rodriguez, Luiz Artime, Manga, Domingos da Guia, Ruben Sosa,etc.

“Os Carboneros”
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Fundado em 28 de setembro de 1891 sob o nome de Central Uruguay Railway Cricket Club, também conhecido como CURCC.[2] Renomeado CURCC Peñarol em 13 de Dezembro de 1913, adotando o nome final do Club Atletico Peñarol em 12 de março 1914. O nome deriva do bairro Peñarol localizado na periferia de Montevidéu chamado de Villa Peñarol.
Alguns pesquisadores argumentam que o CURCC e Peñarol herdaram a tradição e há uma continuidade entre ambos, mesmo sendo duas instituições diferentes sociológica e jurídicamente.
Em 1892 começa-se treinar futebol, se resolve na Assembleia de 05 de maio e é designado como capitão John MacGregor. Poucos dias depois é jogado o primeiro jogo, em 11 de maio contra uma equipe de estudantes do Colégio Britânico. Foi vitória carbonera por 3 a 2.
Desde a sua criação, o presidente Roland Moor usou as cores amarelo e preto espelhando-se na Locomotiva Rocket devido a forte ligação com a empresa ferroviária.

O clube é o maior campeão Uruguaio com 50 conquistas, além de 5 copas libertadores da América e 3 interclubes.

O  Peñarol inaugurou recentemente o Estádio Campeon Del Siglo: No início de novembro de 2013, Em uma cerimônia em 19 de dezembro a pedra fundamental do novo estádio foi colocada e a construção começou no início de 2014. Foi inaugurado Dia 29 de março de 2016,com a vitória para os donos da casa por 4x1 diante o River Plate da Argentina. Possui também o Estádio José Pedro Damiani, também conhecido antigamente por"Las Acacias"  que  atualmente não se encontra liberado por razões de segurança, para disputar partidas da primeira divisão. Em jogos de grande apelo de publico,costuma-se usar o histórico Estádio Centenário.
Jogadores Históricos: Ghiggia, Obdulio Varela, Pedro Rocha, Chilavert, Luis Cubilla, Jair Gonçalves, Elias Figueroa, Pablo Forlan, Diego Forlan, Schiaffino, Ladislao Marzurkiewicz, etc.

O Clássico

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Há duas versões para o começo da história deste clássico. Uma corrente defende que estas duas equipes enfrentam-se desde 15 de julho de 1900 (vitória do CURCC, que seria o nome anterior do Peñarol, por 2 a 0, sobre o Nacional). Outra corrente defende que o primeiro enfrentamento foi em 14 de dezembro de 1913, com um empate em 2 a 2 entre Nacional e Peñarol, clube que teria sido formado por indivíduos que militavam no CURCC, possuindo outro nome.
O Nacional costumava contar com a simpatia dos uruguaios de ascendência espanhola, assim como o Peñarol costumava ter a simpatia dos uruguaios com ascendência italiana. A explicação para isto, é que o tricolor Nacional surgiu como um clube criollo, ou seja, nativo, formado "somente por uruguaios", numa época em que a grande maioria dos uruguaios era de origem hispânica e que os outros clubes eram dominados por estrangeiros, principalmente ingleses (caso do CURCC). Com a chegada em massa de novos imigrantes no Uruguai no início do século XX, principalmente italianos, que inicialmente foram tratados com reservas pela população local, estes tiveram tendência a se agrupar em torno do CURCC (depois Peñarol), enquanto os mais conservadores, já estabelecidos, em geral se aproximaram do Nacional.

Total de jogos: 526
184 Vitórias do CURCC/Peñarol
174 Vitórias do Nacional
169 Empates
670 Gols do CURCC/Peñarol
633 Gols do Nacional

Curiosidades:

-        Maior série invicta em clássicos: Nacional, 16 partidas (7 vitórias e 9 empates) e pelo lado do  Peñarol, a maior série invicta foram de 14 partidas (7 vitórias e 7 empates);
-        O Nacional tem o maior artilheiro da história do clássico: o argentino Atilio Garcia, com 34 gols. O clube  também detém o recorde por ter 10 vitórias em clássicos seguidos (entre os anos 1939 e 1942). Entre estes 10 clássicos apareceu a maior goleada dos clássicos entre Nacional e Peñarol: Em 14 de dezembro de 1941 o Peñarol foi derrotado pelo Nacional por 6 a 0;
-        Enzo Francescoli, um dos maiores jogadores da historia do futebol uruguaio é torcedor declarado do Peñarol;
-        O Penãrol é considerado o maior clube sulamericano no século XX de acordo com a IFFHS.



                                              Sergio Henrique Homem ( SERGINHO)




 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

DE TRÊS ! ( Por Marcos César da Silva)

TORCIDAS "DESORGARNIZADAS", PARA QUE SERVEM?


Depois de meses, voltei ao ginásio do Tijuca, para assistir ao basquete do Flamengo, que enfrentava o Vasco da Gama.
Começou o jogo, Flamengo melhor, dominando amplamente a partida, abriu 18 pontos. Aí, do nada, a Raça Rubro Negra, e nem foi toda ela, uma meia dúzia da meia centena que estava por lá, resolve brigar com a Torcida Jovem, mais uma vez uma meia dúzia da meia centena. Resultado, PM, pelo GEPE, acertadamente distribuindo borrachada, que era para por esses meliantes nos seus lugares.
Há exceções, como a Fla Manguaça, a Fla Chopp e até a Urubuzada, que eu NUNCA vi partir para a briga com ninguém, mas torcidas organizadas só servem para isso. Ah, puxa cantos, torcem, mas se ficassem só no incentivo, seria maravilhoso. Mas não, tem que brigar...
Resultado, jogo interrompido, gás de pimenta e o time cruzmaltino foi lá e tirou boa parte da vantagem.
Segundo tempo, reservas do Flamengo jogando bem e logo abriram 10 pontos. E o que fazem os imbecis uniformizados? Brigam. De novo. Novamente, jogo interrompido, esfriando a partida no momento em que o Flamengo crescia e dominava e pronto, vitória deu Vasco.
José Netto fez más escolhas. Marcelinho, a despeito de eu não gostar do estilo de jogo dele, estava bem e saiu no 1o quarto e só voltou, frio, quando o jogo pegou no breu no 4o quarto. Tirou Marquinhos quando ele levava vantagem sobre Jackson e insistiu com uma marcação por zona, que abriu para os chutes de Nezinho.
A certeza é de que as organizadas estavam com vontade de brigar. Com o futebol jogando longe, eles estavam há muito tempo sem o pugilato tradicional, daí a sanha de sair na mão, sem pensar que isso prejudicaria, como prejudicou, ao time em quadra.
Lamento pelos amigos que fazem parte de torcida e só torcem. Claro que se forem agredidos, tem que se defender, mas o que vimos foi iniciativa de todos em sair na porrada. E o jogo, bom, esse o Flamengo saiu derrotado. Bom dia, boa terça.



Marcos César da Silva escreve a coluna "De Três!" com todas as novidades do Basquete nacional e internacional.