Ronaldinho
Gaúcho acaba de deixar o Flamengo, que buscava no jogador vender camisas e a conquista de excelentes contratos de patrocínio para a equipe. Para o torcedor em geral, ficou a ilusão de contratar o mesmo
jogador da epoca de Barcelona. Depois de todo "oba-oba" no inicio, acho
dificil algum rubro-negro sentir saudades do dentuço. Esta situação ocorrida hoje, me faz lembrar de um questionamento: Quanto vale um idolo do futebol? Qual seu grau de compromentimento com o novo clube?
Nos últimos anos, é
cada vez mais comum o retorno de grandes ídolos para o nosso futebol. Mas até
que ponto vale à pena investir fortunas abrindo mão de montar um elenco mais
equilibrado para o longo da temporada? O
que vale mais: Títulos de expressão ou venda de produtos do craque associado ao
clube? Essas são perguntas que somente
nossos dirigentes poderiam responder.
Alguns jogadores
retornam do exterior com as condições físicas para lá de duvidosas e muitas
vezes depois de uma série de frustrações devido à falta de comprometimento e ao
numero grande de polêmicas. Suas saídas noturnas têm mais destaque do que o seu
desempenho nos campos de futebol, o que prova que é inviável, com raríssimas
exceções, que abusar na noite reflete diretamente no comportamento do craque no
campo de jogo. Retornando ao Brasil, insistem em manter a rotina e acabam se
desgastando com os torcedores e frustrando os planos de arrecadação e marketing
que o seu clube tinha elaborado com ele. Uma forma de brecar seria alem de
pagar o salário em dia, colocar clausulas no contrato que punam a falta de
profissionalismo, que eu não sei por que os clubes daqui só adotam, quando o
fazem, com jogadores com a qualidade para lá de duvidosa.
Visando quitar
dívidas antigas com seus ídolos, muitos clubes negociam com os antigos ídolos
um retorno para que o valor devido seja pago. Só que na maioria dos casos o
jogador já esta na fase final de sua carreira, ou seja, não rende mais o que
poderia e recebe um salário de padrão europeu, que acaba complicando todo o
orçamento para o período do contrato. Será que é difícil criar ações como uma
linha de produtos que sua renda ajude a quitar a dívida? Qual a dificuldade em
se desenvolver um trabalho que exija mais dedicação do que simplesmente criar
novas dívidas para pagar as antigas?
Não posso ser
injusto, alguns ídolos recebem diversas propostas, mas retornam ao clube em que
se destacou ignorando outras ofertas. Independente da idade e do salário que
irão receber, de uma forma geral uma fortuna, eles se tornam a referência da
equipe e auxiliam aos mais jovens, alguns abusam da noite, mas o desempenho no
campo é inquestionável. Esses jogadores fazem parte, infelizmente, de uma
minoria que está cada dia mais difícil de encontrar nos estádios de futebol no
Brasil e no mundo.
O ídolo é
importante em nossas vidas. No caso do futebol ele é importante para que se
criem novas gerações de torcedores que futuramente estarão indo aos estádios e
participando da formação continua de jogadores que, felizmente, o Brasil tem
muita facilidade.
PAPO RETO COM O SERGINHO:
1) Quem gosta do clube somos nós torcedores. Se engana, e muito, quem acha que o jogador tem amor...pois eles gostam mesmo é de dinheiro e vida que segue;
2) A situação dos nossos clubes acaba os deixando nas mãos de empresarios que pensam apenas no lucro. E sempre quem fica na pior é o torcedor.
3) Amigo rubro-negro: Você faria qualquer tipo de negócio com o "leiloeiro" Assis?