quinta-feira, 31 de maio de 2012

AFINAL, QUANTO VALE UM ÍDOLO?




Ronaldinho Gaúcho acaba de deixar o Flamengo, que buscava no jogador vender camisas e a conquista de excelentes contratos de patrocínio para a equipe. Para o torcedor em geral, ficou a ilusão de  contratar o mesmo jogador da epoca de Barcelona. Depois de todo "oba-oba" no inicio, acho dificil algum rubro-negro sentir saudades do dentuço. Esta situação ocorrida hoje, me faz lembrar de um questionamento: Quanto vale um idolo do futebol? Qual seu grau de compromentimento com o novo clube? 
Nos últimos anos, é cada vez mais comum o retorno de grandes ídolos para o nosso futebol. Mas até que ponto vale à pena investir fortunas abrindo mão de montar um elenco mais equilibrado para o longo da temporada?  O que vale mais: Títulos de expressão ou venda de produtos do craque associado ao clube?  Essas são perguntas que somente nossos dirigentes poderiam responder.
Alguns jogadores retornam do exterior com as condições físicas para lá de duvidosas e muitas vezes depois de uma série de frustrações devido à falta de comprometimento e ao numero grande de polêmicas. Suas saídas noturnas têm mais destaque do que o seu desempenho nos campos de futebol, o que prova que é inviável, com raríssimas exceções, que abusar na noite reflete diretamente no comportamento do craque no campo de jogo. Retornando ao Brasil, insistem em manter a rotina e acabam se desgastando com os torcedores e frustrando os planos de arrecadação e marketing que o seu clube tinha elaborado com ele. Uma forma de brecar seria alem de pagar o salário em dia, colocar clausulas no contrato que punam a falta de profissionalismo, que eu não sei por que os clubes daqui só adotam, quando o fazem, com jogadores com a qualidade para lá de duvidosa.
Visando quitar dívidas antigas com seus ídolos, muitos clubes negociam com os antigos ídolos um retorno para que o valor devido seja pago. Só que na maioria dos casos o jogador já esta na fase final de sua carreira, ou seja, não rende mais o que poderia e recebe um salário de padrão europeu, que acaba complicando todo o orçamento para o período do contrato. Será que é difícil criar ações como uma linha de produtos que sua renda ajude a quitar a dívida? Qual a dificuldade em se desenvolver um trabalho que exija mais dedicação do que simplesmente criar novas dívidas para pagar as antigas?
Não posso ser injusto, alguns ídolos recebem diversas propostas, mas retornam ao clube em que se destacou ignorando outras ofertas. Independente da idade e do salário que irão receber, de uma forma geral uma fortuna, eles se tornam a referência da equipe e auxiliam aos mais jovens, alguns abusam da noite, mas o desempenho no campo é inquestionável. Esses jogadores fazem parte, infelizmente, de uma minoria que está cada dia mais difícil de encontrar nos estádios de futebol no Brasil e no mundo.
O ídolo é importante em nossas vidas. No caso do futebol ele é importante para que se criem novas gerações de torcedores que futuramente estarão indo aos estádios e participando da formação continua de jogadores que, felizmente, o Brasil tem muita facilidade.

PAPO RETO COM O SERGINHO: 

1) Quem gosta do clube somos nós torcedores. Se engana, e muito, quem acha que o jogador tem amor...pois eles gostam mesmo é de dinheiro e vida que segue;

2)  A situação dos nossos clubes acaba os deixando nas mãos de empresarios que pensam apenas no lucro. E sempre quem fica na pior é o torcedor.

3) Amigo rubro-negro: Você faria qualquer tipo de negócio com o "leiloeiro" Assis?

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