segunda-feira, 18 de abril de 2016

AÇÕES DE MARKETING NO FUTEBOL

FONTE:blogs.ne10.uol.com.br




Inicialmente, a imagem do atleta era explorada de forma individual, mas com as principais mudanças ocorridas no cenário esportivo se deram a partir de 1980, com a mudança da lei que proibia publicidade nos times de futebol abaixo mostramos em uma ordem cronológica, ações pioneiras e isoladas para se adequar a situação imposta pelas leis:

1938- A Lacta lança o Chocolate “Diamante Negro” em homenagem a Leônidas da Silva, artilheiro da copa daquele ano;
1950- A copa do mundo do Brasil conta apenas com o apoio do Governo Federal;
1952- É o inicio do patrocínio ao futebol que colocou anúncios em todos os estádios dos clubes da série A da Itália. Logo sendo proibido pela  FIFA ;
Década de 60 – Com os seguidos sucessos da seleção brasileira e da magia que os times do Santos (SP) e Botafogo (RJ), Pelé e Garrincha se tornam garotos-propaganda do IBC (instituto brasileiro de café);
1977- O craque Gérson filma comercial para os cigarros Vila Rica e a marca passa a figurar entre os 10 mais vendidos;
1979- Após uma idéia de Francisco D´attoma, presidente do Perugia, negociou com Pastifício Ponte um apoio nas camisas do time, após a compra de uma indústria têxtil batizada “Ponte”, impossibilitando qualquer proibição. De forma paralela na Alemanha e na Holanda ocorrem algo parecido: O laboratório Alemão Bayer comprou duas agremiações, a Leverkusen e o Uerdigen, transformando os distintivos em logomarcas.  Na Holanda a Philips passou a ter controle do Eindhoven e o transformou em PSV (união esportiva Philips);
1981- A FIFA libera o uso das logomarcas de patrocinadores na camisa dos clubes, mantendo a proibição para as seleções até os dias de hoje;
1983- O Esportivo de Bento Gonçalves e o Flamengo do Rio de Janeiro são os primeiros clubes brasileiros a estampar logomarca de patrocínio após se encerrar a proibição;
1984- O Banco Nacional compra o direito de estampar sua marca nas camisas de Vasco e Fluminense que decidiram o Nacional daquele ano;
1986- Primeira Copa do Mundo (México) em que a FIFA vende direitos de patrocínio para uma empresa e a primeira copa que a seleção brasileira tem uma fornecedora de material esportivo oficial;
1987- Criação do Clube dos 13 após uma briga com a CBF.  O C13 negocia cotas com a TV, patrocínios e em sua primeira competição, teve o apoio da Coca-Cola;
1990- Além do fracasso na copa, a primeira patrocinadora da CBF, a Pepsi, passa por constrangimento histórico.  A insatisfação com o prêmio em caso de título, fez com que os jogadores cobrissem o logo da empresa para posar na foto oficial da equipe;
1993- Após 17 anos “na fila”, o Palmeiras volta a ser campeão logo no primeiro ano de sua parceria com a Parmalat;
1994- A Brahma faz história nos EUA no primeiro grande case nacional de marketing de emboscada;
1996- A CBF fecha com a Nike o maior contrato de patrocínio no marketing esportivo brasileiro;
1998- O Vasco da Gama (RJ) fecha parceria com o Nations Bank dos EUA em busca de acordos comerciais e licenciamentos, iniciando o “sonho olímpico” onde foram contratados diversos atletas de ponta nas mais diversas modalidades, levando o clube a diversos títulos nacionais.   A parceria se encerrou em 2000 devido a conflitos entre diretores do banco e o presidente do clube, deixando-o na maior crise de sua história centenária;
1999- Seguindo o modelo adotado pelo Vasco, Flamengo (RJ) e Grêmio (RS) assinam com os Suíços da ISL, enquanto Corinthians (SP) e Cruzeiro (MG) acertam com os Americanos da Hicks Muse Tate e Fus. A empresa Suíça quebra e os americanos encerram suas parcerias;
 Anos 2000 - 
 No início de 2001, após muita confusão para decidir sobre a realização ou não de um novo jogo, surge outro clássico case de marketing de emboscada: Após insatisfação com a cobertura jornalística ao longo do brasileiro de 2000, o Vasco entra em campo com o logotipo do SBT para enfrentar o São Caetano em meio a transmissão da TV Globo, causando a maior saia-justa na emissora carioca.
Volta no Brasil a “moda” das parcerias com grupos de investimentos, empresas e
 agencias de Marketing esportivo, etc.
Além de se preocupar com o assédio dos grandes clubes europeus, o futebol brasileiro começa a perder, em grande escala, jogadores para novos mercados como: futebol russo, árabe (principalmente Qatar e Emirados Árabes), Ásia e demais países do leste europeu.
Com um time recheado de pratas da casa (entre eles Robinho e Diego), o Santos se torna campeão brasileiro 2 vezes no intervalo de 3 anos. As vendas de camisa batem recordes, o museu do clube é um dos mais visitados do país, além do premio Marketing Best ganho pelo clube.

NO MUNDO- Os grandes clubes da Europa investem pesado para desenvolver novos mercados. Os maiores exemplos são Manchester United, o pioneiro em licenciamento de produtos, e o Real Madrid que com seus “Galácticos” (devido a contratação de diversas estrelas internacionais como Zinedine Zidane, Ronaldo, David Beckham, Robinho, etc.) elevando a venda de seus produtos licenciados e superando o Manchester United como o clube mais rico do mundo pela primeira vez .
Grandes fortunas do mundo começam a entrar no negocio futebol pela Inglaterra. Chelsea e agora o Manchester City ganham evidencia internacional devido aos investimentos feitos por seus proprietários, e devem pintar novas aquisições.



O mundo do futebol não pára.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

COLUNISTA CONVIDADO: Rafael Esequiel

FONTE: www.otricolor.com.br


Olá Amigos da Turma da Arquibancada!
Mais uma vez, é um prazer está com vocês e comentar sobre esse nosso futebol Tupiniquim! Dessa vez estou aqui para abordar o caso Levir Culpi X Frederico Chaves Guedes. Como Tricolor ativo do Clube fico extremamente desapontado com todo o rumo que tomou essa historia. Muito por conta de omissão por parte da diretoria, mas principalmente por conta de egos e birrinhas particulares. Então vamos por partes... Em 2009 Fred chegava ao Fluminense, Vindo do Lyon reserva do Benzema, saindo de uma lesão gravíssima que quase acabou com sua carreira, quase esquecido e praticamente desacreditado. Mais como Bom jogador que é Logo na estreia pelo Flu vez dois gols e começava ali sua belíssima historia pelo clube.


FONTE: www.folhavitoria.com.br
O Fluminense vinha carente de praticamente tudo, assim com o próprio Fred, anos sem um Brasileiro, mal nos estaduais, um vice campeonato engasgado de uma Libertadores em pleno Maracanã e sem moral com os rivais por conta de seus rebaixamentos. Já nesse ano o Flu chegou novamente em uma final de Sul-americana e dessa vez com o Fred, e mais uma vez um outro vice campeonato, até hoje tenho pra mim que expulsão do Fred nessa final acabou prejudicando a equipe, mais isso faz parte do Futebol, ele estava em campo e jogado e assim aconteceu. De 2010 a 2012 veio dois Brasileiros, estaduais e jogos épicos como Flu e Boca no la bombonera ao qual o Flu ganhou com gols de Fred e Deco. Ano a ano o Fred foi conquistando seu espaço dentro do clube, muito disso por méritos próprios, pois sempre era artilheiro dos campeonatos, e com os títulos nas mãos, sua fama seja de pegador ou de jogador só crescia dentro e fora dos gramados. O Fred ajudou o Fluminense novamente ser um grande clube e o Fluminense fez o Fred se tornar um Grande Ídolo. E é ai que eu vejo as falhas nesse relacionamento, Fred se tornando o jogador diferenciado que realmente é, nunca teve uma coordenação ou freio pelos seus atos, se tornou líder de um grupo, o que é absolutamente natural, mais também ficou depois de anos se achando acima do bem e do mal. Vejamos... Quantas reportagens você deve ter visto dos garotos de xerém em que quando perguntados quem era o mais chato do grupo sempre aparecia o nome do FRED. Muito disso pode ser a vontade de vencer, e por que também ele queria o bem dos garotos e do time, mais o fato que ele se tornou onipotente nas suas ações dentro do clube, e isso já vinha de certa forma afetando os próprios garotos, e com a volta do Cícero, abriu-se dois grupos dentro do time. Mais tudo era contornado entre eles mesmos. Com a Chegada do Levir é que o caldo entornou... Acho Levir um cara inteligentíssimo e o que ele fez com o Fluminense em um mês os outros não fizeram em um ano.
FONTE: espn.uol.com.br

e Três frases dele me marcaram... A Primeira frase que me vem na cabeça é: - Preparem as Caixinhas de Remédio que estou chegando... a essa hora as Fredetes estão tomando Litros de Rivotril...rs A Segunda é: - Vim aqui por causa do dinheiro mesmo! Quem nessa vida não trabalho por conta disso? A Terceira é: - Quem tem que sair já saiu e quem não tá satisfeito pode sair também... Diego Souza saiu em disparada e agora Fred vai também. Ou seja... O Cara não tá nem ai pra hora do Brasil!!! Não tem mais nada a perder, tá com grana no bolso e cabeça fresca para fazer o que quiser... Mas é ai que entra a tal da hierarquia que tanto tem se falado... Fred era líder de um grupo bem antes de Levir chegar e tinha seus direitos de falar e fazer, porem Levir é quem manda no time e faz questão de fazer isso onde quer que passe ou tenha passado, "vide caso Atlético mineiro". Na Minha opinião Levir errou em peitar o Fred da forma que fez, porem Fred errou pior ainda por não ter limites no seu ato ego. Muito desse ego é culpa de anos e anos de Presidentes, Diretores e Técnicos que deixaram Fred se achar o dono e o senhor da verdade dentro do clube. É fato que o Fluminense vai perder com isso, vai perder seu ídolo que construiu um bela historia e que poderia sim, um final muito feliz com a união dos dois. Mais Também Fred perde muito mais com sua birrinha do que qualquer outro, vamos lembrar que Fluminense resgatou um Fred execrado após uma pífia Copa do Mundo, onde ganhou o rótulo de vilão pós-7 a 1. Confiou e recuperou ele e nesse mesmo ano ele foi artilheiro do brasileirão. Vale lembrar também que Fred fez o mesmo pelo Fluminense quando o time estava jogado as traças e outros considerados ídolos negociava com o seu maior rival. A Gratidão de Fred para o Fluminense é tão grande quanto a do Fluminense para com Fred, ambos viveram um para o outro, e o que mais me chateia nisso tudo é ver o Fred sai da forma que vai sair, indo praticamente pela porta dos fundos. Assim como a maioria também ficaria com Levir no Clube, mais tentaria a reconciliação deles para o bem de todos e felicidade geral do Fluzão. Depois a entrevista do Peter ficou Claro que para ele tanto faz, Fred ficar ou Fred sair, na verdade para ele é até melhor que saia mesmo, assim os cofres do clube poderá respirar um pouco mais, mas ele não tomou o partido nem que sim nem que não ate mesmo por conta do ano de eleição. Fred já tinha dito que aposentaria no Clube e que futuramente seria treinador e até mesmo presidente do clube. Acho difícil esse ano ele vestir a camisa do Fluminense novamente e também não acho impossível sua volta no ano que vem sem Peter e Levir. Acho que assim essa historia poderia tem um fim mais bonito, tanto para o Fred quanto para o Fluminense, os dois merecem isso. Rafael Esequiel.

PROGRAMA NA WEB RÀDIO CAXIAS NT

Boa tarde meus amigos!

Hoje é dia de estreia da Turma da Arquibancada na Web Rádio Caxias NT hoje 13/04/2016 as 13:30 (antes da transmissão da Champions) eu, André Lima e Rafael Carnevale contamos com nossos amigos e colegas nesta nova empreitada nas ondas da internet.

Para acompanhar a Web Radio é muito facil:

Site: http://caxiasnt.wix.com/webradio
Para ouvir pelo computador: http://www.radios.com.br/aovivo/Web-Radio-Caxias-NT/33957
Pelo celular, só acessar radiosNet ou TuneIn Radio
Página no Facebook da rádio: https://m.facebook.com/caxiasnt

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A VOZ DA EXPERIENCIA

Dona Icleia, 70 anos. Mãe, cozinheira, dona de casa, esposa, torcedora do tradicional América. De fato, nunca foi ligada ao futebol, não entende de tática, de posição e nem sabe o nome dos jogadores, mas me surpreendeu com uma frase: “Como esse Neymar é encrenqueiro”. No inicio não dei bola, falei para ela desencanar.

Neste meio tempo observei o comportamento do jovem capitão da CBF e concordei com minha mãe: começa a ser questionado seu comportamento como capitão ao  “abandonar” o grupo na véspera de um jogo importante. Este tipo de atitude não é a que se espera de um capitão. Mas o que esperar de uma geração que em regra não aceita ser cobrada e assumir responsabilidades?

Thiago Silva, antigo dono do posto, não tinha (e acredito que ainda não tenha) estrutura emocional para comandar o time em campo. Nos momentos mais complicados sentiu o peso da responsabilidade e literalmente “amarelou”. Se tivesse jogado no fatídico 7x1 era provável que teria tentado cortar os pulsos ou algo do tipo. Não aceitou perder a braçadeira e acabou barrado.

Cafu e Dunga foram bem na função. Discretos, “raçudos”, de diálogo aberto com os companheiros de equipe, tiveram suas vidas facilitadas por terem jogado com profissionais mais focados e “rodados”, com maior poder de decisão. Dunga foi campeão em 1994. Cafu em 2002. Deram conta do recado.
O capitão não precisa ser o craque do time. Não precisa ser habilidoso, bonito, bonzinho. E nem ser imposto.

Tem de saber liderar, ser a voz do técnico em campo. Jogador de seleção tem de “vestir a camisa”, abraçar a causa, do contrário, que não jogue.
Experiência enxerga longe e ouvi-la é sempre bom. Dona Icleia não entende de futebol, mas uma coisa ela tem de sobra: experiência!




quarta-feira, 30 de março de 2016

Festa com vela de sete dias


O empate por dois gols entre Brasil e Paraguai serve mais para ocultar fatos do que levá-los à luz de uma discussão mais profunda. A igualdade suada no fim do segundo tempo leva a pensar em garra, superação e que estamos no caminho para um bom trabalho. Não há nem esboço de um bom trabalho. O desenho tático da seleção brasileira mais parece um armário de adolescentes.
O ponto conquistado no Paraguai deu sobrevida a Dunga, que já se via ameaçado no cargo de distribuidor de coletes de titulares e reservas. 
O primeiro tempo de jogo virou com o 1 a 0 a favor do mandante. E poderia ter sido 2, 3, 4, tal era a facilidade para chegar na área do Brasil e bombardear o goleiro Alisson. Os flancos do campo viraram área de passeio para os atacantes paraguaios. O lance do gol mostra Lezcano totalmente livre e com tempo até para fazer pensamentos filosóficos intrincados caso desejasse. 
Com o início da etapa derradeira, veio o segundo gol em uma troca de passes entre Ortiz, Santa Cruz e Benítez, que expôs ainda mais as falhas de posicionamento e ineficiência no combate defensivo brasileiro.
Pela primeira vez na história das eliminatórias, o Brasil é avistado em uma posição tão pífia na classificação. Estamos em sexto lugar nesse momento. E foi curioso ver que tinha gente comemorando o fato de que, ao evitar a derrota, não desceríamos ao sétimo lugar. Talvez a derrota e a pressão da opinião ensinassem mais a Dunga e à CBF.  
O resgate da seleção brasileira passaria por um trabalho de reconstrução do futebol a longo prazo. E isso envolve novos nomes no comando da seleção e no campo de jogo. O modelo desse tipo de reengenharia é a seleção alemã de Klinsmann, em 2004, que se fez uma autocrítica e retrabalhou desde as categorias de base. Os frutos foram visíveis na Copa do Mundo de 2014. Não adianta demitir Dunga e vir, por exemplo somente ilustrativo, com um Carlos Alberto Parreira requentado. É hora de transição para o novo.

terça-feira, 29 de março de 2016

“Pitacos”



Já que a tabela de classificação das Eliminatórias Sul-Americanas anda tão embolada até a sétima colocação, eu me arrisco a dar alguns palpites sobre a quinta rodada que será disputada hoje.
O primeiro jogo da rodada é entre o líder Equador e a Colômbia. No momento em que escrevo estas linhas, a seleção da Colômbia vai aplicando um 3 a 0 e quebrando a invencibilidade do time equatoriano. Seria desonesto cravar a vitória do time de James Rodriguez e Ospina com 25 minutos do segundo tempo. Fiquemos por aqui quanto ao que diz respeito a esse certame.
O estádio Centenário recebe a partida entre Uruguai e Peru. Na segunda colocação das eliminatórias, com dez pontos ganhos, a seleção de Suarez e Cavani joga para tentar uma vitória e ultrapassar o Equador. A defesa atual do time alviceleste não é nenhuma garantia de segurança como observamos na partida contra o Brasil, mas figuras essenciais como Carlos Sanchéz, Luis Suárez e Edinson Cavani fazem com que o prognóstico mais lógico seja uma vitória segura do selecionado uruguaio. Já pelo lado peruano, o empate frustrante em casa, contra a Venezuela, fez com que Ricardo Gareca barrasse Fárfan e Pizarro.
A Argentina encara a frágil Bolívia em Córdoba. O visitante não deverá ser nenhum obstáculo para o time de Messi, Higuaín e Di Maria, que vem embalado por duas vitorias fora de casa contra a sempre complicada Colômbia e o indigesto Chile, atual pedra no sapato dos argentinos. É o jogo de uma só seleção. Marco Argentina sem qualquer crise de consciência.
O atual campeão da Copa América, o Chile, encara a Venezuela fora de casa. Por conta das duas derrotas anteriores (Argentina e Uruguai), a situação de pressão e de maior qualidade no elenco faz com o que Chile seja o favorito para essa partida. Apesar de alguns desfalques como Bravo, Fernandez e Díaz, e ainda que a partida aconteça nos domínios venezuelanos, o time chileno tem todas as condições para bater a atual lanterninha das eliminatórias.
A última nota vai para Brasil x Paraguai. Em outros tempos, não seria difícil apontar uma vitória fácil da seleção brasileira, mas acontece que o atual Brasil é um time de pouco equilíbrio emocional, de escolhas equivocadas por parte do técnico e  muito longe de um padrão tático. Quando alguém aqui viu o Brasil correr o risco de cair para o sétimo lugar de um torneio continental. Pois bem, se acontecer uma derrota, o que não seria nada anormal, pois se trata de uma partida em solo paraguaio, o time de Dunga cairia para essa faixa da tabela. Muitos podem argumentar que são apenas seis rodadas do torneio, mas já serão onze pontos perdidos por conta de teimosias e conceitos muito arcaicos para se colocar à frente de um selecionado brasileiro.

Além de não assustar os adversários, a defesa do Brasil vem se tornando um convite para novos vexames. Sem Neymar, o time brasileiro costuma fazer um futebol previsível e sem maiores atrativos. Caso o Brasil retorne com um ponto do Paraguai, será considerado um excelente resultado. Devido às circunstâncias, eu apostaria em uma vitória do mandante e na queda de Dunga.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Linha do Equador


As Eliminatórias Sul-Americanas começaram a ser disputadas com o atual formato, com todos se enfrentando em sistema de turno e returno, em 1998, para o que seria a Copa do Mundo da França. Como o detentor do título de 1994, o Brasil não precisou disputar a fase classificatória da Copa do Mundo seguinte. Antes disso, a elaboração das Eliminatórias era feita por zona, sendo que a fórmula mais conhecida costumava separar os países em dois grupos, com cinco e quatro países, classificando automaticamente os primeiros e segundos colocados dos grupos e deixando para o melhor terceiro a missão de enfrentar seleções da Oceania na repescagem.
Ao longo desse tipo de disputa, o Brasil amargou onze derrotas, sendo a mais traumática a primeira da série, em 1993, quando enfrentou a Bolívia, em La Paz, e perdeu por 2 a 0. O time sentiu os efeitos da altitude de 3600 metros e um futebol de nível razoável comandado com Etcheverry e Erwin Sanchez. Para acabar de completar, o goleiro Taffarel, que havia feito uma defesa em um pênalti, sua especialidade, fez um gol contra em cruzamento esquisito de Peña (o gol acabou sendo atribuído ao meia boliviano). O dia seguinte jogava a seleção de Carlos Alberto Parreira como território dizimado. Taffarel, um dos maiores arqueiros brasileiros de todos os tempos, sofreu um linchamento público; a defesa passou a ser lenta; Mauro Silva e Luis Henrique eram burocratas. Os gritos por Romário passaram a ecoar até o jogo contra o Uruguai, no mesmo ano de 1993, com o Maracanã em surto coletivo. A exceção foi a cidade de Recife, que assistiu a revanche entre Brasil e Bolívia, com o escrete canarinho aplicando uma saraiva por 6 a 0.
Na fatídica derrota para a Bolívia, o zagueiro Quinteros, um argentino naturalizado boliviano, estava escalado como titular. Esse ex-jogador agora volta à ribalta como técnico da seleção do Equador, a atual líder das eliminatórias, com treze pontos em cinco rodadas. É importante dizer que os equatorianos já enfrentaram Argentina(fora) e Uruguai(casa) dentro dessa sequência. Essa arrancada inicial fez o Equador colocar três pontos de vantagem no Uruguai e cinco em um pelotão que tem Brasil, Paraguai e Argentina. Com um jogo baseado em velocidade nas extremas e marcação intensa no campo adversário, o treinador boliviano se diz inspirado pelos esquemas do Barcelona de Johan Cruyff e o Milan de Arrigo Sacchi. Nomes como Bolaños, Noboa, Erazo, Valencia e Cazares passaram a ser cotados no mundo do futebol.
Acostumados a ver Argentina e Brasil na liderança desse tipo de competição há um longo tempo, com rápidas e boas figurações de Colômbia, Chile e Uruguai, o torcedor se pergunta se esse Equador terá força para resistir até a última rodada no topo da competição. A verdade é que um time modesto como o inglês Leicester derrubou uma série de paradigmas (posse de bola, jogo baseado no contra-ataque e jogadores desconhecidos) e apostou na força do conjunto. Conjunto e obediência tática que a seleção do treinador Quinteros tem exibido aos montes em um trabalho de pouco mais de um ano.
A lógica seria apostar em vitórias da Argentina (Bolívia/ em casa) e Uruguai (Peru/ em casa) e derrota do Equador (Colômbia/ fora), o que embolaria completamente a tabela de classificação. Só que é importante ressaltar que essa seleção equatoriana já ganhou duas partidas em território inimigo. Quanto ao Brasil, sem Neymar e em franca queda técnica e psicológica, um empate já está de bom tamanho contra o Paraguai, em Assunção. A camisa oficial da seleção brasileira tem sido mais usada nas manifestações contra o governo do que por orgulho do futebol exibido pelos comandados de Dunga. A blusa amarela de destaque, inacreditavelmente, passou a ser outra em 2016. Melhor futebol do mundo? Só nos lábios de Galvão Bueno. Assim como a primeira derrota veio na altitude, o inédito jogo na Oceania ainda pode acontecer no caminho para a Rússia.

sábado, 26 de março de 2016

MUITO ANTES DO 7X1


MUITO ANTES DO 7X1

Algo comum e tradicional no subúrbio carioca era amigos e familiares se reunirem para assistir os jogos da seleção. A turma se encontrava em bares, churrasco na rua e na casa de alguém cuja mãe ou avó tivesse excelentes dotes culinários. 
Cada gol era motivo de muita comemoração e festa com direito a fogos e gritos de acordar quarteirões inteiros. No jogo entre Brasil x Uruguai em 25/03/2016, para minha surpresa, reinou um silencio absoluto. Pareciam prever que o adversário iria engrossar e quase vencer. O que está acontecendo com o Esta geração que pensa “não precisar provar nada a ninguém”nem faz ideia do tamanho da importância e da responsabilidade de vestir a, ainda, camisa mais valorizada do futebol mundial. 
Hoje em dia bastam duas ou três atuações razoáveis para o cidadão receber a alcunha de craque e surgirem propostas dos mais diversos times do mundo. Porém, quando começam a receber pressão e serem questionados, é um verdadeiro show de vaidade, falta de educação com respostas atravessadas, negativas de entrevistas e a sensação de que estão fazendo um imenso favor à seleção. Isso começa a contagiar a torcida.

Não se pode deixar de falar da atual crise política que a CBF vem enfrentando com um ex-presidente preso e o outro acusado de corrupção. É impossível acreditar que isso não iria se refletir em campo. Além disso, ao invés de aproximar o torcedor da seleção, continuam deixando a mesma jogar a quilômetros de distância do povo. 

Tão séria quanto a crise política é a técnica. É cada vez mais comum jogadores com idade avançada e sem mercado na Europa retornem com salários exorbitantes. Em alguns casos se destacam e brilham, como Ricardo Oliveira e Nenê. Ambos jogam em alto nível apesar da idade avançada. A verdade é que o brasileiro vem perdendo seu encanto com a seleção. Neymar é o único craque e não resolverá sozinho sempre. Junte-se a isso anos de crises, denuncias, corrupção, desmandos e deficiência técnica. O futebol brasileiro passa por seu pior momento na história.

O 7x1 é só a ponta do iceberg… o pior ainda está por vir.

PAPO RETO COM O SERGINHO:

1) Só imaginaria o Jeferson fora da seleção se fosse para o goleiro Cássio do Corinthians. Melhor que o atual titular há vários nomes a sua

2) O que mais David Luiz precisa fazer para ser barrado?

3) Quem é o padrinho do Fernandinho?

David Luiz: Personagem da Rodada


De tempos em tempos, David Luiz recebe o diagnóstico de que não é um zagueiro. Alguns técnicos dizem que, por ter bom passe e alguma vocação ofensiva, o jogador seria mais compatível com a função de primeiro volante. Ele continua colecionando bobagens na zaga da seleção brasileira e do Paris Saint Germain.
Ontem, jogando mais uma vez na zaga, David Luiz foi diretamente responsável pelos dois gols do Uruguai. No lance do primeiro gol, ele marcava a bola quando Sánchez cabeceou para trás e encontrou Cavani; No segundo, o zagueiro deu uma cochilada e um lançamento encontrou Sánchez livre. Quem em sã consciência deixa um zagueiro lento, sem cobertura, para a marcação de um homem que é comprovadamente um dos maiores atacantes do mundo na atualidade?
Pelo fato de o Brasil ter dominado o primeiro tempo, é normal com os ânimos fiquem aflorados com um empate tão bisonho, em que tudo apontava, inicialmente, para uma goleada histórica. Só que é injusto colocar a culpa somente em um sujeito. O time cedeu um ponto ao Uruguai porque o ataque diminuiu o ritmo, Fernandinho errou de passes, a estrutura emocional desaba com qualquer adversidade, Felipe Luis não achou qualquer oponente. E não dá só para culpar apenas o cabeludo do Paris Saint Germain. E no fim das contas, a culpa é só de David Luiz ou de quem continua o escalando em uma situação onde ele não pode dar felicidade ao seu povo?

quinta-feira, 24 de março de 2016

Como um torcedor escolhe seu clube?



Como um torcedor escolhe uma camisa que lhe servirá como parte da identidade pelo resto da vida?
Em meados de 1981/1982, com o Brasil de Telê Santana espalhando as boas novas do futebol arte pelo mundo, um garoto não tinha o direito de dizer que não gostava do esporte. Caso fizesse isso, era considerado um pária pelos outros meninos de seu convívio. Podia até não saber como driblar, passar ou defender, mas a posição de goleiro sempre seria uma forma de o jogador inábil confraternizar com o resto de seus camaradas. E tinha Zico, Sócrates, Falcão, Leandro, Junior, Cerezo, Éder, Luizinho, Roberto Dinamite e outros mais. Com exceção de Falcão, a essa altura já o Rei de Roma, esses jogadores atuavam em clubes de ponta do futebol nacional. Isso gerava discussões em que a paixão pelo clube nos fazia crer que Roberto Dinamite podia ser melhor que Zico, que Pedrinho (lateral-esquerdo do Vasco) podia barrar Junior, o Capacete. Nunca. Mas o importante era a batalha clubista. Ou seja, Telê devia escalar Paulo Sérgio (Botafogo) e Carlos (Ponte Preta) porque eram bem melhores que o controverso Valdir Peres (São Paulo). Ou podia ter feito uma forcinha e levado Acácio (Vasco) ou Paulo Victor (Fluminense).
Eu tinha uns seis anos por essa época. Era apaixonado por futebol como todo moleque de minha idade. Colecionava álbuns de figurinhas, comprava as revistas especializadas e defendia meus ídolos como se eu fosse gente grande. Só que havia o interessante: eu não tinha um time do coração. Geralmente, as crianças são conduzidas para determinado clube por conta do amor de seus pais. Meu pai também não torcia por nenhum time. Ele tinha vindo do Nordeste do país, e a fome e o trabalho eram necessidades bem maiores do que ver a bola deslizar no gramado.
Isso mudou com a amizade com um gerente de uma loja vizinha. Era um atleticano fanático. E fazia todo o sentido, pois o Galo tinha três jogadores na seleção (todos eles titulares absolutos) e mais quatro selecionáveis no elenco. Um timaço. Ele insistiu para que fôssemos ver uma partida contra outro esquadrão da época, o Flamengo. Promessa de grande jogo. Fomos. E ele tinha o hábito de ir ao ônibus do clube, para falar com os jogadores ao final das partidas. Todos eles eram muito acessíveis e atendiam os torcedores pelo tempo necessário na saída. Ainda não tinha chegado a época dos Rock Stars do campo. E lá nós tínhamos o goleiro João Leite, o zagueiro Luizinho, o lateral Jorge Mendonça, os atacantes Éder e Reinaldo. Com autógrafos nos bolsos e histórias na cabeça, eu e meu pai viramos atleticanos. De camisa, bandeira e coração. O problema era que nosso time não jogava muitas vezes no Rio. Ou melhor, não jogava as vezes que nós desejávamos. Aí é que entra o Vasco, minha paixão eterna e a instituição que me faz perder as estribeiras, seja com vitórias ou derrotas. Sou capaz de chorar copiosamente com coisas bobas como um cântico ou uma faixa informando que “O sentimento não pode parar” ao final de uma batalha na série B de 2009.
Ainda sem essa ligação definida, somente pelo espetáculo, meu pai resolveu me levar para assistir uma final de Campeonato Carioca, um Vasco x Flamengo, em 1982. O Flamengo tinha um time infinitamente melhor que o Vasco, que tinha chegado a finalizar o primeiro turno em um vergonhoso 7º lugar. Antônio Lopes, o técnico vascaíno, chegou a trocar mais da metade do time para obter alguma melhora. A melhora veio e o cruzmaltino chegou à final. A tarefa que parecia impossível virou fato concreto em um cruzamento de Pedrinho Gaúcho e a cabeçada do ponta-esquerda Marquinho, de apenas 1,60m. O arqueiro Raul Plassmann, uma das referências da posição, acabou fuzilado pelo leve desvio, abatido, agarrado a trave direita, que lhe serviu de consolo e apoio para os flashes dos fotógrafos. Vasco campeão. Saí do Maracanã jurando amor eterno e com uma fidelidade que persiste até os dias de hoje, apesar dos elencos fracos e das administrações nefastas dos últimos anos. Sou Vasco incondicionalmente. Xingo, quebro copo, arrebento pratos, digo que nunca mais assisto outra vergonha daqueles, mas sempre volto. E sempre voltarei.
E a geração atual?
“Betinho, você é Vasco, Flamengo, Fluminense ou Botafogo?”, perguntei eu a um garotinho muito querido de minha convivência.
“Não torço por time nenhum no Brasil, não, tio André. Eu sou Barcelona na Espanha, Manchester City na Inglaterra, PSG na França, Milan na Itália... Peraí, eu acho que prefiro a Juventus na Itália! Ajax na Holanda, Bayern na Alemanha, Benfica em Portugal, Galatasaray na Turquia, Standard Liége na Bélgica. E torço para o Boca Juniors da Argentina.”
“E seu pai?”
“Meu pai prefere vôlei. Ele diz que pelo menos os jogadores se matam por causa dos gritos do Bernardinho. Não fazem corpo mole ou são mascarados como esses caras do futebol.”
“E você não tem nenhuma simpatia pela seleção brasileira?”
“E dá para torcer por uma seleção em que o técnico é o Dunga, Gilmar ajuda a convocar, e eu mal sei de onde surgiram certos jogadores, tio?”
Pois é, Betinho, seria preciso mais incentivo...