terça-feira, 16 de janeiro de 2018

“Os outros Clássicos do Mundo”: CLÁSSICO MOSCOVITA


Já contando com o clima da Copa do Mundo 2018, o “Turma da Arquibancada” inicia a série “Os outros clássicos do mundo” especial para copa. Iremos falar sobre os clássicos dos demais países que estão na disputa do mundial este ano na Rússia. E nada mais justo do que iniciar com a dona da casa e falar do confronto entre Spartak Moscou x CSKA Moscou

“Os outros Clássicos do Mundo”: CLÁSSICO MOSCOVITA

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A rivalidade tem origem na chegada do futebol à Rússia. Em 1911, foi estabelecida em Moscou uma agremiação futebolística do exército, o OLLS, que tinha por filosofia a utilização do recém-chegado futebol como um meio de aprimoramento da disciplina e preparação para a guerra. Naquela época, em que ainda vigorava o Império Russo, as práticas de atletismo ainda dominavam, e não havia qualquer organização que propiciasse um torneio oficial para o futebol.
Nessa mesma época, jovens de bairros operários, formados basicamente por cortiços e monturos, utilizavam-se do futebol como um meio de socialização e proteção de uma atmosfera de pobreza, criminalidade e violência que assolava a população mais pobre que lá vivia. Assim como no meio militar, o futebol também cresceria entre os trabalhadores de um dos bairros mais pobres da capital russa, a Presnya, levando à fundação da equipe Krasnaya Presnya.
O futebol se desenvolveria rapidamente, e a prática amadora logo receberia o nome de "futebol marginal", visto com desdém pela sociedade, que o considerava um sinônimo de vadiagem e ócio, enquanto o futebol profissional, utilizado para fins de treinamento, era visto com prestígio. Essa divisão tornou-se evidente com a perseguição das autoridades, inclusive o exército, do qual o OLLS fazia parte, contra as equipes amadoras, entre elas o Presnya, que tinha muito prestígio entre a classe trabalhadora. Com o passar dos anos, o futebol foi se popularizando, até que com a Revolução de 1917, as equipes amadoras foram finalmente aceitas, com o estabelecimento de uma divisão específica para o futebol amador. Em 1923, o OLLS mudaria seu nome para OPPV, e em 1935, o Presnya mudaria seu nome para Spartak. Posteriormente, em 1960, o OPPV passaria a se chamar CSKA, nome que carrega até hoje.

O TIME DO POVO

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Fundado em  Presnya, um bairro operário, em uma época na qual o futebol era restrito a certos grupos sociais, o clube viveu na clandestinidade por longos períodos de sua existência, tornando-se um dos nomes mais lendários e populares do futebol da Rússia e um dos clubes de futebol mais importantes no cenário europeu, carregando consigo uma história de luta pela popularização do futebol no mundo. Portador da Ordem de Lênin ( primeiro campeão), 12 vezes campeão da URSS, 10 vezes campeão da Rússia, 10 vezes vencedor da copa da URSS, 3 vezes vencedor da Copa da Rússia.
O Spartak foi fundado em 1922, e teve diversos nomes, como Krasnaya Presnya e Pischeviki, até 1935, quando seu nome, inspirado em Espártaco, líder de uma revolta de escravos contra o Império Romano, foi definitivamente escolhido.
Tanto o futebol russo como o soviético sempre foram espaços dominados por homens. Jovens trabalhadores, que não tinham acesso aos campos esportivos das elites, jogavam futebol em qualquer espaço que encontrassem, sobretudo nas ruas. Estes jogos eram chamados de “futebol marginal” e foram essenciais para a formação do Spartak. A autonomia e a espontaneidade encontradas naqueles jovens trabalhadores que jogavam nas ruas, e que se tornaram os fundadores do Spartak, são hoje consideradas a verdadeira ideologia do clube. Essas raízes do Spartak influenciaram a identidade destes jovens fundadores do time. Mais tarde, durante o século XX, a enorme legião de fãs do Spartak era formada por trabalhadores que incorporaram uma masculinidade agressiva, indisciplinada e rebelde.
ESTÁDIO:

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Até pouco tempo, o Spartak nunca teve o seu próprio estádio, diferentemente de seus rivais, que fundaram seus estádios com o apoio de suas respectivas associações, e durante todos os seus anos de existência, jogou em vários estádios da cidade, e até mesmo na Praça Vermelha, em uma partida amistosa. Em 2009, a renovada direção do clube declarou que em breve o Spartak teria seu próprio estádio, como parte dos planos para reerguer o time. O governo aceitou o pedido de conceder a área para a construção no bairro de Túshina. Em dezembro de 2010, após o anúncio de que a Rússia seria o país sede da Copa do Mundo de 2018, a construção do estádio começou, com previsão de término para 2013. Foi inaugurado em 2014 e será um dos dois estádios de Moscou no evento.


OS SOLDADOS
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CSKA Moscou  é um clube de futebol de Moscovo, capital da Rússia, e um dos maiores e mais antigos clubes do país, fundado em 1911. O nome em português significa Clube Central de Esportes do Exército. O CSKA venceu 5 Campeonatos Russos, sete Campeonatos Soviéticos, sete Copas da Rússia e cinco Copas da União Soviética. Além disso, foi campeão da Copa da UEFA de 2004-05, sendo a primeira equipe russa a ganhar um torneio europeu. O CSKA, representando os militares. O clube foi fundado em 1911 na cidade de Moscovo, quando a sociedade de esporte amador do Exército Russo criou o setor de futebol. Em 1917, o clube, na época chamado OLLS disputou o seu primeiro campeonato em Moscou. Com a ascensão da Revolução Russa, as organizações esportivas foram modificadas para atender ao modelo socialista, e os antigos esportistas ingressaram em uma nova organização, chamada OPPV e comandada pelo Exército Vermelho. Em 1926, a equipe venceu o campeonato amador de Moscou, que na época era a principal liga da União Soviética, visto que toda a força futebolística da época era concentrada na capital. Seis equipes participaram, entre elas o Dínamo e o Pischeviki, que mais tarde viria a se tornar o Spartak. Em 1928, o exército cria uma nova organização, a Casa Central do Exército Vermelho, com a sigla CDKA, e a equipe finalmente toma a forma que levaria ao seu progresso e renome. Em 1935, o CDKA ganha o primeiro campeonato profissional de Moscou, apesar de tanto o Dínamo quanto o Spartak não terem jogado na mesma divisão, pois ainda estavam com o status de amadores.
Na década de 1950, o CDSA teve grandes jogadores, mas ganhou pouquíssimos títulos e não apresentava um futebol exemplar. Seu único título importante foi uma Copa da URSS, em 1955. Além disso, foi terceiro colocado no campeonato soviético por três ocasiões (1955, 1956 e 1958). Em 1957, por conta de mudanças internas dentro do exército, o CDSA mudou de nome novamente, desta vez para CSK MO. Três anos mais tarde, em 1960, o clube mudou de nome pela última vez, passando a se chamar CSKA. Em 1970, o CSKA ganharia outro campeonato soviético, após 19 anos sem conquistá-lo.
ESTÁDIO:
 Imagem relacionada
Estádio Lujniki , antigo Estádio Central Lênin. Estádio durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 1980. Inaugurado em 31 de julho de 1956, tem capacidade para 84.745 torcedores. Era o estádio onde a Seleção de futebol da URSS fazia seus jogos amistosos. Foi reformado e sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1980, marcado pelo boicote dos Estados Unidos e aliados e pelo mascote, o ursinho Misha, que encantou o mundo ao derramar uma lágrima na Cerimônia de Encerramento dos Jogos. Durante os Jogos a capacidade era de 103.000 torcedores, que assitiram as provas de Atletismo, a final do Futebol e a Prova de Saltos do Hipismo.

CURIOSIDADES:

Maior vitória do Spartak no Campeonato de Moscou — 8:0
Maior vitória do CSKA no Campeonato de Moscou — 6:1
Maior vitória do Spartak no Campeonato da URSS — 5:0
Maior vitória do CSKA no Campeonato da URSS — 5:1
Maior vitória do Spartak no Campeonato Russo — 6:0
Maior vitória do CSKA no Campeonato Russo — 5:1
Maior vitória do Spartak na Copa da URSS — 4:0
Maior vitória do CSKA na Copa da URSS — 3:0
Maior vitória do Spartak na Copa da Rússia — nunca venceu
Maior vitória do CSKA na Copa da Rússia — 3:0
Maior número de gols — 9 (4:5 para o Spartak)
Maior público — 105 000 torcedores, em 8 de junho de 195925 de julho de 1960 e 4 de outubro de 1962
Menor público — 4 000 torcedores, em 24 de outubro de 1993
Estádio que mais recebeu o clássico — Luzhniki, 64 vezes
Artilheiro do clássico — Vagner Love pelo CSKA , com nove gols. Serguei Salnikov marcou 7 gols para o Spartak.




domingo, 13 de agosto de 2017

DE PAI PARA FILHO

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Fonte: Papo de Homem
                           

Com o tempo aprendi a respeitar o gosto de cada um pelo seu respectivo time, pois em troca sempre exijo o mesmo. Nunca irão me ver em uma briga ou discussão fútil por conta de futebol. Porém uma coisa me tire e muito do sério: Não falem mal do meu time de coração.
            Nos meus quarenta muito bem vividos anos, o futebol foi e sempre vai ser o meu momento de distração, confraternização, aquele momento aonde conseguia reunir tio, avô , primos, amigos e colegas em torno do mesmo ideal. Era também a grande oportunidade de estar ao lado do meu querido pai curtindo provavelmente o nosso único lazer em comum.       
            Eu e meu pai torcemos pelo mesmo time. E da mesma forma que ele me ensinou coisas como: caráter, seriedade, respeito, saber como agir nos diversos momentos da vida e com isso absorvi também o grande amor pelo clube. Meu pai é o meu grande ídolo, por isso que falar mal do nosso time é o mesmo que ofender a minha memória afetiva. Era o nosso grande momento aonde aparávamos arestas, conversas francas, pedidos de desculpas e até lições de vida.
            Obrigado pai por ter despertado em mim a paixão pelo futebol. E para quem ainda tem a presença física dos seus pais e gostam de futebol eu recomendo: vá ao estádio com ele. Vale muito a pena !
Antes que terminar, deixo aqui o meu recado para a galera que “não liga para futebol”, aos que “só aparecem quando ganham” e aqueles “que não conhecem pelo menos 3 jogadores” na escalação: Se o fato de eu ter uma opinião firme é ser fanático, visto esta “carapuça” com enorme prazer !

PAPO RETO:

1) Neymar no PSG: Grande elenco sendo montado ou uma “escala” para Madrid?

2) Com o “cartola” além do sujeito achar que é um super técnico de futebol, perderam totalmente a noção ao questionarem o cancelamento do jogo do Fluminense devido a morte do filho do Abel Braga. Quando o ser humano irá parar de me fazer ter vergonha? 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Deixem os garotos brincarem!


Na partida contra o Atlético-PR, em Volta Redonda, o técnico Milton Mendes deve escalar o Vasco com a seguinte formação: Martín, Gilberto, Rafael Marques, Jomar e Ramon; Jean, Bruno Paulista, Guilherme, Mateus e Paulinho; Paulo Vitor.
De acordo com o que foi observado no último treinamento, o meia Escudero deu lugar a Guilherme, o que faz com que o time seja claramente leve e em busca de uma maior ofensividade. Foi essa leveza na parte ofensiva que levou o Grêmio a conquistar uma vitória por 3 a 1, pela Copa do Brasil, em cima do mesmo Atlético-PR, que vem para o duelo sem dois importantes jogadores, Douglas Coutinho e Thiago Heleno. A opção de Mendes é para jogar em cima dos avanços dos laterais e da lentidão dos zagueiros do Atlético-PR.
O maior perigo atleticano vem dos cruzamentos de Sidcley e Cascardo para o meio da área, conhecido defeito dos defensores vascaínos. A defesa experiente escolhida pelo treinador Mendes terá que ficar de olho no habilidoso Ribamar, ex-Botafogo, que será o responsável principal para tentar vazar a meta do goleiro vascaíno.
O rubro-negro paranaense vem fazendo uma campanha ruim no Campeonato Brasileiro. Ele soma 17 pontos e está em 17º lugar, a primeira posição do Z4.
É um excelente jogo para o Vasco se autoafirmar e passar confiança para os garotos que buscam um lugar definitivo nesse time da Colina. Caso vença o jogo de hoje, o Cruzmaltino somará 26 pontos, ultrapassará o rival Botafogo e fica somente a um ponto do Sport, que é o 6º colocado, a última vaga de qualificação para a Libertadores 2018.



Felipe Melo no Vasco?


Cuca afastou Felipe Melo por estar tumultuando um ambiente que carece de tranquilidade para ter identidade. O Palmeiras contratou jogadores de destaque para ser o protagonista dessa edição, mas, seja por direção ou falta de encaixe das peças, o time paulista ainda não engrenou. Apesar de ter jogadores de respeito como o meia Guerra, o zagueiro Mina e Dudu, o alviverde vem apresentando inconstância na atual temporada. Jogadores importantes no passado como Fernando Prass, Tchê Tchê e Zé Roberto também já não rendem como antes. E a contratação badalada de Borja ainda não fez valer o investimento caro. Melo se ejetou ao praticar seu esporte predileto em um ambiente já sensível: provocar polêmicas.
Com uma filosofia de trabalho que já afastou jogadores indisciplinados ou insatisfeitos como Rodrigo e Nenê, Milton Mendes vai tentando encontrar a melhor formação para o Vasco. E nisso está conseguindo resultados que fazem com que o time esteja em plena disputa de uma vaga para a Libertadores 2018. A mescla de garotos e jogadores mais rodados está trazendo o que o treinador e a torcida desejam. O técnico está em busca de profissionalismo e tranquilidade para trabalhar.
Para a minha surpresa, quando Cuca confirmou a dispensa de Felipe Melo, alguns vascaínos defenderam a hipótese de o polêmico jogador ir para São Januário. Não há a menor condição. O excesso do lado torcedor rubro-negro que há nele (faria com que ele mesmo não quisesse jogar pelo Vasco), o histórico de tumultuador de ambientes, o altíssimo salário e o pouco acréscimo que traria em termos de volume de jogo. Além disso, o clube tem uma série de opções no meio para exercer a função de volante. Marcelo Mattos, Andrey, Jean, Wellington, Cosendey e Bruno Paulista são os nomes relacionados no elenco. Fora os improvisos de Escudero ou Mateus Vital. Sem nenhuma chance.

Aos 34 anos, Felipe Melo ainda se mostra um jogador de boa visão de jogo e marcação, mas, por conta de sua verborragia, não encontra mais mercado nos grandes de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Somente um clube da Região Sul, Nordeste ou Minas Gerais ainda poderia tentar correr esse risco. Fora isso, só resta ao veterano falastrão ir ganhar mais uns caraminguás no futebol do Oriente Médio, EUA ou China. 

domingo, 30 de julho de 2017

Um futebol campeão para cada tempo

     
     Uma das maiores características do Corinthians nesse campeonato é o oferecimento da posse de bola ao adversário. Com esse gesto, o alvinegro combate, toma a bola e mata a partida em quatro ou cinco lances. Sem grandes sufocos na defesa, o time de Carille tomou sete gols até o jogo com o Flamengo. Um grande goleiro, laterais seguros, zagueiros bem postados, volantes voluntariosos e de boa saída
     O primeiro tempo contra o clube da Gávea indicava que o curso das outras dezesseis partidas seria o mesmo. Ainda que os primeiros minutos indicassem uma pressão maior que o habitual do time paulista, o Flamengo também se apresentou como um adversário ferrenho. Até o lance do primeiro gol de Jô (mal anulado), as ações seguiam equilibradas. Quando houve a ameaça de abertura do placar, o clube carioca murchou feito balão apagado. O Corinthians abriu o placar e dominou as ações do primeiro tempo.
     O primeiro gol corintiano exibiu uma falha habitual da defesa de José Ricardo: bola entre o zagueiro e o lateral direito para a progressão do atacante, que surge nas costas e aposta corrida. E foi exatamente assim. Lançamento entre Rever e Pará. O lateral errou a passada, perdeu na velocidade e viu Jô sair na cara do gol. Ao contrário do comentarista Casagrande - que viu falha no fechamento do ângulo do goleiro Diego Alves -, eu o isento de culpa. Não houve falha. Houve mais mérito de Jô, o atacante corintiano. O goleiro teve participação segura e efetiva no resultado final. Excelente aquisição.
     O segundo tempo mostrou um jogo completamente diferente, com o Flamengo sendo muito perigoso e dominando as ações. Além disso, o time rubro-negro também apresentou uma segurança incomum na defesa. E essa segurança deve ser ampliada com a entrada de Rodolpho. E a isso foi somada a esperada classe de Diego e Everton Ribeiro e a garra de Guerrero. O rubro-negro ameaçou a meta de Cássio e deu a impressão de que pode pensar em voos maiores se os cochilos da defesa não voltarem a acontecer. E outra: a Arena do Flamengo tem que causar desconforto no visitante, não o contrário.
     O torcedor ficou com a visão de que a formação está muito próxima do ideal. Com 70% de posse de bola, o Flamengo arranhou o líder em sua própria casa. E teve chances de sair com os três pontos. Isso não é pouco diante de um time sólido como o Corinthians, que apresenta todos os predicados para ser campeão.

17ª Km do Grande Prêmio do Brasileirão

      
      A 17ª rodada do Campeonato Brasileiro guarda dois confrontos que podem ser determinantes para a sequência do torneio.
     Na Arena Corinthians, o time paulista, o atual líder, recebe o Flamengo (28 pts/5º colocado), que vem querendo fazer o virtual bom elenco se converter em algo afinado dentro das quatro linhas, o que só foi visto até agora em momentos das partidas ou em lances de efeito de Diego, Everton Ribeiro e Guerrero. Outro Calcanhar de Aquiles do time rubro-negro é a lentidão e a hesitação da defesa, a maior responsável pelos instantes de turbulência entre torcida/time/diretoria. Depois de uma partida ruim contra o Santos, pela Copa do Brasil, Rafael Vaz deve lugar ao experiente Juan. Outra incógnita é a participação de Rever no importante embate. Caso o jogador não atue, o técnico José Ricardo deve optar pelo improviso do volante Rômulo na zaga, o que deixa tudo ainda mais incerto para o lado vermelho e preto.
     Pela ordem lógica das coisas (que não costuma imperar no futebol), o Corinthians deve praticar o seu jogo regular de marcação forte, finalizações certeiras e sair com êxito pelo placar mínimo, ampliando ainda mais a vantagem (ou mantendo) para os atuais postulantes do torneio.
     O outro confronto de peso é Grêmio (32 pts/2º colocado) x Santos (30 pts/3º colocado), na Arena do Grêmio. O envolvente time de Renato Gaúcho confronta o perigoso grupo de Levir Culpi. Os gaúchos devem fazer seu maior volume de jogo sair triunfante, mas não será surpresa se o empate for o resultado final. Situação que prejudicará muito as pretensões de título de ambos.
     O Palmeiras fez seu dever de casa ao derrotar o Avaí, um dos frequentadores fieis do Z4. Apesar da teórica superioridade de seu elenco, os comandados de Cuca, embora se mantenham no bolo do G6, ainda passam longe do que se esperava ver deles na disputa, com conflitos e um esquema que não apresenta um DNA.
     A atual fase do campeonato deve confirmar os cinco primeiros como os protagonistas definitivos dessa edição. E caso o Corinthians cruze a linha do segundo turno com a vantagem atual, o clube já segurará a taça com uma mão. 


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Jair Ventura, o Harry Houdini de General Severiano


“Não dá mais para duvidar do Botafogo”
Paulo Vinicius Coelho

Harry Houdini era o pseudônimo adotado por Ehrich Weisz, um mágico de origem húngara. Entre outros feitos ao longo da carreira, Houdini é sempre lembrado como um mestre maior do escapismo, que na ordem dos mágicos seria o truque de se evadir de lugares impossíveis, sempre em posição indefesa. O mágico executou a façanha da Câmara de Tortura Aquática, do Caixão, da Brava Correnteza e vários outros truques com algemas e celas de cadeia.  
Jair Ventura assumiu o Botafogo em agosto de 2016. Quando o treinador assumiu o Botafogo, o clube patinava na 17ª posição do Campeonato Brasileiro. Com um time herdado de Ricardo Gomes, que tinha optado por aceitar um convite do São Paulo, Ventura assumiu com a anuência do grupo. Curiosamente o primeiro adversário dessa nova leva foi o próprio tricolor paulista, em jogo no Morumbi. Com um time de qualidade duvidosa e eleito pelos especialistas como um dos favoritos ao descenso daquela edição, o Botafogo venceu pelo placar mínimo, com um gol de Sassá.
Gomes, o seu antecessor, retirou-se com uma campanha que somava 23 pontos, com 6 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, um aproveitamento de 42,59%, que deixava o time na zona de rebaixamento do Brasileirão. Ironicamente tudo isso aconteceu no espaço de um turno, o que nos permite comparar as campanhas de maneira próxima do justo. Assumindo no primeiro jogo do returno, Ventura cravou 36 pontos, com 11 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, um aproveitamento de 66%, muito próximo das marcas dos campeões e com credenciamento para a Libertadores-2017. E tudo isso sem a chegada de nomes que pudessem provocar grande comoção entre os torcedores e a mídia. Pautado em uma defesa firme, um Camilo inspirado, um Neilton recuperado e um Sassá brilhando, o mágico Jair executou a primeira de suas proezas e escapou dos lugares comuns para onde tinha sido enviado pelos corvos da degola.
Com as chegadas de Roger, Gatito Fernandez e João Paulo, o Botafogo ganhou novos nomes para o trabalho operário. No entanto, o que mais empolgou o torcedor foi a chegada de Montillo, contratado junto ao Shandong Luneng, da China. Uma cartada que prometia um aumento das jogadas de brilho e de criatividade do alvinegro carioca. A possível dupla com o argentino mexia com a imaginação do torcedor e da imprensa esportiva. Não foi o que se viu ao final, pois, com as constantes lesões de Montillo e a insatisfação de Camilo, o meio prometia se converter uma zona árida, somente habitada por destruições e passes laterais. Viriam mais mágicas do comandante Ventura.
Ao longo da temporada 2017, o Houdini de General Severiano realizou seus maiores feitos na competição mais cobiçada pelas torcidas tupiniquins, a Taça Libertadores. Sempre enfrentando os prognósticos de eliminação precoce, o Botafogo derrubou adversários com uma experiência maior do torneio, tais como Colo-Colo, Olímpia, Estudiantes e Atlético Nacional. As armadilhas sempre foram transpostas pelo bravo ilusionista. Inclusive com os dois primeiros times sendo derrubados em batalhas épicas, decididas pelo eficiente jogo de forte marcação, oferecimento da posse de bola ao rival e saída rápida para finalizar as partidas com a aposta nos contragolpes puxados pelos laterais, Bruno Silva (uma das gratas surpresas desse ano) e Rodrigo Pimpão.
Os atletas são fieis e respeitam todas as marcações do treinador, o que quase sempre garante o êxito ou algo próximo do que é programado. Em ocasiões em que tentou fugir de suas características de forte pegada, em benefício de uma equipe mais criativa, o Botafogo foi batido por rivais considerados menores, o Barcelona-EQU (0-2) e o Avaí (0-2), sempre em embates disputados no Engenhão.
Um novo escapismo foi realizado na Copa do Brasil, onde o Botafogo superou o Atlético-MG pelo placar agregado de 3 a 1. Por conta de um elenco mais encorpado, com cinco selecionáveis e peças como Otero e Cazares, o Galo era visto como favorito por uma parte dos torcedores e da mídia. Até venceu o primeiro jogo, mas não deu conta de segurar um Botafogo que jogou com eficiência e se manteve leal aos seus princípios.

E uma última coisa: alguém lembra primeiro que Jair Ventura é filho de um grande campeão?

terça-feira, 18 de julho de 2017

Um profissionalismo limitado: Camilo de saída do Botafogo

Foto: Vitor Silva /SSPress /Botafogo
A relação entre clube e jogador de futebol, no Brasil, ainda é muito frágil. Por que mesmo depois de alcançar o sucesso e o status de "ídolo" na temporada passada, Camilo abandona o projeto da Libertadores da América no Botafogo e opta por jogar a série B do Campeonato Brasileiro? A resposta pode ser mais óbvia do que se imagina. Infelizmente, no futebol brasileiro, nem jogador nem clube estão acostumados a trabalhar com o conceito de "elenco". Com a saída de Camilo, Marcus Vinícius deve se firmar como titular.

O início da temporada 2017 de Camilo foi repleto de desafios, porém superado com habilidade e muito trabalho duro. O meia sofreu com a chegada de um homem de referência com currículo mais encorpado e com peso de grande contratação. Porém a dificuldade de Montillo alcançar a plena forma física abriu espaço para que o antigo camisa 10 fosse importante na difícil tarefa de levar o clube alvinegro à fase de grupos da maior competição sul-americana e depois às oitavas de final. Sem contar a convocação para a Seleção brasileira, em amistoso solidário contra a Colômbia em prol das vítimas da tragédia com a Chapecoense, seu ex-clube.

Porém mesmo após a aposentadoria de Montillo, o meia ofensivo não conseguia repetir a boa forma do início da temporada e nem mesmo ser decisivo como na temporada passada. Para o jogador brasileiro, a falta de regularidade não é bem aceita e o banco de reservas é sempre o pior pesadelo. Não é comum o jogador brasileiro conquistar a sua condição de titular após um momento ruim. A cultura do nosso futebol faz crer que toda solução passa por uma "mudança de ares" ou a criação de um "fato novo", algo mais visível nas constantes mudanças de técnico.

Camilo tinha a confiança e a boa vontade de Jair Ventura para continuar trabalhando e retomar sua posição com seu talento e trabalho. Poderia ficar marcado por integrar um elenco que muito provavelmente irá disputar as quartas de final de uma Copa Libertadores da América e tem grandes chances de ir longe tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil. Entretanto não teve paciência, algo já demonstrado na primeira vez que o técnico barrou o jogador de uma partida decisiva pela Libertadores.

Não pode-se negar que a torcida já não vinha tendo paciência com o jogador. Porém o torcedor é passional ao extremo e não pode ser cobrado por um trabalho que é da diretoria e do técnico: avaliar quem está melhor habilitado para ajudar o time. Uma pena para Camilo e para o Botafogo, que não conseguiram ter maturidade para superar o momento difícil. Agora o Botafogo contenta-se com um atacante, ainda imprevisível (Brenner foi envolvido na negociação) e contenta-se Camilo que terá a missão de jogar a série B pelo Internacional, procurando ser a referência que o time de Guto Ferreira tanto precisa e driblar as muitas dificuldades que afastam o Colorado do retorno à elite.

Surpreende essa negociação acontecer no Botafogo, tão elogiado deste a temporada passada pela eficiência e profissionalismo do departamento de futebol. Agora só o tempo dirá se a decisão foi a mais acertada para as duas partes.

ME RESPEITA !

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 Fonte; Opinião Esportiva- Renan FM
Me respeita que eu sou do tempo que o jogador era apenas destaque nos jogos. Passavam longe de revistas de fofoca e das páginas policiais.

Me respeita que eu sou do tempo da chuteira preta. As raras que eram coloridas vestiam apenas os craques...e não qualquer um como nos dias de hoje.

Me respeita que eu sou do tempo da saudosa e falecida “geral” do Maracanã. O verdadeiro espaço democrático do futebol que foi “assassinado” pelo “futebol moderno”.

Me respeita que eu sou do tempo que os laterais sabiam cruzar e fazer jogada de linha de fundo. Os de hoje são de “isopor” e nunca chegam ao fundo.

Me respeita que sou do tempo das bandeiras, faixas e sinalizadores. Lugar de mosaico e torcedores sentados não é em campo de futebol.

Me respeita que sou do tempo que se ia aos jogos com o radinho colado no ouvido. Acompanhar Cartola e “tirar selfies” felizmente não era possível.

Me respeita que eu sou do tempo que o carro dos jogares grandes jogadores eram o Mitsubishi, Omega, Miura, Santana. Hoje qualquer perna de pau está andando de Land Rover.

Me respeita que eu vi grandes jogadores sendo realidade nos grandes clubes do Brasil. E não eram ídolos pelo que fizeram apenas lá fora.

Me respeita pois eu vi Bangu, Guarani, Bragantino, Bahia entre outros formarem grandes times e jogarem de igual com os gigantes do futebol nacional.

Me respeita que sou da época de jogar na rua e com o gol sendo marcado com chinelo. Jogar em quadra era um artigo de luxo. Grama sintética ? Só em sonhos...



O Futebol brasileiro precisa urgentemente voltar a se dar ao respeito ! Antes que vire apenas fotos amareladas nos recortes de jornal...


Sergio Henrique Homem- 18/07/2017



Neymar no Paris Saint Germain?


Depois de algumas temporadas fazendo sucesso ao lado de Messi e Suarez no Barcelona, Neymar parece ter aceitado a proposta do francês Paris Saint Germain. É um baque para os amantes do ataque letal do time catalão. Algumas notícias sobre a insatisfação apareceram na imprensa nos últimos tempos, mas ninguém levou isso tão a sério. É um daqueles casos que ninguém pensaria que fosse acontecer agora, pois, em termos de estrutura e visibilidade, o time francês fica muito aquém do espanhol. Além da óbvia questão financeira, a possibilidade de ser o protagonista de uma equipe deve ter levado Neymar a pensar, ao menos, em seguir tal caminho.
Caso tenha sido a decisão final do atleta, eu penso que o melhor seria aguardar para ter esse tipo de condição no Barcelona. Lembremos que o próprio Messi esperou o momento de Ronaldinho Gaúcho para ter a sua vez. Estabilidade é melhor do que a glória incerta. O arrependimento pode estar acenando na esquina seguinte.

Segundo informações do repórter Marcelo Bechler, dos Canais Esporte Interativo, o Paris Saint Germain pagará cerca de R$ 922 Milhões para ter a habilidade do ex-jogador santista e para quitar a multa rescisória do contrato que estaria vigente até junho de 2021. "Não tem nenhum clube que pague a cláusula de Neymar", disse Robert Fernandez, o secretário técnico do Barcelona. O dirigente tem que aprender que não há limites para superar o caminho entre a cobiça e a conquista. Esse é o mundo capitalista. E isso vai muito além de futebol.