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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Deixem os garotos brincarem!


Na partida contra o Atlético-PR, em Volta Redonda, o técnico Milton Mendes deve escalar o Vasco com a seguinte formação: Martín, Gilberto, Rafael Marques, Jomar e Ramon; Jean, Bruno Paulista, Guilherme, Mateus e Paulinho; Paulo Vitor.
De acordo com o que foi observado no último treinamento, o meia Escudero deu lugar a Guilherme, o que faz com que o time seja claramente leve e em busca de uma maior ofensividade. Foi essa leveza na parte ofensiva que levou o Grêmio a conquistar uma vitória por 3 a 1, pela Copa do Brasil, em cima do mesmo Atlético-PR, que vem para o duelo sem dois importantes jogadores, Douglas Coutinho e Thiago Heleno. A opção de Mendes é para jogar em cima dos avanços dos laterais e da lentidão dos zagueiros do Atlético-PR.
O maior perigo atleticano vem dos cruzamentos de Sidcley e Cascardo para o meio da área, conhecido defeito dos defensores vascaínos. A defesa experiente escolhida pelo treinador Mendes terá que ficar de olho no habilidoso Ribamar, ex-Botafogo, que será o responsável principal para tentar vazar a meta do goleiro vascaíno.
O rubro-negro paranaense vem fazendo uma campanha ruim no Campeonato Brasileiro. Ele soma 17 pontos e está em 17º lugar, a primeira posição do Z4.
É um excelente jogo para o Vasco se autoafirmar e passar confiança para os garotos que buscam um lugar definitivo nesse time da Colina. Caso vença o jogo de hoje, o Cruzmaltino somará 26 pontos, ultrapassará o rival Botafogo e fica somente a um ponto do Sport, que é o 6º colocado, a última vaga de qualificação para a Libertadores 2018.



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Botafogo x Vasco - Uma análise dos gols sofridos pela defesa mais vazada do Brasileirão 2017


Apesar dos quatro níveis do curso da Uefa de Milton Mendes, o Vasco sofre derrotas porque erra na marcação no nível mais básico do futebol de várzea. Todos marcam a bola em uma situação de cruzamento. Não estando no confronto do atleta que tem a bola, o jogador mais peladeiro tem a consciência de que o olhar dele deve estar preso aos olhos e ao corpo de seu adversário. São equívocos de fundamento que podem ser corrigidos com treinamento voltado para a deficiência.
No lance do primeiro gol botafoguense, enquanto Bruno Silva se preparava para alçar a bola na área, três jogadores do Vasco apreciavam a movimentação do alvinegro. E quando aconteceu o cruzamento, Paulão e Breno eram os responsáveis por interceptar a bola e marcar os finalizadores. Apenas Roger se colocou no caminho da bola. Breno não marcava ninguém e só admirava a bola. Paulão ficou olhando Roger avançar porque se distraiu com a bola no ar. Resultado: Roger passou no meio dos dois zagueiros e desviou para o gol de Martin Silva. Falha grave.
O segundo tento do Botafogo surgiu em jogada de falta. João Paulo rolou, e Victor Luis acertou um petardo no ângulo esquerdo de Martin Silva. Sem chances para o goleiro. Uma constatação: a barreira vascaína abriu completamente e possibilitou a trajetória da bola, que passou no vão entre o segundo e terceiro homem, da esquerda para a direita. Ou seja, era só cumprir o que se espera de uma barreira.  
E o terceiro gol do clube da Estrela Solitária trouxe novamente a observação da bola. Enquanto a bola viajava, após enfiada de João Paulo, três jogadores vascaínos observavam o itinerário da pelota. Um deles fez o corte para o meio da área, onde Roger, completamente desmarcado, com um Paulão à certa distância, esperava para disparar e confirmar a vitória elástica e sem contestações do Botafogo.

O Vasco sofreu vinte gols em nove jogos, obtendo uma média de 2,22 gols/partida. A média do Brasileirão 2017 é de 2,48. A defesa cruzmaltina têm ajudado muito na boa condução desse quadro. O time de São Januário somente não sofreu gols na partida diante do Avaí. Embora a defesa vascaína tenha tentado colaborar, o time catarinense não fez o suficiente para que esse feito fosse obtido. E o que assusta mais é a fala de Milton Mendes, que insiste em dizer que a defesa do Vasco não possui esse grau de inferioridade com relação às outras do torneio. O treinador chegou a negar que seus comandados tivessem a marca de pior defesa do campeonato. Os números não mentem. Sr. Mendes. É preciso assumir os pecados para buscar o céu. 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vasco, o novo Lazaro?



O Vasco da quinzena de maio é bem melhor que o Vasco do Campeonato Carioca. Observe que a questão do tempo está bem em evidência por aqui. E por qual motivo? Sabemos que, apesar do esforço e do padrão fornecido pela direção operária de Milton Mendes, o time vascaíno não é um daqueles que são cantados de cabo a rabo pelo mais desinteressado torcedor. O mais pessimista já começa a olhar pelo canto do olho e apostar às escondidas no cruzmaltino naquele bolão da empresa. O fato é que o time melhorou. Com o fator casa, conseguiu duas vitórias muito suadas contra o Bahia e o Fluminense (que por sinal tinha uma campanha 100% e exibe um futebol competitivo). O teste real será quando enfrentar um adversário de peso em seus domínios, uma vez que toda estrutura rachada e carcomida começou a fazer água na primeira rodada, contra o Palmeiras.
Flávio Gomes, da Fox Sports, declarou sabiamente que não há motivo para que a torcida vascaína fique eufórica com esses resultados. Segundo ele, o time, quase o mesmo, não prestava há duas semanas. E ele ainda acrescentou que esse grupo iria continuar brigando para não cair. Uma galera também insistia em derrubar o Botafogo no ano passado. Deu no que deu. O time continua sendo mediano, mas, para a sorte do Vasco, os outros times - com exceção de um Palmeiras, um Atlético-MG ou um Grêmio - não são tão diferentes assim. A segunda página da tabela é o lugar que parece guardar a poltrona macia e a lareira do time de São Januário. Isso se o futebol fosse uma ciência exata. Coisa que passa muito longe de ser. Coração e disciplina podem fazer a diferença em um torneio tão nivelado quanto é o Brasileirão.
Outra questão muito discutida é sobre a barração de Nenê. A verdade é que o meia-atacante estava há muito tempo relegado a uma faixa de campo, de onde tentava algumas bolas alçadas para a área e alguns chutes para o gol adversário. Tudo isso sem muita mobilidade ou a eficácia de 2016. Mas, para um elenco carente de jogadores diferenciados, Nenê faz todo sentido e diferença. Pode ser que a reserva tenha mexido com os seus brios, que o gol decisivo do último jogo tenha devolvido a vibração do camisa 10 da colina e que ele volte a ser a rocha sobre a qual o futebol cruzmaltino será edificado. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Vasco estava verde contra o Palmeiras


Muito por causa dos erros de sua zaga e pela inanição de seus laterais, o Vasco foi facilmente goleado pelo atual campeão brasileiro, o Palmeiras. Uma derrota seria assimilada como normal caso houvesse alguma consistência tática no jogo vascaíno. Não dá para dizer também que o Vasco não teve nenhuma chance, pois o cruzmaltino as teve. O problema foi o que fez dessas oportunidades. O lance em que Douglas – um dos únicos que se pode isentar de culpa - pega uma bola mal recuada da zaga palmeirense, tendo tempo para elaborar um milhão de soluções, e chuta no travessão é a marca registrada desse Vasco. Um time que teve vinte dias para treinar e conseguiu executar um padrão de jogo ainda pior que o do estadual (que já não é referência alguma). Intranquilidade é a palavra-síntese para esse time dirigido por Milton Mendes. E tomar um gol aos cinco minutos de jogo ativa todas as inseguranças possíveis.
Não é equivocado dizer que o jogo teve uns vinte e cinco minutos de algum equilíbrio. Só que esse equilíbrio advinha da falta de apetite do time paulista, que parecia satisfeito com a leve vantagem no placar. O segredo para os alvinegros talvez fosse forçar o jogo pelo lado esquerdo, o setor onde estava Zé Roberto, que já não vem suportando correrias. Apenas uma vez o time carioca tentou esse recurso. E o que veio de concreto foi o segundo gol palmeirense, no fim do segundo tempo.
Com 47 segundos do segundo tempo, o Palmeiras ampliou. E a partir daí o jogo poderia ter virado um massacre. Mais tarde, Jomar cedeu mais um pênalti, e o alviverde deu números de goleada ao confronto. Resumo do jogo: foi pouco. Nem a maior goleada do campeonato, o 6 a 2 do Bahia sobre o Atlético-PR, teve números reais tão contundentes. A derrota inicial do Vasco exibiu uma nudez pública do elenco. Desnuda falhas no preenchimento do elenco vascaíno e das limitações de quem foi escalado. Não dá para começar o torneio pegado com as opções de zaga que o time possui. E também há a necessidade urgente de um lateral-esquerdo. Milton Mendes não pode ser considerado culpado por esse ar de tragédia, pois não se pode fazer uma limonada com maracujás.
Segundo informações do GloboEsporte.com, Eurico Miranda também saiu da prostração e investiu na contratação de dois zagueiros, Paulão e Breno. O primeiro é um zagueiro vigoroso que costuma aparecer muito bem nas bolas altas e jogadas de bola parada; o segundo, um jogador de boa técnica, de jogo sóbrio, que foi incensado no Bayern e já teve convocações para a seleção brasileira em uma época que parece distante. A realidade informa que ambos não estavam tendo ritmo de jogo no Internacional e no São Paulo. Ambos vêm tentar uma aposta no Vasco.
Outra especulação vem do Qatar. O zagueiro Anderson Martins já teria se despedido do Umm Salal, seu clube na temporada passada, e pode aportar em São Januário. O fato é que, caso a transferência se concretize, ele seria a única realidade dentro da trinca de nomes com quem o Vasco vem flertando.